Ó tocadora de harpa, se eu beijasse Teu gesto, sem beijar as tuas mãos!, E, beijando-o, descesse pelos desvãos Do sonho, até que enfim eu o encontrasse
Tornado Puro Gesto, gesto-face Da medalha sinistra — reis cristãos Ajoelhando, inimigos e irmãos, Quando processional o andor passasse!…
Teu gesto que arrepanha e se extasia… O teu gesto completo, lua fria Subindo, e em baixo, negros, os juncais…
Caverna em estalactites o teu gesto… Não poder eu prendê-lo, fazer mais Que vê-lo e que perdê-lo!… E o sonho é o resto…
As próximas circunstâncias musicais aferem a minha resposta tardia que, assim tal como a justiça, tarda mas não falha, acerca do tipo de povo com que este senhor lidou (e outros lidarão) há 23 anos, o nosso actual rabo entre as pernas fugidio José Sócrates.
O discurso anterior refere tudo. Se a história o provará como certo, a afirmação não se tratará nada mais, nada menos do que um plágio realizado já por "demasiados" políticos, onde a Inglaterra foi deste momento o seu bode expiatório da sua excelência o engenheiro, recheado de processos judiciais, onde as mesmas palavras estiveram na boca de Tony Blair no período do apoio aos EUA na guerra do Iraque: “And history will prove me right / I'll find those WMD / Cross my heart and hope to die”.
Portugal necessita urgentemente de assumir o combate à ignorância, e neste caso circunstancial, será antónimo o seu resultado, a vitória pela paz.
No acordo com esta analogia unificada por uma comunidade natural ao processo da natureza do homem, ora a minha resposta tratar-se-á simples e puramente como artista, como músico, na figuração ficcional de Roy Harper com a sua estória do seu último videoclip e single de 2005: “What's that you say? / Blank, zero, nothing, zilch, a duck! / A duck egg... Oh no... I think... / I think... I just fell out the sky...”
Este é o meu último adeus a José Sócrates em resposta invocatória versus sua provocatória da sua última mentira que já se queria afigurar ao papel de Deus, ora, meus senhores e senhoras, reflictamos então bem, mais uma vez, as vezes que forem precisas, a morte de Deus que nos elevou o passo para o modernismo.
A História prova a Verdade, e não só a tua verdade. É como pensarmos ser os melhores da nossa rua, sem reflectirmos qualquer tipo de observação para o mundo todo…
«Welcome to heaven I'm your creator I bid you welcome To the promised land Sorry I made you Bomb all those children They were all warned And they fully understand My will be done on earth And they were slow to learn My will be done on earth Or otherwise eternally you'll burn So eternally they'll burn
'Cos I am the interventionist God And I'm warning you I will intervene Into your cooking and your books And your disinterest rates And all of your domestics in-between
I am the wood I touch My fingers always crossed I'm superstitious to the core I step across the cracks Down every street I walk That way I know I know I'll win the war
And history will prove me right I'll find those WMD Cross my heart and hope to die What's that you say? Blank, zero, nothing, zilch, a duck! A duck egg... Oh no... I think... I think... I just fell out the sky...
Falling... Soon I'll be gone Falling... Goodbye everyone»
«My will be done on earth My will be done on earth My will be done on earth...
Something we knew about Hundreds of thousands And thousands of years ago...»
"Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!" — Nietzsche, Friedrich: A Gaia Ciência, §125
«As I was dreaming I started to feel I could no longer Tell dreaming from real Too much was happening Too fast, too slow Maybe I'll wake up Maybe I'll know
The guns have just started But no one could say If the time was just ending Or slipping away Into the shadows Another long day Another killing day
Where are you going I said to myself As I was throwing Things from my shelf Into some future Ready to run Soldiers are coming Better be done
Silently, helplessly Holding my tongue Soon I'll be somewhere I'll never belong Mouthing the sounds Of an immigrant song
Is there a reason anymore? Are we just cannon fodder Germinating war? Pretending our finger's on the pulse The pulse beyond the door The imaginary door»
«Whence our family and friends All crawl from their graves Made for them by Shock and Awe And half a billion fascist slaves Somewhere where the facile voice of Jesus Always saves Always Beyond the door
Do me a favour Please don't patronise Your war was not fought for my mind But just for your prize Started when what was some truth Got spun into lies Somewhere Always beyond the door Always Beyond the door
How does this make me feel Am I really part of this deal? Totally mistaken Ignored and forsaken Am I really so unreal? Why am I so unreal?
Blindfolded so that we never can tell When the blows are landing Or who they will fell Humiliated, naked, paraded By sadistic tourists From crusader hell
Oh look at me mommy I can take naughty pics Look at me mommy Now that I am six Look at me mommy I can take dirty pics Look at me mommy... Playing with dicks
Hoping and praying And praying and hoping Praying and hoping to die Blowing my life away Taking some others A new kind of old passer-by But I won't be passing you by 'Cos I'm the Samaritan With a bomb in my eye And my finger on the trigger Of goodbye»
«Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Ler é maçada, estudar é nada. O sol doira sem literatura. O rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma. Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol que peca Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca...»
Fernando Pessoa (13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935)