Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Expo Maquinanda 2010: Pavilhão da Política

A expectativa como objectivo desta secção da exposição é a sua inteligibilidade no espírito intrínseco numa perspectiva romântica de vanguarda, patenteando as suas circunstancias e características contextuais através de um estilo que cria uma miscigenação entre o surrealismo e o realismo ficcional literário. É uma manifestação de um silêncio que é experienciado quotidianamente em fenómeno histórico, entranhado já como um modo de vida justificado etnograficamente pelo desleixo e pela apatia do comportamento de um inconsciente colectivo indolente, no qual a loucura é manifestada em âmagos opostos, e ora pois esta não se trata nem mais nem menos do que um desses.*

*Esta exposição é dedicada à memória de António Feio; ...que descanse em paz...!











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«So ya thought ya might like to go to the show.
To feel the warm thrill of confusion, that space cadet glow.
I got me some bad news for you, Sunshine.
Pink isn't well, he stayed back at the hotel,
And he sent us along as a surrugate band.
We're gonna find out where you fans really stand.
Are there any queers in the theatre tonight?
Get 'em up against the wall. -- 'Gainst the wall!
And that one in the spotlight, he don't look right to me.
Get him up against the wall. -- 'Gainst the wall!
And that one looks Jewish, and that one's a coon.
Who let all this riffraff into the room?
There's one smoking a joint, and another with spots!
If I had my way I'd have all of ya shot.»

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Maquinanda Repetitiva

É inquestionável inquietude a premissa lógica e habitual da existência filosófica de todos os anos a coerência de um paradigma repetitivo que pousa na aura de todos aqueles que vivem falaciosos o seu quotidiano correspondem pontualmente a todos os seus dias, meses e anos, crenças e rituais de prestações e andores, procissões das velas, e estações do ano.

O calor aperta agora como sistema digno da religiosidade do céu, aonde a simbologia se torna literal na vivência do ser humano procedendo o karma à sua equivalência significativa e sinónima de acções, que é o inferno agora aqui na terra, e na vida profissional, e até mesmo sentimental do quanto isso afecta nas emoções e nas conjugais relações, ou até mesmo de outro tipo.

Já passara um ano deste programa de televisão que hoje observara, como de dez anos em que via já um ícone da minha infância que irá sempre recordar-me dos momentos mágicos daquilo que interpreta a comédia com o conceito de família, e principalmente cinquenta anos do mesmo canal de televisão português, que vive na sua contraste habitual fruição de repetição, que não é ela nem arte, nem estética, nem entretenimento, nem cultura. Mas tudo isso são opiniões, até não menos serem levadas a uma carga analítica expressiva profunda social do quanto estes ciclos retóricos a que se chama etnograficamente de rituais não afectam de forma profunda o nosso subconsciente em termos de máquina robótica ao serviço de uma entidade supranacional acrescida que é a sua intergovernamental partidocracia, acrescida sob o patamar de Governo em Estado Republicano, atribuída como arma de defesa a subjectividade de acrescentar e retirar, vetar ou aprovar, a Democracia distinta de ditadura, em absoluta objectividade de ignorância, num silêncio medonho entranhado na esfera da comunidade como hábito condicional clássico no processo histórico do desenvolvimento, ou envolvimento, ou retrocesso, de um povo.

A cedência ao poder e aos estados de glória são uma prepotência efémera, e uma pobreza insólita, constante. Como poderá uma imagem reabastecer um império em negativismo se o negativismo é o nosso verdadeiro ícone de novo mito? Distinga-se Manuel Alegre de Cristiano Ronaldo. Vejamos o que se apreenderá de desportos e política, a distinção subtil necessária para a ordem que conjugam e constituem estes paradigmas entre seriedade e entretenimento.

Depois a magnificência dos iluminados de uma qualquer suspeita e perigosamente malhada aspiração divina que descobrem a resolução para os mais misteriosos enigmas da nossa sociedade hodierna, sem qualquer proposição interventiva prática. Resta-nos o silêncio do comer e calar, e de haver muitos outros daqueles que não conseguem viver assim com isso.

A estupidez mesquinha de uma aquisição sem limites é para o que serve aos portugueses o conhecimento, desde a covardia até à vitória. A falta de nível do brio se estabelece no provincianismo sem fim dos limites da sua consentaneidade conterrânea saloia, envolvida o seu passado em tudo o que é droga, álcool, vícios, mulher oprimida e com falta de amor, traída a sua integridade em desprezo, e depois beleza de cinema superficial aquando esta revela as suas verdadeiras fontes, na sequência imediata de oportunismo a especialidade esperta de Francisco, que é o excelente domínio prático pedagógico da retórica em falar de tudo o que é lateral, superficial, insignificante, inútil, fútil, mesquinho, para abandonar aquilo que realmente demais importa para este verdadeiro sentido que a pós-modernidade contribui para a democracia que é o povo. E tudo isto é observado, analisado e distinguido pelo tempo.

