sábado, 13 de março de 2010

Maquinanda disposta segundo as Leis do Acaso.

HANS (JEAN) ARP
Colagem com Quadrados dispostos segundo as Leis do Acaso. 1916-17.
Colagem de papéis de cor, 0,485 x 0,346 m.
The Museum of Modern Art, Nova Iorque (compra)


"Hans Arp (1987-1966), um dos primeiros membros do movimento, criou uma nova espécie de colagem, cujos elementos - pedaços de papel de cor rasgados e não cortados - ficavam dispostos "segundo as leis do acaso". Arp começava estas composições deixando cair os pedacinhos de papel sobre uma folha maior e depois ajustava cautelosamente essa configuração "natural". A tarefa do artista, segundo ele, era "corteja a Musa do Acaso", solicitando-lhe aquilo a que ele chamava "concrecções orgânicas" (não gostava do termo "abstracção", que implica disciplina e uma finalidade consciente, e não uma mera dependência de acaso feliz).
Esta irreverência e espontaneidade são igualmente os impulsos por detrás dos "Ready-Mades" ("prontos a usar) de Duchamp, que o artista criava transferindo simplesmente os objectos do contexto utilitário para o estético. Mas o principio em si - o de que a criação artística não depende de regras estabelecidas, nem da habilidade manual - é uma descoberta importante, a que nos referimos quando analisámos a Cabeça de Toiro, de Picasso."

in.: Jenson, H. W. (Horst Woldemar) - História da Arte - 4ª Edição - pág. 693. Fundação Calouste Gulbenkian. 1989. ISBN: 972-31-0498-9

O wikipédia tem demasiado ruído, nada como um bom livro técnico da coisa. Uma descoberta segundo as leis do acaso, guiados por um livro aleatório. A Maquinanda musa, surge pregada num vulgar, reles e amarelo post-it...

1 comentário:

A efervescência da mente. disse...

Lindo, para quem andava sem inspiração, subiu e desceu o Monte todo no mesmo dia! :D