terça-feira, 2 de novembro de 2010

Maquinanda mecânica

“The best engine in the world is the vagina. It can be started with one finger. It is self-lubricating. It takes any size piston. And it changes its own oil every four weeks. It is only a pity that the management system is so fucking temperamental!”

(1912) Dr. Hermann Otto Kloepneckler – Austrian gynecologist

sábado, 30 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Maquinanda (sem portagem) em 1000 kms!

- Eixo norte-sul (todo)
- A1 (entre Lisboa e Alverca)
- A2 (entre Lisboa e Coina)
- A5 (entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras)
- A8 entre (Lisboa e Loures)
- A23 (toda)
- IC2 (todo, entre Lisboa e Póvoa de S.ta Iria)
- IC2, (todo, entre Almada e a Costa de Caparica)
- IC17/CRIL (todo)
- IC19 (todo, entre Lisboa e Sintra)
- IC21 (toda, entre Coina e o Barreiro)
- IC32 (toda, entre a A2 (Coina) e Alcochete)

Ora aqui estão alguns exemplos de estradas com perfil de auto-estrada, na zona da Grande Lisboa, que prefazem cerca de 1000 kms, onde não se paga portagem, nem se prevê que venha a acontecer. Percebe-se, é uma região desfavorecida do país, com poder de compra muito abaixo da média nacional...
O mais romântico deste conceito de discriminação positiva, é que por terras da capital o conceito de IC (Itinerário Complementar) continua a existir, ao passo que no Norte (essa terra de gente rica), os IC's desapareceram de um dia para o outro, sendo substituídos por Auto-Estradas; não se construíram vias novas, apenas e só trocaram as placas por umas novas azuis a dizer A29 (ex IC1), A28 (ex IC2) e A41 (ex IC24), numa clara manobra visionária deste governo! Já para não falar de certos de determinados troços, agora portajados, que foram construídos sobre antigas estradas municipais e estradas nacionais. Os moradores da zona de Francelos (V. N. Gaia), que o digam, que perderam a EN 109 com a construção do antigo IC1 (actual A29), exactamente por cima do seu traçado anterior e agora se vêem obrigados a pagar portagem para levar as garrafas à reciclagem, ou os miúdos à escola. Isto já para não falar que todos os condutores que tentam escapar a primeiro portal da A29 (sentido Gaia - Aveiro), acabam inevitavelmente por passar às suas portas, numa verdadeira alternativa com piso em paralelo e com uma largura em alguns pontos superior a 5 metros (ainda bem que esta freguesia no limiar da ruralidade não tem passeios para os peões...).
Mas os casos estranhos não se resumem à população de Francelos, acho que ainda ninguém se apercebeu que os habitantes de Espinho, para se deslocarem ao seu hospital, o centro hospitalar Espinho/Gaia (em Vila Nova de Gaia, porque o serviço de urgências de Espinho foi encerrado), apenas têm como caminho para lá chegar, pasmem-se... a A29!! Ou seja, em caso de urgência hospitalar, convém ter uns trocos no bolso ou um DEM, para pagar a taxa aos bombeiros ou aos senhores do INEM!

De facto, neste país das maravilhas, uns são filhos e outros são filhos da puta...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oh Maquinanda... Just Fuck Me!



Cherry Bikini are an underground electronica/electro-pop duo comprised of international bad-asses Sophie Boscallini and Armand Abagliani. Both Armand and Sophie moved around a lot in life. Armand lived most of his life in the United States, Sophie - in Europe. Somehow, both ended up in Paris at the turn of the millenium, where they met through some mutual friends who wanted to start a band. The band didn't pan out, but the musical chemistry between Armand and Sophie was so strong, they decided to pursue their own thing, giving birth to Cherry Bikini.

Their first CD, Cherry Bikini, recorded in Armand's apartment in Paris with little more than an 8-track, some sample software, and a budget of about $50, has since become a classic in the sextronica (electronica about sex) music sub-genre (a sub-genre which the duo helped to pioneer back in 2002) with such infamous songs as "Just Fuck Me", and "Come So Hard". A whole lot of downloads and some college radio play helped fuel CB's notoriety, as did their appearance on several compilation albums.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

República Wars?