Até o próprio sentido estético na sua componente vida atribui o seu sentido da verdade para a repetição, até mesmo uma arte de tão quotidiana por profissional pode ser repetitiva, mudando de transporte para transporte talvez a sua forma, outra componente.

Algumas repetições se tornam tão instintivamente insistidas até a um culminar do atingir do absolutamente insuportável que é o caso desta inauguração do bloco esquerdista que se aparenta distrital, igualmente traduzível de apoios, esclarecimentos e propagandas do seu mesmo líder que ocupava uma cidade. A amizade não dever-se-ia confundir com função, muito menos para acção de método, principalmente para a sua inacção, que é a ditatorial.

Reflictam os portugueses sob os seus próximos passos e caminhos a medir para saber em que quer e onde contribuir as suas normas, potencialidades, económicas, culturais e sociais, e valores, para o seu modo do dia-a-dia.


Nota: «A mais devo informar que se tratou somente de uma mera coincidência a compatibilidade sincrónica surgida e originada com o meu colega de blogue, o qual lhe informo que esta publicação nada tem a ver com as suas afirmações ou transportes interactivos de imagem e som através da sua última intervenção nesta página também interactiva, por intranet, mesmo por muito que tenha sido inspirado em criações originalmente minhas, também de transportes estéticos, apesar de razoabilidade, causalidade, complexidade e clarividência absolutamente diferente.

Sem mais assunto de momento, os melhores cumprimentos.»

Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

"Eternal Sunshine of the Spotless Mind"

- "You can erase someone from your mind,
Getting them out from your heart is another story."


"(...) Quão feliz é o lote de virgens inocentes!
O mundo esquecendo pelo mundo esquecido.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Cada prece aceita, e cada desejo renunciado; (...)"

- Alexander Pope, "Eloisa to Abelard",
Poeta Inglês, e Satírico (1688-1744).



«Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you

I need your loving like the sunshine
And everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime

Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you

I need your loving like the sunshine
And everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime

Everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime»

Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Maquinanda na Terra das Maravilhas

- Electric Wonderland

O festival marés vivas no seu primeiro dia apresentou-se um recinto humilde e pacato em termos de rigor luxuoso mas estritamente avantajado ao nível de bombardeamentos publicitários dos seus patrocinadores e uma recheada exposição de conteúdos imagéticos e de palavras, seguindo-se a sua escrita na imprensa, e possivelmente posterior quase certo de actualização e esclarecimento da história de como tudo aquilo se sucedeu por todos os meios de comunicação social, em um pequeno pensar em grande, bem ao calibre atingível português, e a comprovação nítida, apesar de meras burocracias das nossas típicas circunstâncias que já a própria história assim nos descreve, da capacidade que Portugal zona norte em outras meras cidades sem ser o Porto vistas de Lisboa tem para realizar festivais com concertos de qualidade. Mas não é este ponto que se pretende aparentar neste discurso em questão. Falamos neste caso do primeiro ponto deste assunto que são as limitações em termos de poder de presença que assistem os portugueses aos concertos, desconhecendo totalmente por razões óbvias (nem aqui se afere como obrigatório ou indispensável esse conhecimento) as negociações burocráticas especialistas exigidas no caso do duo electropop Goldfrapp (neste caso em particular a solitária presença da vocalista Alison em Vila Nova de Gaia) na sua curta exibição depois da exibição de Morcheeba no palco principal, não só incluindo a limitação de duração do concerto com dez faixas que não cobriu uma hora inteira, como a falta de algum outro reportório com influências mais calmas interligado em empatia sincronizada por coincidência com a primeira banda para os mais exigentes, que não criticaram os seus "ritmos indianos" como proclama a imprensa noticiosa, em discordância com a afirmação da articulação "mas" que exprime contradição para mais valia afirmada por Tiago Rodrigues Alves, no primeiro parágrafo da sua noticia mais mediática na actualização para as novas plataformas digitais (ainda estas em desenvolvimento no seu processo de crescimento após nascimento - ou anunciação e começo de prática - no nosso país lusitano, mas isso seria já um outro assunto).
Quem iniciou esta vanguarda de começo exigente ao comportamento especifico como inclusive vertente comunicativa para com a banda em funcionalidade de acção do seu determinado momento, foi a banda Pink Floyd com o seu antigo baixista Roger Waters nas suas imensas discussões com a audiência nos grandes estádios em tournée nos anos 70, resultado dessa sua alienação causada pela irreverência da mesma do seu álbum quase "homónimo" relativamente aos seus panoramas criativos «The Wall», proliferando um culto que na actualidade se observa como mais uma edição esgotada que irá revelar uma segunda volta no dia seguinte do espectáculo que irá ocorrer no próximo mês de Março. Esta particularidade destaca-se em concertos com estilos musicais como o caso da banda Morcheeba de ritmos com "entrada calma, mas cool...". É uma música para ouvintes, e não selvagens animais que se agarram às grades! Aliás, se os "líderes" da humanidade se fiam que a planeamento de uma escravatura à luz da construção de uma distopia, a natureza lhes alcança cada vez mais a um erro ou um engano apresentando um resultado contrário revelando a própria evolução inevitável, apesar de instável e hesitante, do homem a caminho do seu próprio conhecimento, alegando uma cada vez maior empatia a uma verdade que se ascende ao atingir do prazer e da bondade deste mesmo, que é o bem-estar. Estas circunstancias centralizam o plano e patamar político do estado português, quer incluída economia ou justiça, e retórica, e filosofia.
Finalmente a exibição de Goldfrapp se apresenta escusada e exagerada apesar de excelente qualidade, como seria de prever nas suas condições normalmente estáveis em qualquer outro país estrangeiro, e agora, sendo mais generalista e comercial, repito: mesmo assim foi curto! Mas com certeza poderá ter sido assim as suas circunstâncias em considerações de negócio...
Nuno Higino Cunha [professor universitário doutorado em Filosofia; em referência; de outrem] constitui a Verdade definida pelos analistas compositores da sua área profissional ao afirmar: "O Capitalismo venceu a ideologia marxista, porque conseguiu achar o aliado perfeito: a Democracia!"



