Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Maquinanda Económica (A Crise)



«Hope little girl
Come blow me away
I don't care much
I win anyway
Just a dog

I'm God damn rich
An exploding man
When I talk in the night
There's oil on my hands
What a dog

Fall dog is cruel and smart
Smart time breaks the heart
Fall dog bombs the moon

Devil in a market place
Devil in your bleeding face
Fall dog bombs the moon
What a dog

There's always a moron
Someone to hate
A corporate tie
A wig and a date
Just a dog

These blackest of years
That have no sound
No shape, no depth
No underground
What a dog

Fall dog is cruel and smart
Smart time breaks the heart
Fall dog bombs the moon

A devil in a market place
A devil in your bleeding face
Fall dog bombs the moon
What a dog»

Domingo, 26 de Setembro de 2010

«Carrasco»

- Roy Harper with Jimmy Page .: Jugula

Esta canção é, simplesmente, absolutamente extraordinária! Se porventura não agradar ao leitor / ouvinte aquilo que é dito por (e a maneira como canta) Roy Harper, sugiro simplesmente que ouça até ao fim como um favor, ouvindo ingenuamente, por todo o instrumental e tecnicismo que é aqui apresentado, pela maneira como foi criada a referida! É impressionante como a versão sonora desta guitarra amplificada e o microfone ecoado causou neste compositor uma exibição fantástica neste concerto dos anos 90, de uma música dos anos 80, com o espírito dos anos 70!
Esta Maquinanda é uma Maquinanda que não estava para ser Maquinanda! Consideramo-la, portanto, uma Maquinanda Efervescente, uma vez que Roy Harper também se apresenta como uma eleição temática de elite neste nosso grande questionamento filosófico, nesta nossa filha!
A então decidida Maquinanda Efervescente é de temática político-social, é de temática urbana e etnográfica. É uma dedicatória aos esquecidos e escorraçados da Europa de Terceiro Mundo, uns mais do que outros, como a Grécia, como a Itália, como Portugal! É uma dedicatória a todos aqueles que ainda são retidos na ignorância das trevas e ignorados, aos oprimidos e encostados, apesar de já nos dominarmos de uma sociedade evoluída, das novas tecnologias, e do futuro: o mundo electrónico e o informático.
É um regresso a uma espécie de recordar aquela que foi a temática anterior, miscigenada à metade e repartida equitativamente pelas outras três novidades que se apresentam aqui hoje mais ao de leve da carga que foi esta última anterior: enfadonha e excessiva. Um recordar do passado que é um espelho do presente e uma projecção para o futuro, que assim constituiu a eternidade, a constância, a impermanência, a imprevisibilidade, e o infinito.
Apesar de uma mensagem melodiosa um pouco pesada e agressiva, “isto” é, cheio de graças e iluminado, o verdadeiro rock n’ roll que eu conheço!



«Last night I wasn't sleeping
I knew it was my last
I've just been lying thinking
Reliving all my past
My family and friends have left
My children are all lost
And now I'm standing on the gallows
As the sands of time fall fast

My poor heart it is thumping
My head is fit to flood
To feel that rope around my neck
And know it's there for good
I know that I am innocent
And no one's understood
And now I'm standing in a death cell
To be murdered in cold blood

We are creatures of darkness
Killers of time
We are creatures of darkness
Bodies in lime

Hangman oh hangman
How sleepless is your bed
I can't believe my own ears
My heart is full of lead
That you'd apply and get the job
Of pulling off my head
And leave me kicking in the darkness
Splattering the walls with blood

Hangman oh hangman
You're working in the shade
For creatures of the jungle
Whose message is displayed
In graphic tones of blood revenge
All down the civil blade
And you're the creasy little monkey
Who murders to be paid

And in about six minutes time
I'll be thrown into the lime
By the screws who dug my grave
Who never felt the shame
Who threw me in still breathing
As they covered me with slime
And stuck me on a map in the governors office
A number with no name

We are creatures of darkness
Killers of time
Creatures of darkness
Bodies in lime

And as true as I stand here
I would wish to be untied
To rip those lies clean out your throats
That my death might somehow be justified
There's no unconsecrated ground
In my heart or in my mind
I lived and died in a world full of snakes
And I'm buried in a vicious lie

We are creatures of darkness
Killers of time
Creatures of darkness
Bodies in lime»

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

I'm out of time, I'm out of fucking time! (Le Tigre)

Le Tigre .: website

Como te disse a algum tempo atrás, durante uma das nossas "vulgares" noites de copos, a falta de tempo provoca a cadência reduzida dos meus contributos para a nossa filha Maquinanda. Para além de pontuais e espaçados no tempo (em demasia), acabam por ser todos curtos e directos (sem que isso implique menos substância é certo), julgo eu, neste meu entender de síndrome de sexta-feira à tarde, em modo férias é certo. Graças ao síndrome, permito-me pois partir para uma reflexão, um pouco mais desenvolvida que as anteriores, porque apesar de o tempo ainda ser escasso, hoje sinto que efectivamente estou em total poder da minha própria agenda.

Depois de uma brusca passagem de Vive La Fête, para uma singela e quase puritana Katy Perry, nada melhor do que mais uma volta de 180º, ainda e sempre acelerando em direcção ao electro (seja lá o que isso for afinal). Ao mesmo tempo que ouvia a dita banda, existiam outras coisas a rolar no cassete do meu falecido Seat Ibiza, nomeadamente Le Tigre. Penso já te ter referido este nome, mas penso nunca ter dado a ouvir esta banda norte-americana (porque em terras do Tio Sam nem todos vivem de e para o designado star system), fundada em 1998 e que acabam por ser de certa forma uma espécie de pioneiros na cena electroclah americana; importa que refira, que entendo o electroclash como um movimento musical tipicamente europeu, urbano e electrónico, daí o factor novidade destes Le Tigre que surgem de certa forma descontextualizados no espaço e tempo, do panorama musical do final da década de 90. Os Le Tigre são formados por três elementos, Kathleen Hanna, Johanna Fateman e JD Samson.
Esta música que aqui apresento, Deceptacon, é de certa forma aquela que eu acho que melhor representa a designada banda, vamos a isso portanto pois lá no fundo I'm out of time, I'm out of fucking time!

Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Katy Perry is thinking of you!



Sempre desejei fazer esta Maquinanda, já há muito tempo!



«Comparisons are easily done
Once you've had a taste of perfection
Like an apple hanging from a tree
I picked the ripest one
I still got the seed

You said move on
Where do I go?
I guess second best
Is all I will know

Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes

You're like an Indian summer
In the middle of winter
Like a hard candy
With a surprise center
How do I get better
Once I've had the best
You said there's
Tons of fish in the water
So the waters I will test

He kissed my lips
I taste your mouth
He pulled me in
I was disgusted with myself

Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into...

You're the best
And yes I do regret
How I could let myself
Let you go
[And] Now the lesson's learned
I touched it I was burned
Oh I think you should know

(...)
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your...

Your eyes
Looking into your eyes
Looking into your eyes
Oh won't you walk through
And bust in the door and
Take me away
Oh no more mistakes
Cause in your eyes I [wanna] stay
Stay...»

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Maquinanda Maquilhada!

Para ouvir, curtir e dançar com o som bem alto! (esta que foi tirada directamente do baú e à qual nem é necessário retirar as teias de aranha). Para mim é definitivamente uma canção do passado, mas sem a qual o presente e o futuro seriam ambos mais sombrios e agrestes.
Esta é daquelas que sabe bem ser desfrutada numa qualquer discoteca underground, repleta de fumo e de pessoas, com "n" strobrers a rasgar, porque Vive La Fête dentro das nossas cabeças!
(sim, começo a atingir a insanidade devido à falta de férias); estou sentado no escritório a trabalhar e a minha cabeça teima em dar festas de electro para mim próprio... Só posso mesmo dizer, que a selecção musical tem estado do melhor!

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Sentidos Maquinanda

Estreia absoluta que surge com toda a dedicatória para o Sérgio Godinho, apesar de ter sido o único trabalho em condições de toda a curta carreira dos Silence 4.
Esta publicação é proveniente do resultado sentimental de alguns trabalhos de pesquisa que se originou antecipada por vontade de uma força maior em nome de lindas e bonitas amizades.
É uma mensagem de esperança, de empirismo, e ebriedade, no seu sentido mais descontraído e canalizador. Espiritualista no seu sentido mais crente, bondoso, e positivo; etérea.



