Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Uma Pequena Maquinanda Política:


«Mr. le president ...
Où est mon argent
Oui Madame
Mr. le president ...
Tu es mignon
Merci petite
Oui Madame
Mr. le president ...
Où est mon argent
Oui Madame
Oui Madame»

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Maquinanda cai não cai?

Hoje Portugal está suspenso na espectativa do que poderá acontecer ali para os lados da Assembleia. A ajudar à festa, existe mais uma greve a decorrer (CP, Carris, Softlusa), a qual é suficiente para a SIC Notícias dizer que "o país está parado", porque a nação é Lisboa e o resto é paisagem. No campo desportivo o mártir Benfica continua a queixar-se das pedradas na "viatura presidencial" (que eu saiba apenas exista uma viatura presidencial e quem costuma lá andar dentro é Cavaco e sua Maria), e o nosso Cristiano diz que está muito triste por ter de ir almoçar a casa por estar lesionado (com uma namorada daquelas a fazer de sobremesa não percebo).
A central nuclear de Fukushima continua a libertar radioactividade, a água das torneiras de Tóquio já acusam radioactividade e na Líbia continua a ofensiva aliada (a bem do petróleo, mas que ninguém tem coragem de o dizer frontalmente). Mas o que interessa mesmo e o que move a nação hoje, é mesmo saber quem vai ajudar ao suicídio assistido de Sócrates? Será que vai cair ou será que vai ser empurrado? E Bruxelas o que acha disto? Para já desconfia das contas públicas nacionais de 2010 e aponta para um défice superior a 8%... Os partidos da oposição esfregam as mãos de contentes, com a perspectiva de eleições legislativas antecipadas, PP, PCP e PSD prometem lutar por direito ao tacho! O PS já veio a público afirmar, através dessa coisa estranha de nome Manuel Alegre, que apoia José Sócrates para liderar a corrida a PM, e o povo na sua sabedoria já lhe dá 30% da intenção de voto.

Certo é que independentemente da votação de hoje na Assembleia, existem duas coisas que não me parece que venham a mudar: a UE afirma que não admite alterações ao PEC4 com o qual Sócrates se comprometeu e o FMI deve já estar a fazer as malas e a tratar das reservas de hóteis, para aterrar em terras lusas brevemente. É importante não esquecer que os juros da dívida pública nacional a 5 anos alcançaram hoje máximos históricos (8,128%).

Depois de exposto estes dados, só consigo pensar nesta música como banda sonora para o dia de hoje...

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Segunda Maquinanda Clássica Pura

Já se encontra o tempo do desfrute de todas as condições ambientais e meteorológicas para o segundo momento em sequência afonsina da modernidade.
As dificuldades da vida se encontram naquilo que se conta dos mártires. O melhor é posto à frente de tudo aquilo que se pôs à prova. A natureza nunca será ultrapassada nem posta em questão de um modo muito mais fácil de explicar da verdadeira história. O medo é a regressão do excesso. O degredo é que é o vício dessa constante provocação: pelo ódio, pela intriga, pela inveja e pela ignorância. – “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus!”
Gostar-se-ia sempre de uma companhia ao lado do outro. Esse seria o desejo. A solidão é uma frustração do medo de se encontrar desesperado. – A sua raiz é a depressão, o desconhecido é a origem.
Esta passagem foi escrita a uma beira-mar.


«A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada hà covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação»

Maquinanda em versão estupefaciente!

Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Hagen Maquinanda (perto de si no próximo sábado)

Por este lado e como somos rapazes muito precoces, já se fala da mãe do Punk de algum tempo a esta parte. Para os que estiverem interessados e não estiverem à rasca, vale a pena o investimento no próximo Clubbing da Casa da Música. (Sábado, 19 Março 2011, Porto).



"Uma das características mais fascinantes de Nina Hagen é não nos permitir ter certezas sobre o que irá fazer a seguir. Celebrizada como ícone do punk alemão, a cantora aborda com igual à-vontade o gospel, a soul, o country ou o jazz. O novo disco, Personal Jesus, um manifesto emocional especialmente dedicado à sua relação com Deus, é prova disso mesmo. 
Oriundo de Portland (Oregon, EUA), o quarteto Tu Fawning vem apresentar o seu álbum de estreia, Hearts on Hold, lançado recentemente pela City Slang. O primeiro single, "I Know You Know", é um registo hipnótico e etéreo que emerge como uma mistura de Portishead e Tom Waits. A Sala 2 recebe também o projecto português Aquaparque
, formado por André Abel e Pedro Magina. Centrado numa pop experimental, o duo desconstrói o formato canção e apresenta composições com camadas que se sobrepõem e mudanças inesperadas de direcção, procurando sempre mais surpreender do que acomodar."   in casadamusica.com

Segunda-feira, 14 de Março de 2011

CensoMaquinanda Verde (em versão recibo)

Passo a citar através da imagem abaixo os formulários dos Censos 2011, uma vez que me encontro escandalizado com a pergunta n.º 32 do Questionário Individual:


Mas estão a brincar comigo? Para uma coisa os recibos verdes dão (para justificar a ausência de um contrato de trabalho, do pagamento das obrigações do funcionário à Segurança Social, o não direito ao subsídio de desemprego), mas no que toca às estatísticas o que importa é esconder a verdade, que levou milhares de pessoas à rua no passado sábado.
Com que então, é o próprio Estado que nos recusa os nossos direitos, que neste documento afirma que trabalhar a recibo verde é como trabalhar por conta de outrém!? Não seja por isso, amanhã vou ali às Finanças e à Segurança Social mostrar-lhe o questionário para que se entendam com a entidade patronal.

Este merda é o derradeiro escândalo e a prova que a classe político-governativa nos anda a mandar areia para os olhos...
O Estado através do INE, está a organizar uma manipulação estatística digna de uma ditadura, escondendo assim a maior fraude social do nosso país, os falsos recibos verdes!

Domingo, 13 de Março de 2011

«Maquinanda Translate»


"She's a model and she's looking good
I'd like to take her home that's understood
She plays hard to get, she smiles from time to time
It only takes a camera to change her mind

She's going out tonight but drinking just champagne
And she has been checking nearly all the men
She's playing her game and you can hear them say
She is looking good, for beauty we will pay

She's posing for consumer products now and then
For every camera she gives the best she can
I saw her on the cover of a magazine
Now she's a big success, I want to meet her again"

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Maquinanda na rua!

E que à rasca andamos nós por entre tantas Maquinandas nos últimos tempos...
Próximo sábado, não se deixem ficar em casa, ok?


Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Clássicos de uma Memória Maquinanda:

Maquinanda Memória - Ramificações: Parte 1



« A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "Então porque não voas?"
e então tu olhaste, depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar-alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo, ias lá no fundo
faltou-me o pé, senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo bailava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos e então dissemos
"Aqui vivemos muitos anos"

A noite passada o paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estava do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti, disse baixinho "Olá"
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então tu olhaste, depois sorriste
disseste "'Inda bem que voltaste" »