Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

«Cede a Filosofia ("em, Mote, Maquinanda") à Natureza»




«Tenho assaz conservado o rosto enxuto
Contra as iras do Fado omnipotente;
Assaz contigo, ó Sócrates, na mente,
À dor neguei das queixas o tributo.

Sinto engelhar-se da constância o fruto,
Cai no meu coração nova semente;
Já me não vale um ânimo inocente;
Gritos da Natureza, eu vos escuto!

Jazer mudo entre as garras da Amargura,
D'alma estóica aspirar à vã grandeza,
Quando orgulho não for, será loucura.

No espírito maior sempre há fraqueza,
E, abafada no horror da desventura,
Cede a Filosofia à Natureza.»

Bocage, in 'Rimas'

link.:


[Sob(re) este poema de Bocage:]

"Sede a poesia a memória em chuto! – Poesia:
Tenho tantos poemas para te dizer!
No entanto, conservo eu aqui a memória em luto
Numa improvisação, em maresia, em bruto,
Para fazer uma quadra em permuto!"

- «Mote – em epílogo como prólogo.»

Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

«...mas a Maquinanda é contra a Lei, e a Lei é contra a Maquinanda!»



«A criminalidade toma conta da cidade
A sociedade põe a culpa nas autoridades
O cacique oficial viajou pro Pantanal
Porque aqui a violência tá demais
E lá encontrou um velho
índio que usava um fio dental e fumava um cachimbo da paz
O presidente deu um tapa no cachimbo e na hora de voltar pra capital ficou com preguiça
Trocou seu pallitó pelo fio dental e nomeou o velho índio pra ministro da justiça
E o novo ministro, chegando na cidade, achou aquela tribo violenta demais
Viu que todo cara-pálida vivia atrás das grades e chamou a tv e os jornais
E disse: "Índio chegou trazendo novidade
Índio trouxe cachimbo da paz

Maresia, Sente a maresia Maresia ...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Todo mundo experimenta o cachimbo da floresta
Dizem que é do bom
Dizem que não presta
Querem proibir, querem liberar
E a polêmica chegou até o congresso.
Tudo isso deve ser pra evitar a concorrência
Porque não é Hollywood mas é o sucesso
O cachimbo da paz deixou o povo mais tranquilo
Mas o fumo acabou porque só tinha oitenta quilos
E o povo aplaudiu quando o índio partiu pra selva e prometeu voltar com uma tonelada
Só que quando ele voltou "Sujou"!!!
A polícia federal preparou uma cilada -
"O cachimbo da paz foi proibido
Entra na caçamba, vagabundo!
Vâmo pra DP! Ê, ê, ê, ê! Índio tá fudido porque lá o pau vai comer!"

Maresia, Sente a maresia Maresia ...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Na delegacia só tinha viciado e delinquente
Cada um com um vício e um caso diferente
Um cachaceiro esfaqueou o dono do bar porque ele não vendia pinga fiado
E um senhor bebeu uísque demais, acordou com um travesti e assassinou o coitado
Um viciado no jogo apostou a mulher, perdeu a aposta e ela foi sequestrada
Era tanta ocorrência, tanta violência, que o índio não tava entendendo nada
Ele viu que o delegado fumava um charuto fedorento e acendeu um "da paz" pra relaxar
Mas quando foi dar um tapinha levou um tapão violento e um chute naquele lugar
Foi mandado pro presídio e no caminho assistiu um acidente provocado por excesso de cerveja:
Uma jovem que bebeu demais atropelou o padre e os noivos na porta da igreja
E pro índio nada mais faz sentido
Com tantas drogas proque só o seu cachimbo é proibido?

Maresia, Sente a maresia Maresia ...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Na penitenciária o
"índio fora da lei" conheceu os criminosos de verdade
Entrando, saíndo e voltando cada vez mais perigosos pra sociedade
Aí cumpádi, tá rolando um sorteio na prisão
Pra reduzir a superlotação todo mês alguns presos tem que ser executados
E o índio dessa vez foi um dos sorteados
E tentou acalmar os outros presos:
"Peraí, vâmo fumar um cachimbinho da paz ..."
Eles começaram a rir e espancaram o velho índio até não poder mais
E antes de morrer ele pensou:
"Essa tribo é atrasada demais ...
Eles querem acabar com a violência, mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz"
E o cachimbo do índio continua proibido
Mas se você quer comprar é mais fácil que pão
Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram o velho índio na prisão.»

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Gorilomaquinanda: O rating aplicado ao universo da pastilha elástica.


"Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas Gorila ao pai para as vender aos colegas na escola. Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, por isso ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão lá escola, um gajo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o a sua agência de rating. Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"... e por aí fora.
A Ritinha já está com uma dívida muito grande e um peso na consciência ainda maior, por isso acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia. Os pais ao perceberem que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não gasta mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha prolonga o pagamento da sua dívida e o Miguel divide o lucro daí obtido com o Cabeças que, como é o mais forte, é respeitado por todos."

fonte.: encontrado no maravilhoso mundo do spam electrónico

Estás despedido, Maquinanda!

