Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Maquinanda da despedia

O tempo trespassa conforme a execução da noção da mente.

A mentalidade é um processo de forma e formatura onde para o fundamentalismo não há espaço suficiente para todos, principalmente os denominados de "arqui-inimigos", que esboçam as mesmas temáticas de função, profissão ou inspiração de potencial evolução para a essência, esquecida neste caso, inconsciente, egoísta. Saída da memória a mente como ferramenta, escravizado o ser humano pelos seus próprios pensamentos manipulados e ainda presentemente manipuláveis conforme a conveniência, facilmente controlado pelo seu processamento quadrado de acordo com a sua ânsia e fins pejorativos, maliciosos.

A despedida, assim como todo o universo, é uma passagem transformativa. Indagável caracterização da fonte original e enérgica da morte, de um fim que tanto pode ser bom como mau em todos os seus aspectos de definição e perspectivas.

Na espiritualidade o conceito de comunidade também consiste num mar infinito quântico quer massivo, quer diminutivo, de probabilidades duais. Restringimos à noção de individualidade ou simplesmente confiamos numa aglomeração de pensamentos e panoramas, exigindo muito mais capacidade dessa individualidade.

O medo fundamenta os cobardes e a covardia aprisiona originando os vampiros. Estes tratam-se pela originalidade da falta da boa reputação ou exposição à luz do dia que, no entanto, em completa palidez de trato, exibem-se de noite pelo poder soberbo, avarento e hipócrita. São os literais bastardos, causados nessa depressão pela frustração.

Criar conflitualidade com o Mundo só porque ele é maior do que nós faz-nos esquecer um processo elementar da natureza: nós somos Ele e a maneira como o tratamos são as nossas consequências.

Estar-se-ia enganado se transformar o Karma em Dharma se vivesse numa crítica profunda todo o processo artístico na existência. Por outro lado acredita-se que o seu funcionamento é contrário: fala-se de transformação, empatia, amor, e promoção conforme se vai crescendo com as mesmas criações.

Os prémios e as vitórias na arte são um agradecimento mútuo à origem, aos primórdios e às iniciais que causam o nome da potencial central energética do que “aquilo” é hoje.

No entanto, a sua manifestação será eternamente um esboço pelo tamanho do homem na verdadeira constituição de Deus. Mesmo com amor e o seu rótulo viciado de aparência, é muito fácil eliminar através da verdade naquilo que realmente somos.

Esta peça musical é a sensação que faz causar viver em Espinho, esta “história contada” individual, o discurso, a minha «palavra em uma asa», estes pequenos análogos três meses de emoção em que se aperceberia através da projecção do que se tornaria se fosse para sempre aqui. O acto de viver uma vida é a própria vida, nunca o controlo, nunca o silêncio, a cobertura, a tentativa impossível do esquecimento com o quem ou o que se aprendeu e com o quem ou com o que se faz parte daquilo que verdadeiramente se é, e sempre em manifestação pública, óbvia.

Esta melodia é a sua impulsão intuitiva, a sua analogia criativa, a sua representação, o seu esboço, o seu quadro, a sua evolução, a sua arte propriamente dita.



In this age of grand illusion you walked into my life out of my dreams
I don't need another change, still you forced away into my scheme of things
You say we're growing, growing heart and soul
In this age of grand illusion you walked into my life out of my dreams
Sweet name, you're born once again for me
Sweet name, you're born once again for me
Oh sweet name, I call you again, you're born once again for me
Just because I believe don't mean I don't think as well
Don't have to question everything in heaven or hell

Lord, I kneel and offer you my word on a wing
And I'm trying hard to fit among your scheme of things
It's safer than a strange land, but I still care for myself
And I don't stand in my own light
Lord, lord, my prayer flies like a word on a wing
My prayer flies like a word on a wing
Does my prayer fit in with your scheme of things?

In this age of grand illusion you walked into my life out of my dreams
Sweet name, you're born once again for me
just as long as I can see, I'll never stop this vision flowing
I look twice and you're still flowing
Just as long as I can walk
I'll walk beside you, I'm alive in you
Sweet name, you're born once again for me
And I'm ready to shape the scheme of things

Ooh, ready to shape the scheme of things
Ooh, ready to shape the scheme of things
Ooh, ready to shape the scheme of things
Ooh, ready to shape the scheme of things
Ooh, ready to shape the scheme of things
Ooh...

