Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Primeira Maquinanda Clássica Pura

A Maquinanda Clássica Pura é definida pelas suas características portuguesas e o modo como afecta o seu leitor.
Reencontra momentos de saudosismo e nostalgia que provoca uma insatisfação mental, assim como um conformismo erróneo.
Os seus propósitos e objectivos vão obviamente depender e variar conforme cada mensagem ou indicação que pretende a ser directa e explícita. Claramente as vertentes desta particular contribuem intervenções políticas como averiguava a estética do seu moço.
Clássico porque intervém em distintas harmonias, e puro pela sua originalidade sem factor influente moderno. Simplesmente canalizado.
As suas circunstâncias reticulam um reparador e separador de revolta, uma exigência da alma de libertação, de oportunidade, de descoberta e de partilha. Um dever cívico e crescimento de ascensão por aqueles que concebem essa oportunidade que é a evolução de recursos.
É inacreditável a tacanhez e ignorância deste país em conhecimento nas vertentes da sua pequenez. A ditadura política que formula o seu sentido através da provocação do seu silêncio como foi hoje a intervenção discursiva de Mário Soares ao comportamento do actual Governo perante as suas próprias atitudes, aquele que ontem por hoje foi um grande revolucionário ao nível documentalista num dos grandes movimentos o qual lhe concebemos um dos maiores e mais filosóficos adjectivos que compomos na nossa antiga, sábia e desenvolvido espírito de experiência existência em idade e intervenção histórica registada para a eternidade da paideia ocidental.
A aberração das suas evidências retrata-se nos documentos mediáticos actuais dos Media em relação ao comportamento que se destaca na etnografia lusitana como greves ao revés dos habituais estudos antropomórficos (as festas sagradas e profanas). Ora esta anomalia não representa uma mudança evolutiva fruitiva e positiva em relação a melhorias de condições de vida, mas sim um atraso e retrocesso à decadência dos bens da propriedade e monetários, pelos quais os seres povoados mais irracionais andam por complexo de inferioridade em acordo com reacção de inveja. Este domínio tem como atributo factores de influências e manipulações psicológicas com teor bastante violento.
Ainda a definição de clássico desde os seus primórdios na característica Maquinanda tenta representar e remeter o sentido de, como já foi cá trabalhado anteriormente, a vertente de memória.


«Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também


Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

(...)»

Sábado, 30 de Janeiro de 2010





I fell down in the desert baby, yeah
I had nothing but a peice of paper, oh yeah,
I had to write something down,
And I found myself alone, then I let go of everything,
Into another dimension

Purple haze is in the sky,
See the angels wicked eye
all these things we must try
'Till we see the reasons why, oh yeah

Lightning crash on the hill tonight,(yeah)
I got a feeling everything is gonna be alright
Then a horse came running to me
Said we're gonna go to the sanctuary
Then a storm began to blow,
Into another dimension.

Purple haze is in the sky,
See the angels wicked eye
all these things we must try
'Till we see the reasons why, oh yeah

I got lost in the desert baby, yeah
I found temples made out of paper, oh yeah
They were drowned with a good impulse
Then in dreams are parallel
They would let go everything
Into another dimension

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Maquinanda, meu fervor

1. Regressamos em paralelo para mais um momento de grandes exibições Maquinanda. Possivelmente poderá ser um dos seus alicerces principais das suas formas de origem o conteúdo e teor dos anos 80 que provocam e apregoam a formatação de um dos argumentos mais fundamentais de nostalgia de melhores momentos vividos pelos sujeitos do seu tempo.
As consequências nos finais de cada década são distintas a cada uma, mas esta apusera características muito principais onde hodiernamente os seus experimentalistas ainda apuram o seu corolário pessoal e específico.
Por outro lado consistem outras vertentes dos anos 80 que são necessários louvar pela sua qualidade particular muito erudita, subtil, artística. Várias personalidades também se destacaram e revelaram no meio desta tramada toda, e outros que ainda se revelaram únicos e eternos pela sua continuação e “sobrevivência” do seu trabalho na entoação do estilo. Alguns são também ícones por suas revelações e tornados excepcionais na declaração de um só single, provenientes até aos mais distantes acompanhantes como fruto de memória e encantamento desta mesma década mas oriunda da anterior, e principalmente do seu final, que é o caso de Kate Bush.
«The Kick Inside» é então o mais elevado trabalho ao conhecimento do público maior com o seu mais explorado tema «Wuthering Heights».
A peculiar história que consiste por dentro desta canção, fundamentada instrumentalmente sua mestria no piano, refuta a conclusão definitiva da manifestação mais requintada que poderemos encontrar num artista na sua obra com um perfeito casamento e afeição à harmonia levada que está contida na sua inspiração, podendo ser ostentada de várias formas estéticas, contendo esta uma muito peculiar.
Ficamos, portanto, com o “The Red Dress Version” que consiste ser o videoclip menos popular e menor visto comparativamente à versão original em todo o score de vendas e propaganda comercial.

