Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Maquinanda com dedo na ferida
Aqui assistimos a uma bela reflexão sobre a Grécia, mas não nos é difícil imaginar este mesmo cenário aplicado a Portugal; até a questão do armamento é estranhamente familiar... de ir às lágrimas é a referência ao disparate que são os aumentos de impostos, para todos aqueles que ganham menos de 1.000 € por mês, que em Portugal é caso mais do que comum... (o IVA aumenta já na quinta-feira, as novas tabelas de retenção na fonte estão também fresquinhas e prontas a usar por todos nós).
O desacreditar das instituições democráticas, ultrapassa as fronteiras de Portugal, chegando a esse messias chamado União Europeia! São todos farinha do mesmo saco, todos eles partilham os mesmos interesses (ainda e sempre económicos), movendo-se nos bastidores dos supostos orgãos democráticos, que teimosamente insistimos que controlem as nossas tristes e reprimidas vidinhas de carneiro, num qualquer rebanho ocidental.
Vergonha é que estas acções ilícitas e com interesses manifestamente económicos, que buscam sempre e acima de tudo o lucro à custa dos mais fracos e desprotegidos, estejam a utilizar o berço da democracia, a Grécia para os mais desatentos, para colocarem em prática acções que em breve vão ser aplicadas aos restantes países "entalados" do mundo ocidental.
Meus caros senhores com cargos e assentos na pesada máquina democrática moderna, a gula é um pecado mortal e nunca se esqueçam que quem tudo quer, tudo perde...
e não, esta reflexão não tem qualquer intento revolucionário! Para isso temos o assunto das Scuts e Chips, mas isso já é outra conversa...
Excerto de uma viagem no Esperto Maquinanda
I'm the obsessor
Holding your hand
It seems you have forgotten
About your man
Alone in the darkness
My bed's a different land
Your touch intensifies
And I'm in the Quicksand
I'm in the Quicksand
I'm in the Quicksand
You're the upsetter
Stroking my hand
What's my position?
I don't understand
Am I your possession?
Am I in demand?
Oh when you turn to me
I'm in the Quicksand
I'm in the Quicksand
I'm in the Quicksand
You, you moved into my mind again Oooh
You, you're walking around rent free Oooh
Oh, I could let you stay
But I'm walking on broken ground again
Oh, oh, when will I learn?
All you do is push me back in the dirt
I'm in the Quicksand
Oooh oooh ooooh ooooh ooooh ooooh
Oooh Ooooh
I'm in the Quicksand»
Sábado, 26 de Junho de 2010
Esta mulher tem um certo élan...
e sim, estou um verdadeiro sentimentalóide nesta madrugada, mas porque pura e simplesmente me apetece!
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
O Evangelho Segundo as Intermitências
Encontro-me mesmo profundamente triste. Mais melancólico ainda do que se tivesse morrido o meu cão ou qualquer outro parente meu pouco chegado com o qual quase eu nunca convivo. José Saramago aspira após o pequeno-almoço onde se encontrou com o novo raiar do dia.
A cegueira continua hoje a ser um ensaio, onde nos aprofundamos com o evoluir da humanidade cada vez mais pobre com a morte dos grandes escritores e intelectuais que são cada vez mais poucos, principalmente com a simplicidade e a cultura real e verdadeira portuguesa que teve o nosso último Prémio Nobel da Literatura.
Concordo contigo, José: a literatura é que é real, e não a história. Mas concordei principalmente contigo no teu desabafo sobre a democracia. Foi aí que te aprendi a conhecer e a amar a tua revolta, e isso nunca nada teve a ver com a política, mas sim sempre com a escritura. Como eu te compreendi!
Nunca te reconheci depois de seres reconhecido, aprendi a amar-te quando toda a gente te começou a odiar, e nunca li um livro teu antes da tua morte. As ironias da coincidência da vida sobre o patamar do julgamento da ignorância são mesmo perigosas quando vistas e sobrepostas à superfície do real na aparência, e quando não se conversa com a alma e as suas ciências que só os artífices da semiótica, onde as palavras são as suas ferramentas, o compreendem, e nunca só a retórica.
A obra é a eternidade do homem, e Kafka é a sua prova, onde Mann é a sua boa disposição, mas tu és português. O meu fascínio é Pessoa, e 2010, é de Ricardo Reis.
A religião foi a tua amante, e como qualquer escritor é sempre por destino dérmico da vida ter uma ramificação boémia, tinhas de escolher, logo, uma prostituta. E conheceste mais a fundo aquilo que já conhecias anteriormente as implicações e consequências a que isso te levaria.
Resta a continuação que já não é aqui, nem terminaria aqui, nem termina aqui. Agora é seguir os seus propósitos de conhecimento de uma busca pelo que ainda é desconhecido apreendido já como o encarar pelas nossas filosofias. Onde será que tenhamos aprendido isso? Porventura se calhar foi até já e unicamente aqui, empírico, ou noutro local, idílico?
São estes os propósitos de Deus… é este (o) seu… amor português!
Até já, Saramago!
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
O fabuloso destino de Maquinanda
assim sendo, nada melhor que duas imagens, que terão certamente um valor igual ou superior a duas mil palavras.


a escrita continua a ocupar mais tempo na nossa mente do que o carácter instantâneo e imediato das fotografias; pela falta de tempo, pela mente ocupada dos desafios dos últimos meses da minha vida, muito fica por dizer, tanto fica por escrever...
haveremos de ter tempo, haveremos de conseguir criar tempo, caro efervescência da mente.
Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
Roberto, de Lady Gaga


Terça-feira, 8 de Junho de 2010
Maquinanda platónica e irónica
Como se fosse possível uma cidade falecer, o máximo que lhe pode acontecer é ela mudar de nome, e o mais engraçado é nunca mudar de povo. Não precisa. A arte também nesta cidade é inexistente, e os seus conterrâneos estão todos desaparecidos. Somos hoje governados por asnáticos, velhos do Restelo e cowboys.
Por amar uma cidade é que me faz dela desaparecer como um cão sem dono, abandonado por um osso de glória que matará a fome para a sobrevivência, como Pilatos para salvar Jesus, ou Judas para salvaguardar o bom-nome da paz e da justiça da moral divina que o próprio mestre pregava. Por isso é que este foi escolhido.
A desculpa da população é um silêncio arfar, um retornado inesquecível de honra e vitória de benevolência, saudação, ajoelhamento e respeito. Contempla-se o deus do obséquio. A fartura ultrapassa as festas da senhora da ajuda e venera o verdadeiro Rei da coboiada: o senhor do baile das farturas. Fartos (“já”) se encontram todos os portugueses de tudo e de nada, inclusive de aprender, mesmo que ainda o saber não ocupe lugar. Tudo já se torna pequeno, e então a vinda crise, o que é preciso mesmo é (continuar a) poupar!
A culpa é do Governo, das Notícias, do Óleo, das Marcas, da Mentalidade, das Pessoas.
Apesar de sabermos não querer mais aprender, não sabemos é não querer mais querer, pois o Capitalismo não deixa isso, ou por outra, não estamos habilitados para isso, somos pobres, somos portugueses, “pelo amor de Deus”!
Ver deixou de ser até aquilo que a cidade já havia aprendido. Ver deixou até de ser essencial para os olhos. – “Não só quero deixar de aprender porque já sei tudo e estou farto dos outros como quero desaprender tudo aquilo que aprendi! – Eu sou tão bom! – Os outros não sabem nada! – Eu nem sei o que estou aqui a fazer!”
Ora a essência do problema torna-se central a partir do momento que a deixamos de complicar como dupla. Resolvê-la é atitude. Ignorá-la é magnitude da amplitude da visão desses olhos que passam a ver com os seus, e daí possamos retomar à filosofia própria, mesmo que seja só pela primeira vez. A partir daqui poder-se-á determinar, condenar, até mesmo julgar. Depois volta a mandar a lei e a esta nossa sociedade que é tão perfeita.
Circula um veneno pelas veias do ser que é o mal mundano. A cegueira emana as veemências do poder que é um bem profano. Se Adão nunca caiu em tentação, foi porque amou. Se conjugou, foi porque venerou com enaltecimento a cedência da sua razão. Mas até já Platão receava em Sócrates, o deus dos pragmáticos e dos ateus, a intermitência do diabo católico da sua inveja, mas no que falo que refiro aqui centralmente do Clássico é a ignorância, e ainda no cristão portuguesinho a sua maior determinação do Satã que era o ódio. E até Lúcifer era um anjo! Para além da história do absurdo, mais ainda do que pagã, tudo isto pelo mau-olhado!
Aos idólatras castrados da filosofia contraditória e da descrença, ou que simplesmente me odeiam, que lerem esta crónica, não liguem – estou apenas a ser irónico! Podem odiar-me ainda mais, e continuar a disfarçar, para deixar assentar esta poeira até para depois mais daqui a algum tempo, eu vou continuar a fingir o acreditar. Até lá!
Quanto à coboiada estrangeirada: nada a dizer – desprezo total!
Em relação ao meu fundamentalismo, sugiro um incentivo de abertura com uma contra-prova em facto de demonstração e idealismo.