Lord, I kneel and offer you my word on a wing
And I'm trying hard to fit among your scheme of things
It's safer than a strange land, but I still care for myself
And I don't stand in my own light
Lord, lord, my prayer flies like a word on a wing
And I'm trying hard to fit among your scheme of things
It's safer than a strange land, but I still care for myself
And I don't stand in my own light
Lord, lord, my prayer flies like a word on a wing
My prayer flies like a word on a wing
Does my prayer fit in with your scheme of things?

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Maquinanda Interactiva (parte2); Terceira e Última Sequência.

Capítulo 3
Etimologia a Génesis

Surge a Cabala,
Assim como assoma o Big Bang.
Para o Éden nada disto tinha fala,
Pois Deus não é como os anjos, é yang.

Passa a existir,
Assim como o nada se sabe ainda hoje no Universo,
A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Nada a omitir…!
Assim como Camões ainda hoje prosa em verso,
O cantar é o desígnio do semi-deus em Hércules nos seus trabalhos tal.

A evolução torna-se Bocage,
Pois Lúcifer não se podia transformar em mais senão cópia:
Sofrer faz parte da nascença
E nenhum Signo do zodíaco tem simbologia na costela.
A alucinação no génio assim age
Na sua controvérsia e atribulação ópia:
O mito depois do túnel do esquecimento em toda a crença.

Na razão a ciência para o controlo de toda a esfinge,
Toda a erudição da Filosofia para todo o contacto e paz e o convívio do metafísico,
Retornando assim a Satã para Hesse criar o equilíbrio.
Surge a significância que atinge:
Maomé, Lao Tsé, Noé e Moisés, o tísico;
Platão e Sócrates, progenitora repartida sã, o sensor círio.

No início e no fim toda a gente e ninguém sabem de nada.

Na Era de Carneiro, os carneiros,
Em que proveio Peixes, o redentor,
Com Aquário o absoluto amor
E o resto é Almada de Negreiros.

E detestei terminar com este nome por ser tão básico
Para aquilo que tinha ainda de construir.

Já dediquei todos os poemas que tinha a dedicar à Babilónia,
Dêem-me um bloco de notas para escrever!
Agora só me falta conhecer a Estónia:
Que me falta faz o mundo entender!
De todas as visões que encontrei no horizonte,
O Povo é o único que me faz mover.

Não há mais conhecimento teórico para perceber,
O que falta é a prática fazer,
Dei tudo pelo nome da Glória
E agora só me falta dizer a História.
Não sei onde estava há pouco,
Sei que não queria dizer nada e com a mente me entreter.

O que vejo não é o que sinto,
O que sei não é o que vejo,
O que sinto é o que sei que minto,
E só me falta ver, é o verdadeiro amor, num beijo.

O mais profundo vem depois,
[Estúpida realidade que nos aprisiona
Que nos engana com o que vem a dois],
A dualidade que nos condiciona
Com o que teme aquilo que sois.

Falo para o mundo interior sem vontade erudita de escrever,
Um eu outro sem sentido para morrer.

Acabou! A minha vida acabou,
Disse Adão!
Não tenho mais por onde caminhar na minha vida,
Não tenho mais mares nem oceanos por onde percorrer.
As emoções acabam de pertencer ao Ego!