Meus caros amigos, eis a ascensão Maquinanda! Uma das melhores de todos os tempos que poderão por aqui um dia ser entendidos, à parte da atmosfera ridícula que tem o português em se torturar, mas está aqui simplesmente em riposta risonha a categoria socialista de esquerda de tudo aquilo que se possa considerar de tamanha vergonha o afecto e todo o amor que se tem por um país em favor da democracia, e à parte de uma ditadura.

O público geral é um patamar que não afecta numa Maquinanda em geral. Porventura ela serve para uma imagem periférica de análise ao público periférico que atinge os que são os leitores Maquinanda no seu todo.
Atinge-se aqui o seu patamar único periférico em geral do seu todo. O pimba cerca-nos numa empatia generalizada que analisa todas as vias de terreno da ascensão que é atingir os seus pés em geral, para cima, no seu todo: – uma Maquinanda –, em geral, no seu todo…

Pergunto – será que é por causa disso (/disto (?)) que se é despedido?!

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Anti-mensagem, e anti-lógica, como eu!

Discutamos o assunto caso que é a verdade. A verdade muitas vezes na filosofia promulga a mentira. Neste caso, os analistas, são os únicos de caso que conseguem, através de uma percepção perfeita, promulgar a verdade.

Vejamos o caso dos mass media. Dentro da sua panorâmica, a retórica e a lógica conseguem atingir muitos parâmetros de verdade. Parâmetros que conseguem atingir razões da existência que nem sempre promulgam a uma espiritualidade. À verdade do caso e da situação. Ao julgo do veredicto. À acepção da pureza das palavras se uma verdade pretende ser uma panorâmica atingível.

Atingir essa verdade é o verdadeiro desafio. Atingir essa verdade é desmistificar dogmas e estereótipos. A quebra do efeito de halo. Um terreno comum, que poderíamos até chamar democracia, é o terreno Maquinanda. É o que esta vibração estética e artística forma. É o que esta manifestação cria. Um reino do clamor e do prazer. Mas as ideias estão cada vez mais absorventes. A matéria digital e radioactiva cada vez mais pondera essa [temática]. Ainda há um outro reino para além disso. E muitos paralelos.


Na verdade a verdade é palpável. Ascendente aos céus e inteligível. O seu sentimento é a vibração aos céus. Uma renuncia, um mandar. Um libertar de prisões. Por, vezes uma mentira, um abuso da retórica platónica, onde a verosimilhança é um terror: o pior inferno da ilusão.


Mas não desanimem! Iremos falar de Platão! O que todos odeiam pela antemão de Aristóteles. O qual este foi posterior. Mas não pelas nossas decadências de memória em função do passado da verdadeira verdade. Que é a escrita. Daí a importância da informação de um documento. Que poderá ser um absurdo! – Não quererei manipular a informação, em nome da verdade. De um analista pragmático – ontológico – como eu!

Uma boa Maquinanda, para todos!


«Here comes the patter of rain on my window
I've woken again to the world on my pillow
Wondering how I can beg, steal or borrow
A girl who won't fight me but quietly follow.

Straight as a die and as clear as a crystal
I come from a temple as trod as a footstool
To hiding a brothel inside a cathedral
The man in the mirror, the fool in the ideal.

Pulling apart with a speechless unweaving
Dignity reels in the hearts of the grieving
Walking the touch line twixt truth and deceiving
A tear in a smile and a while wrenching leaving.

Oh help me now, my long lost love, the dusk has drawn my soul
Relishing the autumn
Maybe it's the tragedy in loving that I live
Cherishing the lonesome.

I'd like to dance and sing my song upon a summer mountain
With just a quiet girl along for daisy petal counting
To set our sails into the West, the dream of all our forebears
To where the sun is at his best, gathering us lovers.

Oh help me now, my long lost love, the dusk has drawn my soul
Relishing the autumn
Maybe it's the tragedy in loving that I live
Cherishing the lonesome.

Cherishing the lonesome
Cherishing the lonesome.

You stand in the doorway with tears in your sorrow
Saying there must be some way to tomorrow
And just for a few hours I think I can borrow
A girl who won't fight me but quietly follow.»

Domingo, 10 de Julho de 2011

Verdes Maquinandas

Soltem-se as canas para os fogos de artifício que demonstrem a alegria e a glória do encontro, pois o mais procurado é descoberto! Após anos, eis um dos comerciais que mais retratam a infância de muitos e demarcam um inconsciente para o seu posterior manifestar em consciência de paz, tranquilidade, serenidade, ultrapassagem dos maus momentos, e alegria. Os grandes anos 80 e 90.