«Dás-me a vontade
Dás-me o ouvido
Pra arrancar músicas ao ar

Na tempestade
Madeira e vidro
Saberão como não quebrar

As chamas trinco
No gelo ardido
São formas muitas de te amar
Depois dos cinco
Sexto sentido
Saberá tudo entrelaçar

É por tudo o que em nós corre
Que se vive e que se morre

Meu sangue sinto
Que à terra desce
É no teu corpo o seu lugar

Dentro do instinto
Tudo o que cresce
É forma boa de se amar

É por tudo o que em nós corre
Que se vive e que se morre

Eu toco, eu fujo, eu volto, eu passo
Giro nos meus seis sentidos
Eu desço à terra e subo ao espaço
Agarrado aos seis sentidos»

Sábado, 18 de Setembro de 2010

Maquinanda Secreta



«Amigos como sempre
Dúvidas daqui pra frente
sobre os seus propósitos
é difícil não questionar.
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.

Enquanto a musica não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece.

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (2x)

Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
Sem receios atrai-te as minhas fontes
Por inspiração passamos onde mais ninguém passou
Ali algures algo entre nós se revelou.

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar
Será melhor deixar andar

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (3x)

Eu canto a sós pra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...»

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

A tal Maquinanda!

Belas noites de entretenimento tenho tido à custa desta verdadeira referência da nossa portugalidade (bendita caixa de DVD's comprada na Fnac). O mais curioso é que conforme vou avançando nos episódios, mais constato o quanto isto influenciou a minha formação enquanto pessoa adulta. Dos separadores manhosos com erros ortográficos, a pobreza dos cenários, a loucura dos textos, revejo-me em cada detalhe. Engraçado, este "O Tal Canal" explica claramente o porquê de ser de "Tal Ceita" e determinados blogues.
Hoje é noite de "O Tal Canal" lá por casa, tragam vinho e apareçam se assim vos apetecer!


Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Maquinanda do regresso dos Wolfmother

O socialismo não consegue subsistir aos seus propósitos daquilo que se considera ainda porventura a reconsiderar uma ditadura do proletariado.
Os sociais-democratas não poderão corresponder o que são à partida as exigências do povo, no que se subsiste ao real e verdadeiro partido da oposição. Mas ninguém pode contrapor uma norma governamental, uma vez que é o cerne da questão e a eleição escolhida pelo povo que vota em detrimento das suas convicções e ideologias.
Agora, o que será, ou quais serão, as verdadeiras ideologias de um partido?
O combate à subsistência determina causas em paradoxos de sobrevivência, pelo que o combate moral de define uma tragédia pelas suas delimitações de educação. Poder-se-á comparar à causa que tomou o efeito de crise para o desemprego.
As ideologias erróneas do público português, senhores jornalistas, são platónicas. Absolutamente metafóricas de uma metafísica que conjuga politicamente um protótipo social de valores de direita numa vivência pragmática absolutamente de esquerda. As más notícias são o aborrecimento para com a vossa, a nossa, falta de paciência.
No entanto a luta intercalasse por um caminho os quais escritores mais renegados que foram os únicos que trouxeram um prémio Nobel que consiste nos valores patrióticos da nossa sociedade, os quais espezinham a racionalidade na terra por intermitência às normas fundamentais religiosas.
E não pensem que isto se vai buscar aos livros, nunca ninguém disse que eu era um rato de biblioteca.
Mas com os óculos afinados, os quais porventura a idade não perdoa, em cobertor de lã sob saia aos pés e roupão de camiseta aos mais prestigiados da ilusão e da imagem, aqui vai um relatório literário.
O conflito final encontra-se nas ruas dos mais desafortunados da oportunidade os quais espezinham os valores mais elevados de um panorama elitista de poder. O conflito começa nas ruas, dos quais artefactos empresariais e comercialismos de negócio esbanjem a banca do dinheiro no ego e no poder. Há uma imposição fundamental no espírito natural do homem neste momento.
As intermitências da nossa psicologia deixaram-se decair pela nossa rebuscada, falsa, ilusório e mentira parapsicologia. Onde há especialistas no assunto cá em Portugal que nos possam responder? A literatura não salva com falta de conhecimento dela.
No entanto, compreendemos, e já compreendemos que a falta do conhecimento sob a subsistência do seguro que é sofrer. Todos nós sofremos, todos nós algum dia iremos sofrer, todos nós sofremos como modo de vida, todos nós algum dia iremos sofrer por falta de causalidade das nossas consequências.
A amizade é um patamar panorâmico mais do que romântico. É uma natureza esfinge no modo de vida mais nos termos de confiança. É uma analise refuta e burocrática, mas para com os termos do perdão e da perseverança ser o mesmo que paciência. Compaixão e sapiência. O silêncio. A amizade é o silêncio do mar e das folhas e das gaivotas com os pássaros.
A constatação jornalística é um facto de acto documental mais que ressabiado, jurista, cruel, justo, benigno, prepotente, mas nunca uma má notícia. E no estado para com a análise correctiva dos estados espiritistas em espiritualismo, teológico.
No fim do túnel, da conclusão, do olhar da coruja de Minerva pelo horizonte da história, do histórico das personagens, há sempre um sorriso, um orgulho a manter, uma lembrança a prosperar e a reter, a conter, a lembrar, a sentir a sua saudade, e com muito orgulho, e provincianismo. Esse sorriso é factual da nossa necessidade em mantermos o estado de comunidade em verdade, um prazer vigoroso e rancoroso que defini-mos de felicidade por muito que nos pareça maldade. Barack Obama em ascese com os paralogismos protestantes num mundo de terror onde a guerra do Iraque não tem fim por carência de um patamar de predefinição político.
Outros conflitos do mundo se avigoram à sua maneira em documentários que nos faz ascender à hipótese de crescimento de um país rico, em todas as suas advertências: culturais, agrícolas, físicas, bélicas, consumidoras e económicas. Mas o que é que isso tem a ver com a independência de Portugal e a sua democracia? É um exemplo. E o que terá a ver com a história? É um interligar e comunicar de fronteiras. É a, expansão imagética, que teremos se a carregarmos sobre o mundo.
Ficará aqui a outra parte da história, senão tudo, por contar.



«Slipped off into the slip stream
She's looking for the summer dream
Came down from the mountain
To find another machine
Running down all the by-ways
Listen to all that she says
Couldn't see very far
Find out all that you are
My California Queen
Fully air-reconditioned, self-made man machine
With a home-made hydroponic, wait to find out what it means
My California Queen
Standing in front of the rainbow
Could you tell me where do all the people go?
Rising from the mystic haze
Standing in front of all creation
WIth all their mystic ways
They seem to control the days
Somebody got to get behind it
To find out all that it means

My California Queen
Oh tell me what it means
My California Queen
Standing in front of the rainbow
Could you tell me where do all the people go?
Rising from the mystic haze
Standing in front of all creation»

Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Peace is in Heaven, War is in Hell!



«I'm on a roll,
I'm on a roll this time.
I feel my luck could change.

Kill me sarah,
kill me again with love.
It's gonna be a glorious day.

Pull me out of the aircrash,
pull me out of the lake,
'cause I'm your superhero.
We are standing on the edge.

The head of state
has called for me by name
but I don't have time for him.
It's gonna be a glorious day!
I feel my luck could change.

Pull me out of the aircrash,
pull me out of the Wake,
'cause I'm your superhero.
We are standing on the edge.

We are standing on the edge.»

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Dark Maquinanda

O Verão trar-me-á saudades pelas emoções revigoradas que se conceberam aqui no pequeno norte. Continuaremos a falar de Política, até passarmos para o próximo Pavilhão desta «Expo[sição] Maquinanda», deste ano.
Mas, entretanto, olhem o que é que o fenómeno da Morte fez a nossa Alison deitar cá para fora!



«I woke up with the rising sun
I was blinded by the light
Jump up and pull on my jeans
It feels good, they're a little tight

Step out in a crazy world
But then the sun resets your mind
Feel the weight of it all just drift
Off on a cloud to another time

Ooh hello hello!
Ooh hello hello!

I'm feeling alive again
Alive again
I'm feeling alive again
Alive again

Like the way that you drive your car
I like the way that you turn the wheel
Can't stop thinking about you baby
You don't know we are the real deal

Here we are on a perfect night
The sky is clear and the moon is full
Looking out at the universe
I thank the stars and the heavens for you

Ooh hello hello!
Ooh hello hello!