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Maquinanda com caroço

Não pretendo com mais esta "posta" falar de modo algum de qualquer tipo de assunto político. Nem sequer pretendo indagar sobre o Partido Socialista, nem sequer sobre o nosso querido Sócrates, nem muito menos de eleições legislativas, autárquicas ou coisa parecia. Para provar o meu total afastamento das questões políticas, que sim ocupam a grande maioria das minhas "postas" neste blog, escolho um vídeo com a designada "gaja boa", a já mítica Carolina Patrocínio! Confesso que mal por mal, continuo a preferir os calções bem curtos da Diana Chaves, e pena tenho eu de não lhe poder atirar com uma parede para cima, a ver se ela conseguia passar pelo buraco... Mas voltando à menina bonita da SIC ( e pelos vistos do PS também), é sempre bom saber que só come cerejas quando a empregada lhe tira os caroços (e nós que gostamos de caroço Carolina como fazemos?), mas é bom saber que a menina emprega uma qualquer emigrante ilegal, só para lhe tirar o caroço (volto a referir que as prefiro com caroço). É de pessoas destas que esta nação precisa, pois nota-se um elevado QI, uma futilidade a roçar a ignorância sobre a realidade que a rodeia, e como a própria diz, gosta de ser notada! Ora não podia então ser menos vulgar a moça, pois de facto com aquele tom de tez castanho algarve/solário, passa a ser facílimo encontrar Carolina num qualquer evento social, a não ser que seja num evento ali para os lados do Seixal ou da Cova da Moura, onde certamente o seu tom de tez deixa de ser exclusivo seu! Mas enfim, são contingências de uma celebridade, que deverá escolher a dedo os locais onde socializa, não vá o protagonismo ser roubado por condições de contraste desfavoráveis ou então por uma outra tipinha qualquer ali da zona de Lisboa com a mania que é "comunicadora" e apresentadora de TV... Mas sempre sem caroço claro!
A cereja no topo do bolo, é mesmo a Carolina admitir que prefere fazer batota a perder, o que revela uma natural queda para a política (pois já parece que a vejo sentada na Assembleia sentada junto das sexy bombs do BE a discutirem qual o melhor lipgloss do mercado). Ora é perfeita então para ser mandatária para a juventude do PS nas próximas eleições! Todos os jovens portugueses são autênticas fotocópias de Carolina, até eu gostava de ser como ela, porque pelo menos sempre tinha quem me tirasse as graínhas das uvas (ufa que trabalheira que isso me dá e as dores atrozes que me provocam no cérebro!).

Em jeito de conclusão para esta "posta", devo admitir que no que toca a Carolinas, continuo a preferir a Salgado e por dois motivos apenas: pelo menos caroço parece que não lhe falta e para além de fama, tem sem dúvida o proveito! No fundo esta Patrocínio sabe-me a pouco, assim ao género de cereja sem caroço, e o que eu gosto de caroço...

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Maquinanda Interactiva (Parte 2); Segunda Sequência.

Capítulo 2
Lúcifer



O anjo caído morreu.

Renasceu na beneficência dos céus

E vingou-se da sua mágoa divisória do óbvio da sua certeza

De se desconhecer de quem é.


O túnel do esquecimento:

Surgiram as energias da esfera celeste

E assim os seus mentirosos.

A filogenia de Virgílio acontece-se

E torna-se assim a subjectividade do Sagitário

E nascem os gregos.


No paleolítico o ancestral,

Toda a sua obra de criação,

A estúpida evolução da conservação romana,

Que torna toda a ilusão,

Humana.


Toda a natureza não linear que é oposta ao sentido da semiótica;

Como já disse, e tinha, referido;

Como do nascimento dá-se morte,

Dantizada foi a transformação,

E daí se deu o nome a inveja.


Etnografias de uma vitória contra o desconhecido

Como os valentes mares voadores marinheiros,

Esotéricos de tão poderosos desses grandes

Que nem me atrevo tamanha ratice esta magia aos vencidos.


Para sul o que é do sul

E para norte o que é do norte,

Mas quem abrangeu estes muros

Foram os grandes capitães da morte.


A oriente e a ocidente o refugo

Da ignorância da sorte,

A todos estas condições de vida,

O qual o passado é desconhecido e forte.


Na arte este anjo somente se poderia denominar-se homem

Às extravagâncias do seu além

Na cabeça do lugar da mente da actual dualidade totem.


Retornei mais uma vez aos Maias por sua natureza,

Para perceber aqui a adaptação do raciocínio também mental de ontem.

A serpente se conjugou na sua máscara,

Achava-se demasiado réptil magro insignificante.


Um cobarde da melodia de Baco

E contemplador da acidez de Da Vinci,

Numa droga muito biltre:

Pobre de orgulho,

Mas potente de sobrevivência ao vício,

Em que a parte do corpo que sofre é a correspondente a Gémeos.


Polímata etnográfico brejeiro

Que só consegue quebrar como potencial a tentação,

Careca de virilidade

E gordo de interregno.


Como todos os agentes secretos

Gostava de ter vários nomes e formas,

Países e raças.

Dantes animal, agora diplomata.


Sem acesso mais a Deus

Por seu abandono como a raiva de Zeus

Compaixão em seu abraço

Do convívio à mesma imagem:

Aquilo que está em cima

Como o que está em baixo.


Ainda pela raiva, levantada mente, cego,

Pelas asas eternas pelo potencial mesmo a qualquer um dos seres minis,

O seu nome favorito era o ego

Assim como o James Bond gostava de vodkas martinis.


Ao Jardim do Éden a concernência à potencia de todas as entradas à eternidade,

Foi ter com o seu interlocutor

Por mera simpatia de ser seu progenitor.

Perante a árvore da vida:

Pele morena,

Suja de pureza,

Levanta-se com a reputação de Helena!

Inunda de mistério e leveza!


Angelical textura de seus traços,

De seu gesto,

O Alcorão sabido como a tabuada em seus laços,

A confiança pura do Super-Homem: o seu alter-ego!


Como já os laços da serpente são constantes e progressivos,

Aí cedeu a tentação,

Partindo o Pecado Capital que é a Comunicação, sensitivos.


Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Maquinanda Interactiva (Parte 2); Primeira Sequência.

Babilónia.
Prólogo.



Capítulo 1
O Éden

O Universo era circular por fora
E universal por dentro.
O tempo era casebre por fora
E espaço por dentro.

Brilha o tom de castanho no jardim do éden.
Um grego astuto vibra por fora,
Como sinal sensível feminino por dentro.

A vida era um sol que penetrava a pele queimando,
Insuportável arfa que afagava cá dentro,
O pensar não existia naquela altura,
Nem como coisa que se parecesse, por dentro.

Os rios, os mares, o sangue,
Tudo existia na Natureza.
Como agora.

Houve um dia,
Nos quais os dias não existiam,
Que Deus decidiu figurar o Homem
Por analogia a uma visão das realidades paralelas
Pois, só, não existia uma realidade.

Na ascensão a esses pecados,
A união confraternizou-se,
Porque nunca existiu uma separação na natureza.

A energia propagou-se,

Surge uma virgem no seio do pão
E a essência da vida,
Muito adulterada das suas origens,
Sem controlo da sua saúde,
Pois evidência do seu oposto,
Como toda a essência da verdadeira natureza.

É assim a energia.

O instinto é um olhar materno e matreiro.
O amor supera silêncios.
E ora como o silêncio não existe…

O óbvio parte do instinto,
É o seu meio,
Como toda a carne invade o ser.

Havia um abismo
E os seus cabelos loiros resplandeciam o ser.
Brilhavam como as folhas penteiam pelo vento
A nossa contemplação.
O gesto, aquela sensualidade.
Aquele gesto de carinho que só o interior podia invadir o ser.

Saiu cá para fora como toda a expansão do cosmos e o seu buraco negro- a simbologia
Para aqui não interessa -Baseemo-nos
Em factos
De toda a realidade invisível que não existia até então!

O agora é promíscuo,
Mentiroso,
A semiótica quadrada e hieroglífica estava a nascer pelo acto de ver!

O Super-homem subia ao alto para ver a totalidade do planeta terra,
Mas via-o com tamanha clareza como uns olhos que contemplem o mar,
Uma mão calejada que acaricie a enxada na castanha,
Uma confecção mais pura de ingredientes sem mistura,
Melhores e mais misturadas do que não mais podia haver:
De Protões, Electrões e Nutrientes
Que na altura não se podiam ver;
Os Maias são os seguintes.

A grande diferença desta época
É a nossa inteligibilidade contemporânea ao estado puro.

A este estado puro.

Lá nasceu
E as redondezas firmes e tenras originaram a arte,
Ele só tinha denominado até então os animais
Para originar a semiótica,
A diferença é que a semiótica era intemporal,
Como todo o paraíso:

Deus era sua imagem,
Perto, significativamente perto.
A minha arte da escrita
É figurativa.
Aos olhares vivenciados desta experiência,
Que é a factualidade do meu sentir,
Como a tentativa do descrever pessoano:
O estado do eu, do poeta,
E aí se originaram as trevas,

Das trevas, a luz,
Do planalto, a queda,
Do voo, a eternidade,
Da regra, o tranquilo,
Deus e o Homem.
A inexistência e a factualidade do crescimento pulsante do caos,
Da materialidade,
A imaterialidade existente e a força vibrante do sentir,
O amor.

O conhecimento é um processo inatingível,
É o algo ilusório e inimaginável de se sentir aqui,
O espaço tornou-se insignificante,
Ininteligível o conhecimento de se exprimir,
Na metafísica não vocábulos,
Apenas tipógrafos,
O caos de se sentir.

A escolha é a razão do destino;
Objectivo daqui
Que determinou isto e não aquilo de se redimir!

A complexidade de se explicar o nascimento
Pelo género,
E nunca pela divindade do sito,
Da pureza da circunstância
E do limiar do seu tempo.