2. Se há um estilo de escrita em que comentamos com fervor o seu nível ardente que nos capacita um envolvimento emocional de distinto destaque na estrutura do Romance, este pode ser revelado mais propriamente em subtileza no sexo feminino, especialmente em Ellis Bell com a sua singular novela «Wuthering Heights», irónica por coligação a Kate Bush no que corresponde à componente do pleno sucesso implícita em Bell no conteúdo e desenvolvimento de projecção artística (sendo igual à sua cantora com o seu tema de dedicatória e inspiração) e subentendida em Bush no seu êxito de vendas e expansão em fama.
Foram várias as séries de televisão, incluindo uma adaptação para filme no mercado inglês (aqui em destaque a versão de 1992; existem também outras!), pós-lançamento e reconhecimento do álbum, que destacaram com grande ênfase a história dramática que consiste as suas linhas, apresentando-se como uma bela história de amor que mistura os seus misticismos dionisíacos divinos finais com os seus pragmatismos dramático depressivos sociais que vivia a mentalidade do Homem no Século XIX ainda em voga actualmente até para alguns no que toca no estimulo das trevas interior antropológico (e também antropomorfo) do domínio que se alicerça o estudo de Freud e Yung.
Ora pois foram estas as vertentes inspiradoras da nossa escritora referida aqui presente nas suas representativas simbólicas do se pode refutar a arte da escrita na vanguarda da ficção realista.



Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me?
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights

(Chorus) Heathcliff, its me, Cathy come home
I'm so cold, let me in-a-your window

Oh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine alot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master

Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights

(Chorus)
Oh let me have it, let me grab your soul away
Oh let me have it, let me grab your soul away
You know it's me, Cathy
(Chorus)



- Uma das capas de coleccionador em vinil mais concorridas da época do seu lançamento.

Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Maquinanda de Amor - Parte 3



«I love you, the best
Better than all the rest
I love you, the best
Better than all the rest
That I meet in the summer
Indian summer
That I meet in the summer
Indian summer
I love you, the best
Better than all the rest»...

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Maquinanda de Pandora - Parte I

Aqui a parte I, porque certamente depois da abertura daquela que é a verdadeira Caixa de Pandora, que foi a gestão do executivo camarário socialista dos últimos 16 anos em Espinho, a cada semana mais um escândalo aparece na imprensa. Pinto Moreira, o recém eleito presidente de Câmara social democrata, tem vindo a tropeçar em vários pedregulhos, nesta sua exploração inicial do estado da autarquia da designada "Pérola da Costa Verde". A última surge hoje um pouco por toda a imprensa, e dá pelo nome de "RTP considera "inatacável" decisão do Governo de não reconhecer fundação que gere Multimeios", e é a mais recente catástrofe saída da caixa de Pandora que foi a governação de José Mota em Espinho nestes últimos anos. Ao que parece, a "Fundação" (daqui para a frente sempre entre aspas), afinal não é tão legal como seria suposto ser, pois nunca foi reconhecida pelo Estado! (mais uma daquelas que não dá para acreditar...)
Para os espinhenses nunca foi dúvida, que a dita "Fundação" Navegar, pouco ou nada fez para cumprir os seus supostos objectivos e passo a citar, passavam pela "divulgação, a promoção e o desenvolvimento da cultura, das artes e do conhecimento científico, designadamente na área do Município de Espinho, bem como o apoio e acções educativas de formação e lazer que se enquadrem nos mesmos fins". A sua marca na cidade sempre foi extremamente reduzida, ou até mesmo nula, não assegurando minimamente qualquer tipo de papel de agente de divulgação científica e cultural; as suas actividades sempre foram de elevada descrição e de impacto questionável, no tecido socio-cultural da cidade, até porque sempre passaram desprecebidas à esmagadora maioria dos espinhenses.

