Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Big Bad Maquinanda feat Duck Sauce

Inverno (para mim) [,] Maquinanda:

Já o Inverno, expremendo as cãs nevosas,
Geme, de horrendas nuvens carregado;
Luz o aéreo fuzil, e o mar inchado
Investe ao pólo em serras escumosas;

Ó benignas manhãs!, tardes saudosas,
Em que folga o pastor, medrando o gado,
Em que brincam no ervoso e fértil prado
Ninfas e Amores, Zéfiros e Rosas!

Voltai, retrocedei, formosos dias:
Ou antes vem, vem tu, doce beleza
Que noutros campos mil prazeres crias;

E ao ver-te sentirá minha alma acesa
Os perfumes, o encanto, as alegrias,
Da estação que remoça a natureza.

Bocage

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

«Média» Maquinanda

" (...) Ao manter a taxa dos IVA nos 6% para o sector da comunicação social, o Governo segue assim a tendência geral da UE, que continua a aplicar à imprensa taxas de IVA inferiores à normal até e até em alguns casos optando mesmo pela isenção, como forma de fomentar a leitura e o consumo destes produtos. Alguns exemplos retratam esta realidade:

a) Reino Unido: todas as publicações isentas de taxa;

b) Filândia: regime de isenção restrito à venda por subscrição, estando a venda em banca à taxa normal de 23%;

c) Itália: taxa reduzida de 4% para toda a imprensa (excepto publicações taxadas a 20%);

d) Espanha: um caso semelhante ao italiano (neste caso a taxa aplicada é de 18% para as publicações que constem da lista de excepções);

e) Alemanha: vigora uma taxa reduzida de 7% para todos os bens culturais;

f) França: vigora uma taxa reduzida de 2,1% a 5,5%;

g) Holanda: tem uma taxa reduzida de 6% para todas as publicações;

h) Dinamarca: 0% para jornais e 25% para outras publicações;

Também não podemos ignorar o facto de serem países com níveis de literacia superiores ao nosso, pelo que um agravamento da nossa carga fiscal só nos irá distanciar ainda mais dos níveis que temos de aspirar e alcançar. (...) "

Feliciano Barreiras Duarte, in Publico; Terça-feira, 18 de Outubro de 2011: «O IVA para o sector da comunicação social e livros».

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Maquinanda - Leituras

Um artigo que vale a pena ler. Não necessito pois de "desperdiçar" mais tempo em escrever eu algo, quando este artigo resume o que quero aqui dizer. Não me posso dar ao luxo de "desperdiçar" tempo com estas coisas, pois como ganho 2€ à hora, convém dar o litro, porque quando feitas as contas (gasolina, scuts, alimentação, etc), rapidamente entro no prejuízo!


Domingo, 16 de Outubro de 2011

«O Fim do Capitalismo» (Excerto)

Fale-se do proletariado e a sua contextualização histórica quem perceba dele e o saiba realmente responder. Não existe contraste nenhum, muito menos analogia. Existe sim uma evolução de acontecimentos, um influente do outro. Foi por Marx se preocupar com empregados de fábrica a viver em condições miseráveis que hoje poderemos disponibilizar de todo o conforto da evolução erudita tecnológica, e possamos balbuciar sobre ela sete ventos de intelectualidade brejeira. Marx foi a conveniência de Lenine, e ainda maior de Estaline, assim como a Democracia foi a conveniência de Hitler, e ainda maior para a progressividade do Capitalismo.
Acrescente-se ainda que também não existe qualquer comparação entre República e Marxismo, somente relação sectária de diferentes assuntos em órgãos de poder, um “parafilosófico”, outro “parapolítico.”

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Maquinanda Pública

“ (...) E de tão sulfúrica, a irresponsabilidade do hoje – para todo o sempre, nunca o esqueçamos, indesligável da própria irresponsabilidade da República – impedirá porventura o futuro e a História de registarem aquilo que nesta ilha se fez com critério e oportunidade: mesmo se Jardim pensou mais na Madeira do que nos madeirenses e se cuidou mais do desenvolvimento da terra que do desenvolvimento dos homens, é verdade que o arquipélago mudou substancialmente até à entrada demensional vertigem do desnecessário: 11 campos de futebol num só concelho, marinas onde nunca houve barcos, centros cívicos fechados, centros comerciais por usar, túneis inexplicáveis, pedaços de estrada misteriosos – onde conduzem? (...) ”

Maria João Avillez, in Público; Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011: «O acossado».

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Dedicado ao Dia de Hoje (1910)!

«Sanhudo, inexorável Despotismo,
Monstro que em pranto, em sangue a fúria cevas,
Que em mil quadros horrifícios te enlevas,
Obra da Inquidade, e do Ateísmo:

Assanhas o danado Fanatismo
Porque te escore o trono onde te enlevas;
Porque o sol da verdade te envolva em trevas,
E sepulte a razão num denso abismo:

Da sagrada virtude o colo pisas,
E aos satélites vis da prepotência
De crimes infernais o plano gizas:

Mas, apesar da bárbara insolência,
Reinas só no ext'rior, não tiranizas
Do livre coração a independência.»

LII. Contra o Despotismo - Bocage (1765-1805): Sonetos Heróicos e Gratulatórios