«I get high on a buzz
Then a rush when I'm plugged in you
I connect
When I'm flush
You get love when told what to do

Wonderful electric
Wonderful electric
Wonderful electric
Cover me in you

I'm in love, I'm in love
I'm in love with a strict machine

I'm in love, I'm in love
I'm in love with a strict machine

When you send me a pulse
Feel a wave of new love
Through me
I'm dressed in white noise
You know just what I want
So please

Wonderful electric
Wonderful electric
Wonderful electric
Cover me in you

I'm in love, I'm in love
I'm in love with a strict machine

I'm in love, I'm in love
I'm in love with a strict machine»

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Galinhomaquinanda!

Há uns anos (antes de subir ao poleiro) o discurso era este, mas entretanto parece ter sido corrompido com o acesso ao lugar mais alto do galinheiro. Curioso como os problemas da nação eram os mesmos de agora, apenas os galos mudaram de posição, uns mais acima e outros mais abaixo... Como se sabe, quem está por cima canta de galo e a memória tem tendência a ficar curta, quando se tem acesso a tanto (aparente) poder. Assim de repente, o suposto macho dominante do galinheiro, passa a ter poderes (e vontades) de cobrir tudo o que se mexa, sempre com o intento de salvaguardar a subsistência da sua própria espécie (entenda-se, os socialistas, no que ao partido em si diz respeito). Os jobs for the boys do periodo guterreano, estão tão presentes neste período cor-de-rosa socratino, como na altura da legislatura de Guterres, apenas surgem é "travestidos", usando uma expressão do galo propriamente dito, por uma moldura de crise, recessão e de uma ideia de uma campanha (cabala ou cavala), contra a figura dominante do topo do galinheiro. Aliás, o negócio das panelas, dos paneleiros* mesmo, sempre andou de mãos dadas com a política, pois não se fazem caldeiradas sem tachos nem amigos, para partilhar a fartura e o lado bom da vida (nunca o modelo de uma democracia capitalista, foi tão próximo de um saco de milho).
Grão a grão enche a galinha o papo, capital a capital enche o político a conta do galinheiro e acrescento, este homem nunca teve dúvidas, apenas sofre de memória curta... como as galinhas!


Peço ainda atenção para este acrescento, em tom e género infantil, mas a letra pura e simplesmente resume todo o conceito acima descrito, nesta Galinhomaquinanda, é tudo uma questão de contexto...

Apenas uma outra reflexão, que sinto uma necessidade de aqui compartilhar: hoje tenho a certeza que não vou comer frango ao jantar.

* não se pretende ofender o bom nome e carácter moral da classe política moderna, nem as suas (livres) opções sexuais, com a utilização desta expressão; aos mais desatentos e desinformados (a generalidade da classe política lusa entenda-se), a rua dos paneleiros é um facto histórico comprovado, uma vez que assim era designada uma artéria da ribeira do Porto, em meados do séc.XVII/XVIII, devido à concentração de diversa actividade económica associada à manufactura de panelas. A toponímia da rua, partia do pressuposto da actividade económica à qual os seus habitantes se dedicavam, para garantir a sua subsistência; a actual rua da Flores, na mesma cidade, é uma das poucas que manteve a designação com o passar dos séculos. Nem sempre o que parece é, por isso não vale a pena empolarem a comparação, enviado uma espécie de lápis azul para este lado da blogosfera.