Sábado, 30 de Outubro de 2010

Fox Maquinanda!

Defitivamente, tenho de voltar ao hábito de correr e depressa!
Vai Samantha!!

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Maquinanda (sem portagem) em 1000 kms!

- Eixo norte-sul (todo)
- A1 (entre Lisboa e Alverca)
- A2 (entre Lisboa e Coina)
- A5 (entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras)
- A8 entre (Lisboa e Loures)
- A23 (toda)
- IC2 (todo, entre Lisboa e Póvoa de S.ta Iria)
- IC2, (todo, entre Almada e a Costa de Caparica)
- IC17/CRIL (todo)
- IC19 (todo, entre Lisboa e Sintra)
- IC21 (toda, entre Coina e o Barreiro)
- IC32 (toda, entre a A2 (Coina) e Alcochete)

Ora aqui estão alguns exemplos de estradas com perfil de auto-estrada, na zona da Grande Lisboa, que prefazem cerca de 1000 kms, onde não se paga portagem, nem se prevê que venha a acontecer. Percebe-se, é uma região desfavorecida do país, com poder de compra muito abaixo da média nacional...
O mais romântico deste conceito de discriminação positiva, é que por terras da capital o conceito de IC (Itinerário Complementar) continua a existir, ao passo que no Norte (essa terra de gente rica), os IC's desapareceram de um dia para o outro, sendo substituídos por Auto-Estradas; não se construíram vias novas, apenas e só trocaram as placas por umas novas azuis a dizer A29 (ex IC1), A28 (ex IC2) e A41 (ex IC24), numa clara manobra visionária deste governo! Já para não falar de certos de determinados troços, agora portajados, que foram construídos sobre antigas estradas municipais e estradas nacionais. Os moradores da zona de Francelos (V. N. Gaia), que o digam, que perderam a EN 109 com a construção do antigo IC1 (actual A29), exactamente por cima do seu traçado anterior e agora se vêem obrigados a pagar portagem para levar as garrafas à reciclagem, ou os miúdos à escola. Isto já para não falar que todos os condutores que tentam escapar a primeiro portal da A29 (sentido Gaia - Aveiro), acabam inevitavelmente por passar às suas portas, numa verdadeira alternativa com piso em paralelo e com uma largura em alguns pontos superior a 5 metros (ainda bem que esta freguesia no limiar da ruralidade não tem passeios para os peões...).
Mas os casos estranhos não se resumem à população de Francelos, acho que ainda ninguém se apercebeu que os habitantes de Espinho, para se deslocarem ao seu hospital, o centro hospitalar Espinho/Gaia (em Vila Nova de Gaia, porque o serviço de urgências de Espinho foi encerrado), apenas têm como caminho para lá chegar, pasmem-se... a A29!! Ou seja, em caso de urgência hospitalar, convém ter uns trocos no bolso ou um DEM, para pagar a taxa aos bombeiros ou aos senhores do INEM!

De facto, neste país das maravilhas, uns são filhos e outros são filhos da puta...

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Maquinanda da Amizade


«I've got aching veins and fancy pants
And now I mispronounced my own name when you asked me to dance
Oh I won't cry now, 'cause it's up to you and I'm so afraid
Yeah I'm so afraid that nothing's gonna change

So you're gonna die, says your receding lifeline
My communist friends, they wanna help me, or so they tell me, but hey
Where are you when I need you? Where are you?

My communist friends, they want to kill me and they're going to kill me, but hey
Where are you when I need you? Where are you?
Where are you when I need you? Where are you?»

Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Revolução sem nome

O nosso país vive hodiernamente perturbado por causa de um problema pessoal que tem em mente futuramente possível ter nas mãos. As causas madrugam prematuramente no capital e troca económica e monetária em união, fiscalizando assim por corrompimento uma enorme infracção a níveis que dialogam entre o panorama social e o precavimento judicial moral ou ético. Ora, as suas prevenções não se profetizam, uma, a entender do governo, no caso de Portugal, à sua impossibilidade de controlo, outra, por parte do povo (português), hino da Democracia em simbologia por toda a Europa de cada representação de Estado, ao seu facciosismo burlesco tipicamente histórico de complexos de inferioridade para justificar a sua inacção, a sua tendência eunuca, facilitismo produtivo e a sua prepotência charlatã, tão emblematicamente, como se do próprio brasão português se tratasse, de “Chico espertíssimo”, configurado na sua personalidade designativa de acepções científicas psicológicas pela platónica ignorância absolutista, o tão modernista provincianismo pessoano, a cobiça socialista monarca de Quental, e a camoniana inveja.
A Europa necessita neste momento de uma reforma estrutural a nível de uma globalidade única para poder promover os seus desenvolvimentos científicos que nos asseguram a sobrevivência no futuro quer a nível da tecnologia, da medicina e do sonho. Todo este envolvimento é um afere ao capital, devido aos nossos ritos quotidianos comportamentais contemporâneos que assim estes implicam.
Portanto, perguntam os caros leitores que se dirigem a este blogue, o que terá, isto a ver, com Portugal? Ora, não nos esqueçamos da nossa insignificância como potência a qualquer nível, apesar de não vivermos num extremo de terceiro mundo, pertencendo conterrâneos a uma perspectiva futurista e política que nunca proveio hoje de nós, ocidentais católicos e protestantes, mas sim orientais clássicos gregos, fundadores destas nossas mesmas ideias. O caso é um processo lento e demorado porque adverso, mas tardio na sua ascendência de vanguarda em abertura e pré-disponibilidade de tornarmos os nossos sonhos comunitários, e desta forma respeitarmos a natureza.
Em disparidade de causa e de forma, só poderemos culpar à origem do corrompimento, aos quais somos um dos primeiros da Europa, e às origens e fundações de uma verdadeira ditadura: nós próprios, a nossa empatia por ela, por um líder, “amigo”, ou imperador; por defeito, defendido por laxismo (a definição helénica de ignorância – o acto ignorar – no seu estado puro); a começar pelos nossos "líderes".
Somos responsáveis por nós próprios, pelas nossas próprias acções, e esta é a verdadeira epistemologia de liberdade. Não nos podemos esquecer de que quando falamos de política, temos de deixar Nietzsche para trás, por muito evoluídos e abertos que sejamos, e separar o bem do mal, que até esta temática a última referida não foi assunto directo e dirigido do próprio filósofo, mas sim mais o seu carácter admirável filológico e religioso, que, ora breve e previa actualmente em nós, já «existe (…) por instinto», toda essa aura ou aurora do patamar nietzschiano. Actualmente, a Ética foi identificada por Savater nascido no nosso fundador do modernismo o século XX, para, nos mundos goodmanianos, o psicológico, tendo sido aprendida pelos gregos clássicos com os contos bélicos homéricos. “Ser bom” é um comportamento que tem as suas condições como pré-definidas em “exemplos”, literariamente bipolarizados em forma literal nos vários significados desta palavra no campo semiótico. O sacrifício e o trabalho são dois espíritos pouco latinos. A miséria hoje, desde (a morte) de Alexandre, é grega.
Finalmente, para desfecho desta crónica com o maior dos espíritos, elevados para a razão e o árgon acerca desta temática nas suas circunstâncias locais, será terminar com Antero de Quental, num dos seus últimos discursos escritos, em 1890, pouco meses depois do 11 de Janeiro, em desilusão à dissolução da Liga Patriótica: «Em Portugal não pode haver revolução que mereça este nome, porque revolução pressupõe propósito, firmeza e força moral, o que aqui não há. Portugal é um país eunuco, que só vive de uma vida inferior, para a vileza dos interesses materiais e para a intriga cobarde, que é o processo desses interesses.»

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Fragmento Maquinanda

Chegamos a um ponto no nosso país, em que arte incomoda. Se, se observar a arte dum ponto de vista quotidiano, não está a existir uma morfologia de harmonia entre espaços, cores e espécimes. Já não existe um equilíbrio entre a pintura, o autocolante, a escultura ou a bugiganga. Há uma grande diferença cada vez mais oposta, desta vez social, entre dois pólos de diferença legítimos cada vez menos para consistir numa espécie de miscigenação homogénea. As classes tomam prerrogativas desta vez tão profundas, aparte de neutras, em que a loucura pelo prazer se torna cada vez mais o ofício do entretenimento como alternativa, ou talvez o expelir como acto de libertação, desenvolvimento de evolução e aprendizagem.
As contendas da realidade formulam realidades paralelas cada vez mais palpáveis para o fenómeno do real. As drogas são o seu êxtase, ou o estar fora, o inconsciente ou a manifestação de desinibição total para com o sentimento interior que de tão secreto parece falso, e tão interior. Mas vive em nós tão real como o próprio real que se nos aparenta. A partilha é uma confissão total. A verdade é profunda e densa, porque a fazemos, é criativamente densa.
Todo o espaço que nos rodeia no quotidiano é repetido através da memória pela qual ela pode ser condicionada tanto mecanicamente como frustradamente. O autor não é próprio, é colectivo. A sua linguagem é Pop. Onde o seu criador era homossexual e perfeccionista. Vive-se a contenda manifestada nas noites da madrugada, já não são precisos documentos.



Nota: Este texto é um esboço por acabar. É um fragmento que nada representa para o conhecimento, porque carece dele. É uma falta cognitiva de origem de conhecimento científico que mais se caracteriza, na literatura, de investigação. Mas é real. Constitui uma ondulação de movimento que é a imaginação. Possui o real e é criado na ficção que nos explica o que existe na matéria.
Toda a outra metade é que não existe. Não compadece de raciocínio nem de mensagem. Depois constitui de símbolos, nada passa de símbolos. Meras caracterizações filosóficas. Imagéticas configuradoras e pouco vantajosas para a vontade. Não há vontade lá nelas.

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Oh Maquinanda... Just Fuck Me!



Cherry Bikini are an underground electronica/electro-pop duo comprised of international bad-asses Sophie Boscallini and Armand Abagliani. Both Armand and Sophie moved around a lot in life. Armand lived most of his life in the United States, Sophie - in Europe. Somehow, both ended up in Paris at the turn of the millenium, where they met through some mutual friends who wanted to start a band. The band didn't pan out, but the musical chemistry between Armand and Sophie was so strong, they decided to pursue their own thing, giving birth to Cherry Bikini.

Their first CD, Cherry Bikini, recorded in Armand's apartment in Paris with little more than an 8-track, some sample software, and a budget of about $50, has since become a classic in the sextronica (electronica about sex) music sub-genre (a sub-genre which the duo helped to pioneer back in 2002) with such infamous songs as "Just Fuck Me", and "Come So Hard". A whole lot of downloads and some college radio play helped fuel CB's notoriety, as did their appearance on several compilation albums.

Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

República Wars?

Não que seja monárquico, eu é mais bolos, mas pelos vistos a censura continua a andar por aí e nem no dia da celebração da república, se deixou ficar por casa! Esteve ali para os lados da baixa de Lisboa e visou sobretudo confiscar todos os artigos de merchandising da célebre saga cinematográfica Star Wars, que alguns malucos (mas de elevado bom gosto) envergavam, perante tamanha patifaria que foram as celebrações do centenário da república! Ora se a senhora faz 100 anos, anda amparada pelas muletas da Europa, sofre com a doença crónica de falta de honestidade e transparência de quem a (co)manda, espera pacientemente que o FMI a mande entrar no consultório para fazer um exame rectal de modo a retirar toda a merda acumulada, fará sentido andarem para aí a esbanjar dinheiro a celebrar a sua pobre e triste existência moribunda? Isso na minha terra é crime, pois não se goza com os mais velhos.
Penso que certamente seria mais vantajoso investir em algo mais prático, tipo... portais para a cobrança electrónica de portagens, aeroportos, linhas de TGV, mais subsídios de ajuda de custo para aqueles deputados que não conseguem viver com uns míseros 60 € dia, viagens para a filha do maestro (continuo a gostar daqueles croissants que ela traz lá de terras de França todas as semanas), uma nova frota de carros de luxo para o executivo do governo... Sei lá! (tirada a Margarida Rebelo Pinto, eu sei...)

Enfim, não entendo que tipo de ameaça o Darth Vader poderá representar para a cerimónia que por ali acontecia, mas que fica muito mal numa república dita democrática, os senhores dos óculos escuros armados em agentes da CIA virem arrancar as máscaras ao pessoal, lá isso fica! Que tal apresentar uma queixa no Tribunal Internacional dos Direitos Humanos, por discriminação e repressão de um dos valores fundamentais da república, o direito à manifestação e à livre opinião? Caso achem que esta hipótese poderá ser igualmente castrada pelas "forças ocultas" da nossa moribunda república, deixo-vos uma sugestão: para a próxima, levem antes umas máscaras de Salazar, acho que tem mais haver com o género político de quem vai lá estando.



Após este desabafo em forma de post, aguardo a qualquer momento que me seja dada ordem de prisão... Viva a República portanto!

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Quelqu'un m'a dit Carla...

Porque em francês a vida fica sempre mais cor-de-rosa e luminosa...

Feliz dia de Aniversário do Rei!

Para mim as grandes revoluções são e foram sempre de noite, mesmo que seja no dia seguinte às memórias, porque, sem as noites, as revoluções (principalmente em Portugal) nunca se fariam!

Como acabei anteriormente agora de dizer ao Falâncio, isto tem tudo a ver! São metáforas literais em saltos quânticos! Uma Maquinanda simbolista, irónica, satírica e, no caso metafórico, citarística!

É caso para dizer, ó Papuça, enfia a carapuça!



«Olha enfia a carapuça
mas não compres o velho fato de ananás
o estilo não se empresta e nada tem sentido
a tua falta, meu papuça
Se podes ou não podes
Tanto faz

Experimenta sair
um pouco está bom tempo
na Arrábida para os ninhos
meu rapaz
Amanhã é feriado
em Paio Pires aguça
o teu ouvido rouco-mouco
em aguarrás

A multidão na rua
É Zé!
ouve-se a banda tocando
o M. F. A.
Vai o Borges o Pina o Xaimite e a Bibas
balouçando
A revolução é pra já

A bota trocada
o canta na varanda
De rota batida
para Luanda
Só menos um furo
no cinto apertado
É já Primavera
Amar não é pecado
na fímbria da saia
a lagartixa verde
E um dia alegre
À nossa espera, bebe

Estamos na seca
a paz é pouca
dorme uma soneca
a tia louca

Limpa os sovacos
com esse spray
amanhã é dia
de dancing day

Põe nessa boca
uma chupeta
amanhá é dia
de Dona Xepa»