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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ai a gasolina...

Até os ícones da nossa sociedade, começam a sentir os efeitos do escandaloso aumento do preço da gasolina...


quarta-feira, 28 de março de 2012

Crise na Fruticultura (uma espécie de Maquinanda desportiva)

Segundo esta notícia, os árbitros admitem recorrer à greve na 26ª jornada da Liga de futebol portuguesa, caso e passo a citar "não exista contenção verbal por parte de dirigentes, jogadores e treinadores". Este ataque às arbitragens está enraizado na nossa cultura de futebol clubístico, regional, pequenino e na sua maioria fútil e gratuito, mas assumiu novos contornos com a revelação na web dos dados pessoais de alguns destes senhores árbitros.
Ora muito arreliados com a situação, pois agora qualquer Super Dragão ou No Name Boy sabe onde encontrar o desgraçado que apitou determinado jogo, ameaçam agora paralisar o campeonato nacional de futebol! Mas que grande prejuízo vai sofrer a nossa nação com esta paralisação, estou efectivamente e profundamente preocupado! Jorge Jesus ontem deu na entender que futebol sem jogadores não é possível, mas que sem árbitros... Não o disse, mas deu a entender e eu concordo! Não me parece legítimo que esta classe profissional já de si altamente privilegiada, venha agora com despender o nosso tempo com esta questão. Tal como disse o sábio Passos Coelho, a emigração é serventia desta nação! Se estão mal, pois mudem-se. Existe alguma coisa que impeça a árbitros estrangeiros de apitar jogos cá? Ou os árbitros portugueses de irem arbitrar jogos em outros países europeus? Pensem nisto meus senhores e deixem de se queixar, que voçês ganham mais do que a maioria dos portugueses. Aliás, nos tempos da fartura da fruta, nunca se queixavam (com a clara conivência dos ditos clubes maiores) e agora que a crise chegou ao mercado da fruticultura, andam para aí a chorar que nem umas marias madalenas...
Poupem-nos ao vosso drama e preocupem-se com coisas efectivamente importantes (como o facto de as finanças recusarem a entrega das declarações de IRS aos invisuais por causa de mais uma burocracia, com o Kony, com as maminhas novas da Fanny ou até mesmo com os incêndios que tomam conta das nossas matas em pleno mês de Março) .
O nosso futebol e respectivos intervenientes (clubes, jogadores, dirigentes, agentes desportivos, etc.) já é demasiado camorriano e ao mesmo tempo insignificante, para andarem com estas percas de tempo.
Como vamos nós sobreviver sem árbitros de futebol na jornada 26? Não sei, mas também não estou muito preocupado. Eu no futebol gosto do que se passa dentro das quatro linhas, tudo o que aconteça fora não me desperta o mais pequeno interesse.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Maquinanda - Leituras

Um artigo que vale a pena ler. Não necessito pois de "desperdiçar" mais tempo em escrever eu algo, quando este artigo resume o que quero aqui dizer. Não me posso dar ao luxo de "desperdiçar" tempo com estas coisas, pois como ganho 2€ à hora, convém dar o litro, porque quando feitas as contas (gasolina, scuts, alimentação, etc), rapidamente entro no prejuízo!


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Gorilomaquinanda: O rating aplicado ao universo da pastilha elástica.


"Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas Gorila ao pai para as vender aos colegas na escola. Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, por isso ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão lá escola, um gajo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o a sua agência de rating. Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"... e por aí fora.
A Ritinha já está com uma dívida muito grande e um peso na consciência ainda maior, por isso acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia. Os pais ao perceberem que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não gasta mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha prolonga o pagamento da sua dívida e o Miguel divide o lucro daí obtido com o Cabeças que, como é o mais forte, é respeitado por todos."

fonte.: encontrado no maravilhoso mundo do spam electrónico

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ai Portugal, triste Portugal...

Tenho-me escusado a comentar qualquer tema político neste blog, ao longo das últimas semanas. Existe demasiada matéria prima, que se possa constituir como mote para uma reflexão em modo Maquinanda.
O sistema democrático está falido, não só em Portugal, mas em toda a civilização dita ocidental e isso é para mim suficiente para que perca a vontade de dizer o que quer que seja...

Sem mais demoras, chamo aqui a atenção para a reportagem da TVI, sobre a campanha do PS às eleições que se aproximam. Vale a pena ver a máquina socialista em acção, ou deverei dizer a máquina de propaganda socialista em acção? Vergonhoso e ultrajante comprarem a presença de pessoas em troca de uma sandes e de uma maçã, quando muito um almoço... Hilariante, quando percebemos que a esmagadora maioria, não só não pode votar, como não fala português, pois são emigrantes ilegais! São fantochadas como estas, que me fazem querer abstrair e renegar a triste e reles realidade política portuguesa...

