Domingo, 23 de Maio de 2010

Maquinanda de Amor - Parte 5



«You are a drug to me
I never ever thought it otherwise
And I love the lies you've told to me
While looking me directly in my eyes

This is not ecstasy, but it's better than cocaine.
and you know that I will miss you when you're gone
but I'm not equipped to play this game

You know your words
They don't mean anything to me
They only serve to fatten up the prey
And when it's time to take them to the slaughterhouse
you slice their throats, continue on your way

This is not jeopardy
and it's not your high school prom
and you know that I will miss you when you're gone
But I'm not equipped to be your mom

You are a drug to me
I never ever thought it otherwise
And I love the lies you've told to me
while looking me directly in my eyes»

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Belle Chase Maquinanda



Naquela praça suja com merda de pombo,
patrulhada pelo sexo,
ele chega às quatro
polindo o sapato
p'ra vender o seu amplexo

E os homens passam,
notam seu bigode,
mas na coxa se extravasam.
Veio sua amiga,
a loira José,
convidando para o café.

E ao segundo brande,
já José se expande,
esboroando seu baton:
"Amanhã não estaremos aqui,
veja se bebe um pouco e sorri
tira esses olhos do chão!
O futuro é lindo: eu já vi!
E o avião vai directo para lá!
Vamos embora dessa aflição!".

E Manuel morena
tomou os seus calmantes
por causa dos joanetes.
E disse cansado que estava assustado
pois nunca tinha voado:
"E se há um acidente?
E se o passaporte?
Será que não sentes o medo da morte?
Me dá um cigarro!
Me dói a cabeça!
P'ra quê tanta pressa?
E a depilação?".

"Amanhã não estaremos aqui
veja se bebe um pouco e sorri
tira esses olhos do chão!
O futuro é lindo: eu já vi!
E o avião vai directo para lá!
Vamos embora dessa aflição!".

No dia seguinte
num canto da praça
quem passou podia ver
duas prostitutas tão deselegantes
acenando p'ra você.

A ética questionável e conhecida

É inacreditável como Portugal passa a sua história contemporânea a censurar coisas. Até parece um país em ditadura. A questão ética mistura-se com a religiosa sem definição de margens nem limites. O negócio de mercado e o seu capitalismo afinal não são um poder absoluto esmagador, a nossa ignorância de costumes é que sim. A opressão de Portugal eleva-nos a críticas negativas muito profundas, chocantes e ofensivas dos outros países, desenvolvidos, diga-se, em relação a nós. A publicidade mais significativa de tradições e pertencentes aos maiores oligopólios presentes deste país dos nossos poderosos de mercado económico é formulada através de outras agências ligadas ao estrangeiro. A sua distorção eleva-nos à banalidade e insignificância na perda de valor pelos nossos bens mais afluentes históricos desde a cultura até à justiça.
Depois consiste-nos nas decisões políticos determinações éticas que não correspondem aos problemas mais graves e importantes do nosso país, levando a uma carga de intelectuais e especialistas do assunto sem papas na língua e realistas de maneira a compensar resultados de forma a resolvê-los a concluir que possivelmente tudo isso poderá não passar de uma mera mentira, uma teoria da conspiração governamental para manter o povo reprimido e prevalecer o absolutismo no valor do poder numa democracia utópica e inexistente sob uma monarquia maçónica disfarçada. O valor do simbolismo atravessa o inferno pela imagem. A aparência revela-se desmedida e a religiosidade cega como a deusa dos tribunais.
Os meios de comunicação social no decorrer da sua evolução histórica aperceberam-se que a trama dos factos seria a função mais acessível para atingir a compra e venda das suas matérias ao seu público por ter conquistado assim a sua emoção.
No entanto, a interpretação dos mesmos é incompleta e por vezes deturpada, destorcida e adaptada conforme os valores que se apreendem no conceito de verdade. Falham as suas duas constituições importantes e fundamentais bem compostas que são nas suas qualidades da tragédia o mito e a melopeia, a qual esta última possui a principal característica de uma linguagem “ornamentada”.
O “Belo” para Aristóteles é a grandeza e a ordem, numa visão confusa por tempo quase imperceptível, fenómeno e factor o qual os meios de comunicação se despreocupam pelo seu desconhecimento: a estética do sentido artístico literário. Especifico nesta afirmação o facto da extensão do drama aristotélico afirmar e compreender, através da verosimilhança e da necessidade, uma maior beleza conforme o transe da infelicidade para a felicidade e o seu vice-versa no mesmo.
Ao se afirmar um comunicador social como historiador na dualidade de acordo com a teorização e ideal do grande filósofo grego, o comunicador não atinge o mito e não concretiza a melopeia para fazer com que o seu público atinja a universalidade filosófica que está no ofício do poeta. Portanto, a particularidade ao ser incompleta para a sensibilidade do público, daí remeter problemas críticos contra a mesma organização oligopólio, tornando-a enfadonha e repetitiva, um consumismo desesperado.
Pelo contrário, na comédia, referente já no primeiro livro da poesia dedicado à tragédia de Aristóteles, esta para diferir do jâmbico usa o carácter universal atribuindo nomes que lhe parece e não o carácter particular; a utilização da fábula remete para a verosimilhança. Nesta referência, compreende-se assim então que o comunicador deve também ser, assim como o poeta, mais fabulador do que versificador.