A suposta gestão de um equipamento de importância estratégica para o concelho, como foi e deve ser o Centro Multimeios, que deveria passar pelo apoio à arte, cultura e ciências, nunca passou do papel, ou melhor dizendo do seu prório site, contando-se pelos dedos das mãos (senão mesmo até de uma única mão), os eventos que ali tiveram lugar, que alguma validade trouxeram à população local. As actividades que ali aconteceram fora do suposto funcionamento normal da "fundação", e dou como exemplo o Festival de Música de Espinho ou o Cinanima - Festival Internacional de Animação de Espinho, sempre garantiram a animação e vivência do espaço por parte da população, sendo unicamente neste contexto que o edifício funcionou em toda a sua plenitude e potencial. Não resisto ainda a acrescentar um detalhe delicioso, que estes eventos ali se realizaram, porque os responsáveis pelos mesmos pagavam (e continuam a pagar) a ocupação do respectivo espaço, uma vez que a "Fundação" Navegar, entendeu sempre cobrar pela disponibilização de um espaço construído com dinheiro público e supostamente gerido com o intuito de servir a população. Com a criação da pomposa "Fundação" Navegar, que sustento trouxe a determinados filhos e conhecidos de parte da equipa autárquica socialista local, conseguiu-se "elitizar" este mesmo espaço, ao não permitir que qualquer iniciativa, que não fosse organizada ou dinamizada por "fulaninho amigo de cicrano do executivo camarário da época", imediatamente era recusada e muito menos apoiada de algum modo. Como consequência desta "elitização" egocêntrica e como a equipa da dita "fundação" sempre deixou muito a desejar, nomeadamente no que toca às suas próprias competências profissionais, habilitações e motivações pessoais, rapidamente o edifício, perdão, a "Fundação" se tornou em mais uma bela despesa sem grande retorno. Aliás, se a "Fundação" Navegar é agora considerada ilegal, que justificação existe para os diversos orçamentos com que funcionou anualmente? Fundos dos quais, parte deles certamente sairam dos cofres da Câmara de Espinho; se a legalidade da dita instituição é agora posta em causa, depois desta cada vez mais frutuosa abertura da caixa de Pandora após a épica derrota eleitoral de José Mota, até que ponto o dinheiro entregue à "Fundação" Navegar lhe seria legítimo? Não deveria esse dinheiro ser devolvido? Quem deverá ser responsabilizado por este facto?
Quem deveria ser responsabilizado temos todos nós que tentamos viver nesta triste de desgastada cidade, uma vaga ideia de quem seja, mas como os derrotados socialistas às autárquicas ganharam prémios de consolação do governo de Sócrates, em forma de altos cargos de estado (tipo assim de repente Governador Civil de Aveiro...), o assunto deverá ser rapidamente esquecido...

Esta é só mais uma das vergonhas que o socialismo despótico deixou em Espinho. Não convém esquecer que para além de uma "Fundação", temos agora uma nova Biblioteca Municipal (inaugurada estratégicamente nas vésperas das eleições autárquicas de 2009), mas que curiosamente não tem livros, não tem luz. ou seja está inaugurada, mas não é utilizável. Já para não falar no FACE (Fórum de Arte e Cultura de Espinho), que acredito possa ser mais uma espécie de "fundação" Navegar... E claro, continuamos todos a ter de ver zona nobre da cidade geminada com Bagdad, pois as obras de requalificação da superfície, após "a obra do século", segundo José Mota que foi o enterramento da linha férrea, também parecem estar condenadas a esperar mais uns anos. Construir grandes equipamentos públicos, mas não fazer a mínima ideia de como os gerir e rentabilizar, parece ter sido o prato forte do executivo de José Mota, que quando tentou fazer alguma coisa bem, fundou "Fundações" absurdas e entregou mais aos mesmos do costume.

E isto meus caros, é só um apontamento do que se passa no nosso pequeno meio, após a abertura da verdadeira Caixa de Pandora.

Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Facto da existência d'«O Haver» a Maquinanda, expondo, por consequência inevitável, a sua importância



«Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do Grande Medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.»

- Vinicius de Moraes.