I'm feeling alive again
Alive again
I'm feeling alive again
Alive again

I wanna get you tonight
I wanna get you tonight
I wanna get you tonight and I

Ooh we're all alone
Ooh we're all alone

I wanna get you tonight
I wanna get you tonight
I wanna get you tonight and I

Feeling alive again
Alive again
Feeling alive again
Alive again
I'm feeling alive again
Alive again
I'm feeling alive again
Alive again
I'm feeling alive again
Alive again»

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Memórias do Regresso de Abril

- «25 de Abril Sempre!»

Meus senhores e minhas senhoras, continuarei eu nesta luta sem fim contra trocas e baldrocas para se compreender a consistência do consentimento do temperamento humano no cálculo da guerra e da morte.

Esta é sem dúvida alguma a minha imagem de criança deste Portugal imundo e sem fim. Esta imagem é especificamente espinhense dos meus amores que são aqueles que me fazem crescer todos os dias porque me amam. Especificamente principal esta afecção familiar é o som, donde a música me tornou um artista mais elevado que se possa caracterizar de verdadeiro.

Desde que me conheço este é para mim o rosto de Portugal e o que ele tem de bom para não dizer de melhor, porque não me faz ver nem julgar, mas sentir. E sentir bem.

Recordo com nostalgia porque sou um saudosista futurista, um visionário, tenho uma ideia, e as ideias não morrem, não se apagam aquando delas que vêem ao mundo, não adoecem, vivem, e eternizam a divindade, elas são a divindade, a nossa achega para ela, o Fado, o destino, o determinismo ininteligível galáctico que é o incerto, e o indeterminismo quântico que é a história finda conclusiva, como a coruja de Minerva que só sobrevoa na paisagem perante o pôr-do-sol aquando de já todo o dia aconteceu, da nossa personalidade.

Um beijo de amor às coisas simples. O beijo eterno do amor eterno, puro, simples, às viagens de comboio, à antiga estação, às suas primeiras imagens discográficas que aquele sítio inspirou, às minhas duas amigas que acompanhavam e orientavam em para o mantimento puro da minha inocência. Aos meus dois amigos opostos quatro gémeos que são todo o símbolo característico daquilo que sou hoje na minha profissionalização, e mente. Ao todo significado de Abril de onde eu nasci e por isso é que todo ele me significa. A imensidão vasta da parte toda que sou eu uno com o universo, na possibilidade da liberdade vasta de que ele me cria para me consciencializar que eu sou separado dele, para poder gritar e saltar e correr e brincar e respirar o ar puro e fresco das montanhas e do mar e de me aborrecer e de ir para outro local e para me obrigar a fazer aquilo que não faço, e que não quero que faça, pois não quero fazer. Aquilo que acho certo, de errado ou injusto, vem Abril! Volta! Volta sempre! Preconiza as tuas forças e manda-te em direcção a mim como um pássaro galante e astuto e negro e forte e justo. Significa o que realmente representa o presente deste país e todos os seus inimigos porque da vaidade e da perícia do não reconhecimento de um passado anterior morto e ultrapassado que vive como os zombies abutres. Preenche de amor quem ama. Quem ama de verdade. E não finge que ama. E não se determina o amor que se quer fazer cumprir. O amor é aquilo que não se acha e não se concorda. É o oposto. Não é política. O amor é Coimbra, Espinho, Braga e Bragança. O Porto é os nossos momentos tristes e solitários de afecto. De quando se precisa de um abraço. Lisboa é nada.

Todo este país é alguma coisa.

Às minhas noites de Coca-Cola pop no tinto que me rodeava em guitarras e carnes fartas da boa e já antiga gastronomia portuguesa do bem real e gasto e fino, onde os bigodes se pintam e os dentes se animam, nos homens e nas mulheres. Onde o preto é sempre moda no xaile seco de uma dança triste e parada na mais baloiçada das emoções de profundidade para a alegria.

Que será este ser animado que se nos atravessa no caminho para a morte que é o pensamento?

Nem sei se vou para o espanhol primeiro, continuar no inglês, ou se já para o português!