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Maquinanda Guitars - Part 5

O maior, o único: Justin King! Força! Tu vais melhorar, vais conseguir!



Final da 1ª Parte.

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Domingo, 9 de Maio de 2010

Sábado, 8 de Maio de 2010

Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Crítica de Cinema Maquinanda: «Lutero»

- Uma película biótica de Joseph Fiennes e Alfred Molina

Um filme verdadeiramente impressionante que retrata a mutação da fé e crença religiosa, em política, e a chacina fundamentalista do homem em preservar como bem absoluto e maior as fontes de rendimento do capitalismo monopolizado. É deveras marcante o facto de que aquando posterior a avalanche, não são os ratos os primeiros a vir à superfície, mas sim Deus. Esses (os ratos) são os primeiros no retiro de um palanque fechado sem saída para quem está enterrado nele. "Os ratos veneram mais o pregaminho do que os sábios". A prespectiva da salvação é salvaguardada com o medo, e daí, retrocede a origem da sua vontade egoica caracterizada em cobiça e inveja que é o capital.
A luxúria plana os pensamentos e o encontro na sua essência ao homem da sua alma com o ser.
Lutero propôs uma ideia de união da igreja numa altura necessitada de uma reforma, e a sua consequência foi a sua separação, na escolha intrinseca da reposição da ordem universal e natural na apelação devota ao instinto selvagem duzentos anos depois das abadias fechadas com o conhecimento literário bloqueado.
Hoje, as palavras sagradas de Deus podem ser as mais perigosas armadilhas do diabo, a interpretação está toda dirigida pela interpelação, no homem.
Pergunta-se à política os seus fundamentos de separações se as oposições aparentam ideais profunda e historicamente idênticos. Como será possível numa sociedade socialista estar a viver separada de uma região democrata por intermédios de idealismos obscurantistas? Quais são as regras de vivencia popular num estado de elites e classes organizadas por oligopólios distantes? Estará a necessitar em se tornar a política portuguesa numa guerra religiosa no sentido de se absorver um caminho novo pelo bom-nome do regresso da força e relevância da palavra sob a imagem?
E este sentido de guerra não quererá implicar exactamente o seu antónimo significativo signo semiótico da palavra?
Na construção para a elaboração de uma cidade perfeita que é uma república, o país deve trabalhar como um todo e não só parcial e não o exemplo de uma certa entidade de serviço e protecção social prestado por um colectivo de voluntariado que tem a obrigação de ser subsidiado por um estado ou por uma autarquia, vivendo esta última "independente", sem o rigor das diferenças da concelhia para melhorias, nem tão pouco sem o apoio de um governo civil que se presta como fundamental e até disponível, apesar de rivalidades fúteis e pessoais do interior histórico profundo espiritual dos próprios partidos principais que se confrontam, e em que há muita gente de ambos os lados que apoia, ignorante, sem saber a mínima ideia daquilo que está a fazer, ou as suas repercussões das suas escolhas e atitudes. E não viver ainda esta última também na fasquia sôfrega solitária, e por isso cínica (centrada em seus colegas subordinados - Juntas) e avarenta, gerando, insana e desmedidamente orgulhosa, a consequência da inevitabilidade da vivência em hipocrisia no trabalho a sua classe mais abaixo deliberada que é, ironicamente, o seu sustento, mas calculadamente sustentável.
Se não é esta afirmação da crença dos homens do poder, e meramente uma mania da perseguição ou utopia do seu autor, então é porque as suas promessas destes actuais de passagem também não deverão ser da crença do povo.


- "Tenho dito!"

Fado Electro Pop Maquinanda (with aliens)!!

Esta Maquinanda desenvolve-se em dois actos distintos: num primeiro momento, um dos mais bizarros e ao mesmo tempo deliciosos fados de Amália, de nome O Senhor Extra-Terrestre, que conta com a letra de outro grande génio, Carlos Paião. A letra é de ir às lágrimas, numa mistura de ode à era espacial meets a típica vidinha quotidiana nacional.
O segundo acto, surge da recente edição de um álbum de tributo a Carlos Paião, onde os Mesa pegam precisamente neste mesmo tema, dando-lhe um embrulho electrónico e pop como só eles poderiam ser capazes de fazer, devolvendo esta música ao século XXI.

Primeiro acto:



Segundo acto: