Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Está aberta a silly season!

E assim foi mais uma noite eleitoral, com uma derrota do actual governo socialista que perdeu aquela tão confortável e querida e maldita maioria absoluta! Pode parecer estranho, mas eu não atribuo ao PS uma vitória! Não consigo! Ora se apenas 36 em cada 100 portugueses votaram neles, logo os restantes 64 votaram (ou não) "nos outros"... Acho que isto prova, que o resultado do PS foi tudo menos uma "extraordinária vitória", citando o sexto político mais elegante do mundo. Enfim, os pontos de vistas são como as gripes, cada um tem a sua, mas que a deles (socialistas) está muito empolada, lá isso está.
Ora então, com uma maioria relativa e com a subida vertiginosa de PP e BE, parece que o nosso amado PS andou a cuspir no prato, uma vez que certamente vai precisar de acompanhamento, para poder servir a carne no prato dos portugueses. Durante a campanha, o PS arranjou confusões com o PP, maltratou o BE, ignorou a CDU como é já tradição e claro, enxovalhou o PSD (que se deixou vergar, pela clara falta de domínio da palavra e da retórica no discurso da sua líder); mas o que importa, é que em contexto Gato Fedorento, a melhor esmiúçadela foi mesmo a do Ricardo Araújo Pereira à Manuela Ferreira Leite! Mas o PSD acabou por passar claramente a ser uma cara fora do baralho, pelo menos enquanto MFL levar a bandeira à frente e continuar a cometer gaffes, em que quase ameaça de guerra os espanhois, e além disso a compra de votos ainda não dá cadeia, mas também não ficou lá muito bem. Na impossibilidade de um regresso de Sá Carneiro, a coisa era capaz de correr bem melhor com um Marcelo Rebelo de Sousa à frente do pomar de laranjas, ou até mesmo um Santana Lopes (protegido que foi de Sá Carneiro), ainda acrescenta uma apetência fantástica para o lado bom da vida - num género "quando for grande quero ser o Berlusconni cá do burgo". Tive pena que o seu reinado fosse dissolvido pela colher de açucar que foi a presidência de Jorge Sampaio meteu no "chá" de Santana, mais uns meses e tínhamos JB cola a ser distribuído às crianças do ensino básico; perdeu-se pois uma oportunidade de trazer felicidade ao mundo...

Mas já me estou a dispersar com o PSD, e não vale a pena estar aqui com utopias, aquilo só se resolve com um líder à séria (daí a referência a Sá Carneiro...). Voltemos à nossa agora agradável e leve maioria socialista, que se vê abraços com um imbróglio para resolver: depois de se incompatibilizar com toda a oposição, Sócrates depende agora destes mesmos (direita ou esquerda) para poder governar e assim aprovar coisas importantes como o TGV, as portagens nas SCUT's, a terceira autoestrada Porto-Lisboa, a reforma do sistema de avaliação dos professores ou até mesmo o aeroporto de Lisboa, a ser construído em... Alcochete! Ora, uma vez que se fartou de cuspir nos adversários, estes na hora de comentarem os resultados eleitorais, fizeram questão de sublinhar que não estavam dispostos a entrar em maluqueiras de coligações. Ao que parece, a pequena maioria rosa, lá conseguiu já começar a tentar vergar à força, alguém da oposição, para tornarem a maioria rosa numa maioria à séria! A primeira vítima é Paulo Portas, pois esta história dos submarinos ainda vai dar cabo dois dois dígitos alcançados pelo PP no passado domingo. Como seria de esperar, não só houve pessoas a meter dinheiro ao bolso, como até agora ainda ninguém viu os ditos submarinos; existe a possibilidade de pelo facto de serem submarinos, estarem submersos algures no rio trancão e ainda ninguém os ter visto reconheço. Importante é não esquecer que estes mesmos submarinos foram encomendados em 2001, onde quem governava era... António Guterres! Ups!! Talvez os assessores do nosso primeiro devam fazer melhor os trabalhos de casa antes de soltarem os magistrados públicos, é só um conselho.
Acrescento ainda uma outra reflexão, desta feita sobre o nosso actual Presidente da República, que no meu entender em vez de se remeter ao silêncio sobre o caso das escutas, deveria ter adiado as eleições e clarificar a todos os portugueses a real situação! Não é sequer admissível que esta suspeita paire sobre a nossa democracia, num momento tão decisivo como umas eleições legislativas... Se até já há quem garanta que Cavaco se recusa a usar os telefones fixos de Belém e até irá mesmo pedir uma auditoria à PT, é porque não há fumo sem fogo...
Resta-nos agora continuar a assistir em primeira fila, a esta verdadeira caldeirada eleitoral, e começar a apostar quanto tempo vai durar esta legislatura (até os socialistas mais devotos começam a duvidar), e para ajudar à festa já andamos em campanha novamente à custa das Autárquicas.
Aproveito ainda para anunciar o possível regresso da verdadeira oposição a Sócrates: A Ongoing (que recentemente contratou José Eduardo Moniz), vai avançar com uma OPA à Media Capital (dona da TVI), o que quer dizer, que depois de ter sido remetida para um canto da redacção, que nem uma reles estagiária, a generála de Queluz, Manuela Moura Guedes, já esteve mais longe de voltar a enfrentar Sócrates. Se o Freeport assim o permitir, ainda vamos voltar a ter sangue na informação de sexta-feira novamente (não sei se chore se me ria para ser sincero).

Não me vou alongar mais, até porque depois ainda me dizem que só falo de política aqui. Mas é necessário perceber, que com tanta fartura de momentos Maquinanda nas últimas semanas, é pois natural que isto volte a acontecer em breve! Está pois aberta a silly season! Será que o Benfica e o governo PS chegam ao Natal? Os próximos capítulos seguem no país real de todos nós!

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Manta Rota (Maquinanda «Reprise» do poema de Huncle Floyd - (n)a «primeira pessoa»).

(Reprise)

Meu Sol, minha Lua,
Meu silêncio triunfante,
Meu sorriso de noite escura
Em grito de paixão berrante.

Aqui estou eu na terra de ninguém
Por Deus esquecido sem a sua bênção.
A esperança em feitios se mantém
Na beleza escondida em segredo menção!

A poesia deveria ser assim: imperial!
Mas poesia assim não existe.
A história de um conto fatal,
Ao invés de bebida no sul, triste.

Ó visão fascinante e fantasia dos meus limites,
Concebes-me o teu prazer nos limiares da minha ilusão
Sendo nosso o prazer nesta teoria de despistes
Em sonhos de uma realidade obscura e metade de mim,
Observando o meu todo em narcisismo,
Não sei o que será verdade ou o que será mentira.

Se a minha ilusão empírica do pensamento
Em razão de misticismo
Organizado em espírito e sabedoria e mestria,

Ou a minha visão material descrente,
Ateu dos sons e reacções e estímulos
Nervosos perplexos em iluminação de aprendizagem
Ao abandono da doença,

Assim se vive numa região em terra sem lei,
Sem bênção cristã, e pagã entregue ao medo
Em que todos os dias a esperança é acreditada em rituais
Contrapoder de feitiços.

A realidade é aquilo que vejo.

Um amor conjugal infindável eu possuo para
Partilhar dentro de mim expondo o que sou
E o resto é o provir.

Ó ilusões e alucinações terroríficas
E pesadelos acordados da madrugada!

A pecar é quista;
Este drama de tristeza indefinida e infinita.
Que bom que seria se pudesse projectar-me para fora dela
Ou se ela fosse glória e imperial e paz e tudo!
Mas não posso fugir àquilo que realmente sou,
E até isto me engana.

Todo trabalho é constante e o esforço e tudo!
Vitória e tudo!
Quem me dera poder entender-me
Na maciez do carinho quente dos teus braços.

E sentir o fulgor do meio das tuas pernas
Com o seu suor de ternura encorpada e cavalgante
Nas minhas costas.

É este o caos que me deprime,
A revolta que me oprime:
O não poder e ter que aguentar o provir,
Esse enigma!

A Lua está cheia e os mortos sedem lá fora,
Mas só penso no amor absurdo,
Inexistente e irreal
Que sinto por ti.

Não contenho a verdade da luta
Porque nem sequer isso existe.

E até tudo isto é mentira!

Não sei o que é verdade,
Sei que a perseguição é o que tenho de aguentar
No espírito da minha puberdade,
No vazio deste que foi o seu passado sangue e mar
Desta terra natal de circunstância.

Os sonhos são a resolução para tudo
No mar das nossas inconveniências mentais,
A lavagem fundo,
Conveniências fatais.

Gostava de te poder amar num eterno deleite
De prazer, de carinho, e compreensão,
Ó desconhecida num destino brutal de meu narciso
Que é o caos da minha projecção.

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Maquinanda Memória



Associado a este vídeo no Youtube, encontra-se um filão de imagens que nos recordam os tempos passados...

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Maquinanda minha filha!

Pois é! Este blog cumpre hoje o seu primeiro aniversário, são doze meses em busca da mais perfeita da Maquinandas. Um trabalho difícil, que poucos são capazes de o fazer, mas do qual nos orgulhamos como se de uma filha se tratasse. São pois duas as mentes que têm vindo a alimentar de letras esta virtualidade, uma efervescente e a outra luminosa, e cada uma com os seus light motifs, que acabam por dirigir o ritmo e característica do discurso de cada um de nós, amantes da Maquinanda. Da música, à política, passando pelo cinema e pela filosofia, tudo tem sido retratado à luz da sabedoria desta Maquinanda. Recordo-me do post que deu o mote, para esta obra em aberto que contigo partilho, cara efervescência da mente, pois é difícil de superar.
O vídeo que aqui coloco (mais um entre muitos que ainda estarão para vir certamente), é só mais um mero exemplo da liberdade que pauta este espaço, onde tudo é permitido e tudo é igualmente questionável e subjectivo; a objectividade senão fôr contraposta com a subjectividade, rapidamente se torna uma coisa sem sabor, plana e de certa forma até redundante. A Maquinanda é subjectiva na sua génese e por isso mesmo a palavra liberdade acaba por ser a que melhor a caracteriza. Não massacro mais com palavras, deixo aqui o vídeo, como prova da amizade que me une a este pequeno espaço de virtualidade, não podendo de deixar de referir que esta mesma música ilustra na perfeição o carácter telepático que nos tem vindo a unir, nestas prosas em tom Maquinanda!



Passo a passo, sem ter medo
Abrímos, soltámos o nosso segredo
E a sorrir devorámos o mundo
Num abraço tão profundo

PS.: porque o nosso segredo é esta filha Maquinanda, que ainda irá contribuir para mudar o Mundo!

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Maquinanda Hitleriana

A verdade por vezes consegue transmitir um valor oculto.
Na remetente da conveniência é gerada assim a política para formularmos a nossa própria evolução através da escolha do livre arbítrio pela conjugação de factores fenómenos da Terra.
O seguinte vídeo consistiu numa procura árdua de pesquisa a qual somente o acaso conseguiu desvendar o seu segredo para finalmente conseguir ser publicado e explicar todas as artimanhas que neste país se consegue fazer, e o reflexo do Governo que merecemos pelo povo que somos. Eis o rosto de Portugal.
Curiosamente num país europeu cada vez mais sofisticado conseguimos observar a facilidade do criticar, mas a dificuldade em o fazer melhor. O individualismo repercute-se de facto no medo da solidão e a procura do controlo é causada pela insegurança.
Conseguimos potenciar final e realmente o desfecho da artimanha do poder do discurso e da televisão com a base na democracia de Hitler sobressaindo o oportunismo português. Segue-se a paródia do que somos sempre pelas mesmas velhas características e não admira que os americanos nos confundam com uma espécie de mexicanos, enfim, características de um ser marreco pequeno de pele morena em conjugação com algo comportamental absolutamente raticida e um sentimentalista esperto, e não inteligente: sincrónico.
A sincronização consegue permutar um valor quântico de coincidências intemporais que dão origem ao momento certo da exposição deste vídeo que consegue doar vida a uma dedicatória estética às eleições portuguesas do ano de 2009.
Já não existem políticos como antigamente, que saibam gerir o que é necessário para conseguir um resultado como este...

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Grandes verdades eleitorais...

CDS acusa Sócrates de utilizar lógica do cacete e da cenoura

O presidente do PSD, Paulo Portas, acusou, esta segunda-feira, o primeiro-ministro e candidato do PS às próximas eleições legislativas de ter utilizado, durante estes últimos quatro anos, duas lógicas distintas: durante a governação, a lógica do cacete; na presente campanha, a lógica da cenoura.

in Diário Digital, 14.Set.09 > ver notícia

Mas que raio de comparação, quem não souber quem são os visados na notícia, até seria capaz de colocar em dúvida a sua masculinidade... mas mais curioso, é o facto de pela notícia, Paulo Portas ter tomado o lugar de presidente do PSD! Mas alguém se deu ao trabalho de rever a notícia? Pois parece que não, e assim enganam o pobre do eleitorado, nesta verdadeira cavala contra o menino Fri pôr!

Maquinanda Sartriana

Um prenúncio se ouve soprar. Um prenúncio suave e de morte. Aquele sentido mistificado pelo caminho do sentimento inconsciente, sentido mitificado pela razão de significado que se aprofunda na escolha entre a sanidade e a insanidade. Escolha referida deambulatória da nossa intenção pela vontade do desejo. Referência à condenação pela convicção do nosso egocentrismo em relação ao que ainda não sabemos, dizemos que queremos aprender e sucedendo pelo abatimento ao erro, o seu real efeito.
Carisma de podridão vive rodeado na nossa alma em vício pela aparência superficial que se formula na carne, pele e osso que trazemos vestida. A mente lagoa num mar interligado pela percepção em cada separação do olhar que pode ser como sentir o prazer do tacto em cada gesto de carinho: bocadinho a bocadinho.
É alegre de satisfação ver o fluir da inocência e da ingenuidade que se encontra no gesto de uma criança e o humano não se permitir a fazer o mesmo pelo seu contrário. Com certeza até estes poderão ser a mesma coisa, atitude e pessoa em todo o desenrolar do processo do seu tempo. Possivelmente todos os homens já foram crianças e todas crianças adultos.
A razão compenetra-se portanto em vários caminhos, porque são várias as escolhas do homem e que este poderá ou não fazer. Se me consentirem razão, ao filósofo, para filosofar, poderão contemplar a origem do absurdo no abstracto para o fazer. A sua subtilidade está na inteligência, e esta é a causa filosófica para a origem significativa da sua palavra, a primeira.
A inteligência é uma determinação da adaptação ao meio. Imputa valores pois não rende factores de decisões baralhadas, determina experiências de factos consagrados como teorias subjectivas e de constante mudança tão rentáveis como a materialidade da existência em denotações empíricas. E como "a existência precede a essência"...
O mundo humano convive com o podre para atingir as suas conclusões. Enquanto for podre. Quanto ao mais do deixará de o ser fará aquilo que pensar que será. Além do mais do que deixará de ser, lutará por mais. Uma conjugação realista da deprimência da escolha. A crença será o seu além, mas até o quanto mais não deixará nunca de ser uma escolha.
A realidade denota-nos estas pequenas devoções à sensação do existir, e tanto ao quanto sempre mais fomos um poço mar infinito de rejeições, por vezes nem para nós somos sempre justos, icebergues gigantes e profundos pela complexidade que atinge o minimalismo por todas as esfinges que nos arrepiam. A melhora é a acção do dia e o que se denomina "os [seus] caminhos misteriosos" de Deus, o seu plano, a sua sabedoria, a sua bondade. A compreensão atinge-se pelo acto de não pensar. A sua noção de ordem e desordem (Apolo e Dionísio) são o seu equilíbrio. E as minhas faltas de maiúsculas são estes caminhos misteriosos que percorrem à nossa renovação de valores que interpelam a maldade em arrogância e a bondade nesta ambiguidade finda do Eu até ao exterior do Mundo, a dualidade. Mas até isto não deixa de ser significativamente o acto de uma escolha.



Some folks are born made to wave the flag,
Ooo, they’re red, white and blue.
And when the band plays hail to the chief,
Ooo, they point the cannon at you, y’all!

It ain’t me, it ain’t me, I ain’t no senator’s son, Son.
It ain’t me, it ain’t me; I ain’t no fortunate one. No.

Some folks are born silver spoon in hand,
Lord, don’t they help themselves, y’all!
But when the taxman comes to the door,
Lord, the house looks like a rummage sale.

It ain’t me, it ain’t me, I ain’t no millionaire’s son. No, no.
It ain’t me, it ain’t me; I ain’t no fortunate one. No.

Some folks inherit star spangled eyes,
Ooo, they send you down to war, y’all.
And when you ask them, how much should we give?
Ooo, they only answer more! More! More! Y’all.

It ain’t me, it ain’t me, I ain’t no military son, Son.
It ain’t me, it ain’t me; I ain’t no fortunate one, one.

It ain’t me, it ain’t me, I ain’t no fortunate one. No, no, no.
It ain’t me, it ain’t me, I ain’t no fortunate son. No, no, no.

P.S.: Um óptimo inicio de semana para todos!