Não que seja monárquico, eu é mais bolos, mas pelos vistos a censura continua a andar por aí e nem no dia da celebração da república, se deixou ficar por casa! Esteve ali para os lados da baixa de Lisboa e visou sobretudo confiscar todos os artigos de merchandising da célebre saga cinematográfica Star Wars, que alguns malucos (mas de elevado bom gosto) envergavam, perante tamanha patifaria que foram as celebrações do centenário da república! Ora se a senhora faz 100 anos, anda amparada pelas muletas da Europa, sofre com a doença crónica de falta de honestidade e transparência de quem a (co)manda, espera pacientemente que o FMI a mande entrar no consultório para fazer um exame rectal de modo a retirar toda a merda acumulada, fará sentido andarem para aí a esbanjar dinheiro a celebrar a sua pobre e triste existência moribunda? Isso na minha terra é crime, pois não se goza com os mais velhos.
Penso que certamente seria mais vantajoso investir em algo mais prático, tipo... portais para a cobrança electrónica de portagens, aeroportos, linhas de TGV, mais subsídios de ajuda de custo para aqueles deputados que não conseguem viver com uns míseros 60 € dia, viagens para a filha do maestro (continuo a gostar daqueles croissants que ela traz lá de terras de França todas as semanas), uma nova frota de carros de luxo para o executivo do governo... Sei lá! (tirada a Margarida Rebelo Pinto, eu sei...)

Enfim, não entendo que tipo de ameaça o Darth Vader poderá representar para a cerimónia que por ali acontecia, mas que fica muito mal numa república dita democrática, os senhores dos óculos escuros armados em agentes da CIA virem arrancar as máscaras ao pessoal, lá isso fica! Que tal apresentar uma queixa no Tribunal Internacional dos Direitos Humanos, por discriminação e repressão de um dos valores fundamentais da república, o direito à manifestação e à livre opinião? Caso achem que esta hipótese poderá ser igualmente castrada pelas "forças ocultas" da nossa moribunda república, deixo-vos uma sugestão: para a próxima, levem antes umas máscaras de Salazar, acho que tem mais haver com o género político de quem vai lá estando.



Após este desabafo em forma de post, aguardo a qualquer momento que me seja dada ordem de prisão... Viva a República portanto!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

I'm out of time, I'm out of fucking time! (Le Tigre)

Le Tigre .: website

Como te disse a algum tempo atrás, durante uma das nossas "vulgares" noites de copos, a falta de tempo provoca a cadência reduzida dos meus contributos para a nossa filha Maquinanda. Para além de pontuais e espaçados no tempo (em demasia), acabam por ser todos curtos e directos (sem que isso implique menos substância é certo), julgo eu, neste meu entender de síndrome de sexta-feira à tarde, em modo férias é certo. Graças ao síndrome, permito-me pois partir para uma reflexão, um pouco mais desenvolvida que as anteriores, porque apesar de o tempo ainda ser escasso, hoje sinto que efectivamente estou em total poder da minha própria agenda.

Depois de uma brusca passagem de Vive La Fête, para uma singela e quase puritana Katy Perry, nada melhor do que mais uma volta de 180º, ainda e sempre acelerando em direcção ao electro (seja lá o que isso for afinal). Ao mesmo tempo que ouvia a dita banda, existiam outras coisas a rolar no cassete do meu falecido Seat Ibiza, nomeadamente Le Tigre. Penso já te ter referido este nome, mas penso nunca ter dado a ouvir esta banda norte-americana (porque em terras do Tio Sam nem todos vivem de e para o designado star system), fundada em 1998 e que acabam por ser de certa forma uma espécie de pioneiros na cena electroclah americana; importa que refira, que entendo o electroclash como um movimento musical tipicamente europeu, urbano e electrónico, daí o factor novidade destes Le Tigre que surgem de certa forma descontextualizados no espaço e tempo, do panorama musical do final da década de 90. Os Le Tigre são formados por três elementos, Kathleen Hanna, Johanna Fateman e JD Samson.
Esta música que aqui apresento, Deceptacon, é de certa forma aquela que eu acho que melhor representa a designada banda, vamos a isso portanto pois lá no fundo I'm out of time, I'm out of fucking time!