Reportagem da TVI sobre a propaganda do Partido Socialista, AQUI!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Portogallo sotto tutela (via RAI)



Portogallo sotto tutela di Mario Sanna Con la richiesta di aiuti finanziari all'Europa e al Fondo monetario internazionale (dagli 80 ai 100 miliardi di euro), il Portogallo sembra essersi arreso all'evidenza di una crisi che si trascinava da tempo. Ora gli esperti delle due istituzioni stanno analizzando i conti e il debito pubblico dello Stato lusitano e gia' si annunciano, in cambio degli aiuti, riforme molto severe del mercato del lavoro, della sanita', delle pensioni e dell'amministrazione pubblica. In questo contesto, inoltre, il Portogallo non riesce ad essere competitivo e nel 2012 sara' l'unico Paese della zona euro in recessione. Una situazione molto pesante che le altre nazioni del 'Vecchio continente' seguono con attenzione.nella speranza che non metta a rischio la moneta unica attraverso il temuto 'effetto domino' , vista la connessione del Portogallo con la Spagna e gli altri Paesi mediterranei.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Maquinanda (com IVA a 25%)

O IVA sobe para 25% a partir de 1 de Agosto de 2011!

Notícia fresquinha, directamente dos bastidores do Governo e das negociações com a ajuda externa. Foi um passarinho que por aqui passou e connosco partilhou. E não, não foi no Twitter! Podemos ser pobres e anónimos, mas também temos as nossas fontes!
Será que ainda vamos a tempo de colocar uma aposta no Betwin??

Wikileaks à Portuguesa!

Ainda em recuperação do post anterior e claramente em esforço até a hora de almoço (o verdadeito momento fotossintese do meu dia), eis que encontro aquela que é uma das mais bonitas Maquinandas Pré-Pós-PEC/FMI!! Mas que dia recheado de Maquinandas temos nós hoje!
Para além de fantástico estratega político, José Sócrates tem poderes de previsão do futuro, uma vez que o Partido Socialista registou o domínio socrates2011.com a 24 de Feveiro passado. Sim, precisamente na altura em que preparou na trincheira o mítico PEC 4 e afirmava a pés juntos com a companhia de seu cãozinho amestrado Teixeira dos Santos, que Portugal não precisava de ajuda externa! Estaria ele a prever eleições antecipadas? Poderá ter sido tudo isto um mero jogo político, cujo objectivo é a garantia do poder em condições de governabilidade pseudo-ditatorial? Saberia ele que teria de pedir ajuda externa em Fevereiro e andou a mentir entretanto? Saberá José Sócrates mentir? Será ele dissimulado a esse ponto? Temos dúvidas, mas não confirmamos nada, não vá vir por aí alguma espécie de censura...

Certo é que o domínio do site foi registado antes do terramoto político, o que prova que Portugal até pode precisar de ajuda externa, mas esse facto deve-se em absoluto aos constantes atentados ao esquema democrático, levados a cabo por José Sócrates ao longo dos últimos 6 anos. Vir depois para a praça pública vitimizar-se, que nem uma vulgar Maria Madalena arrependida, apelar ao lado sentimentalóide da nação, que cegamente o vai voltar a eleger é de uma baixeza de nível, que sempre pensei estar reservado aos piores programas da manhã da TV nacional. Afinal o coitadinho nesta história, foi José Sócrates e o seu governozinho de tachos e boys de merda! Os outros partidos é que foram acusados de criar uma crise política e provocarem esta derrocada de Portugal. Mas o PS já estava a preparar-se para a mesma desde pelo menos 24 de Fevereiro...

Basicamente apetece-me cada vez mais votar em Nossa Senhora de Fátima, nas eleições que se aproximam...


créditos imagem: snapshots

Maquinada em perspectiva (de fora para dentro)



Texto integralmente retirado da edição online de 12 de Março de 2011, do The New York Times. Ao que parece o caso do pedido de ajuda de Portugal, não é exactamente igual à Irlanda e Grécia, o que só vem comprovar a má governação a que temos sido sujeitos... Como diz hoje Passos Coelho, "um país não vai à falência num mês" (não quero com isto dizer que acredite no laranja), mas que tem alguma razão tem. Tal como este artigo de opinião, é só uma opinião, mas que não deixa de ter alguma razão...
Estou a tentar ser o mais sucinto possível, pois o país afunda e temos é de trabalhar (precariamente é certo), e se começo a filosofar sobre o binómio FMI - Estado na Nação, nunca mais daqui saio.
Passemos pois ao artigo:

PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.


The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.
If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.
Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.
But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.
Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.
The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.
And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.
Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.
A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.

In fairness, the optimism of the 1990s gave rise to economic imbalances and excessive spending; skeptics of Portugal’s economic health point to its relative stagnation from 2000 to 2006. Even so, by the onset of the global financial crisis in 2007, the economy was again growing and joblessness was falling. The recession ended that recovery, but growth resumed in the second quarter of 2009, earlier than in other countries.
Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. This is the stuff of normal politics, not a sign of disarray or incompetence as some critics of Portugal have portrayed it.
Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.
In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.
Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.

Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies

Robert M. Fishman, a professor of sociology at the University of Notre Dame, is the co-editor of “The Year of the Euro: The Cultural, Social and Political Import of Europe’s Common Currency.”

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Idoso Maquinanda

A crise política começou e Cavaco não disse nada.
Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.
O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.
Pergunto eu: não será melhor alguém passar lá em casa e ver se está tudo bem?

Com tanto idoso morto esquecido em casa, nunca se sabe...