A mente é isto e foi isto,
E sempre será isto,
Por isso é que ao mesmo tempo surgiu a serpente,
E toda a mitologia do simbolismo.
Ridículo de se exprimir,
Óbvio de se restringir,
E assim as consequências da mentira,
E a inexistência da culpa.

No fundamentalismo foi tentado,
De carne em carne foi estipulado,
Que não era aquela que vemos agora.
A pureza é tão ridícula
Como a descrição de um jardim Baudelaire para um cego!

Ele é Baudelaire o próprio!
Ele é tudo inclusive Rimbaud!
Ele é a voz de Einstein!
A criação Frankenstein!
Ele era a visão astrológica dos pés!

E uma visão é sempre futurista,
Porém uma vanguarda do tempo,
Na perspectiva dual do filósofo.

Deparava-se com a teoria de Mallarmé pela frente,
Mas os anjos não têm sexo.
Excepto quando caem.
Isto é a essência kármica da eternidade da natureza,
A criação os seus milhões de metáforas e significação
O fim do sofrimento a evidência,
A evidência tal de pôr em questão
O inquestionável de tal riqueza,
A mesma criação
De por outro lado tristeza
De tanto querer a conclusão,
E a vontade é a existente certeza.

Com tudo veio com tudo,
Conteúdo,
E neste tédio falemos então de tentação.

Preenchimento desnecessário e vanglória da minha vida,
Mas, na literatura, até Deus escreveu,
E terminou o capítulo com o nome de Apocalipse.
O poeta tinha razão:
E não há nada na literatura que tire a sua natureza!

A sua essência de sentimento sentido de riqueza,
Retornemos ao estado de pureza.

Nasceu
- Já só por si esta palavra é mágica e maravilhosa.
Erudita de graciosa como a sua beleza ruiva de displicência,
A sua maciez felina de delicado carinho,
Um sabor amargo de destino,
Apolo e Dionísio,
A mecânica nietzschiana
Do prazer.

(Se hoje víssemos interpretação,
Seria kafkiana.)

Mas como Dante foi o primeiro,
É nele que me vou basear e fazer
Aquilo que o ser humano é detentor por merecer.

O Povo,
Origem do nosso novo,
Significado intrínseco do querer,
Filhos pródigos do amanhecer
E colectores do apodrecer,

Em Dante o remeter,
Que aquilo que vou aqui fazer
É só a descrição de todo este bem-querer.

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Maquinanda de Seduções

Em momento de Bons Rapazes, a caminho do jantar no final do dia de ontem, já clarão atravessava somente na Costa Verde Portuguesa. A terceira antena da rádio caminhava um contacto informativo de comunicação de sul para norte de uma guerra silenciosa, com certeza a mais importante mensagem para o ser, e não para o ego. Álvaro Costa apresenta-se na forma envolvente emotiva que uma voz de rádio se compreende para atrair o ouvinte e deliciar-lo com a música seguinte que se apresenta (muito típico da carolice de «Oceano Pacífico», com o João Chaves).
As palavras do mestre da rádio do rock português afirmaram:
- "Cá vamos passar então de seguida para mais uns The Cure com Lullaby. Estou a observar neste momento um pôr do sol magnifico aqui do estúdio onde estou sentado! Indescritível! Não tenho palavras!" - Eram nove menos um quarto da noite!
Há palavras que não precisam de contemplar poesia, nem suavidade no tom, nem toque no olhar imaginário. Por vezes basta a crueza da magia da beleza da natureza projectada numa verdade que contempla e atinge mais depressa o ser que é mais profundo do que o toque de um desejo na macieza de um projectar que se aprecie e que nos faz achar, entre nós, no nosso interior, somente nós, especiais. Apesar de nem sequer ter prestado atenção, este momento de toque no olhar imaginário fez-me achar a linha do horizonte de uma das ruas principais espinhenses (33) onde descia de automóvel, e na observação dos somente clarões no desaparecer, vi a clareza da suavidade de um pôr do sol nítido, o que com certeza pode também ter prendido centenas ou mais de ouvintes, ou até nenhum. Com a pressa que tinha em mudar de estação em desejo e ânsia por mais, ou algo diferente, prendeu-me, ouvinte, à antena.
Fez conhecer ainda uma das mais emblemáticas músicas que acompanhou o cenário imaginário e criativo da realidade de uma das bandas mais mediáticas dos anos 80, a qual a música conhecia pouco, muito diferente das suas linhas de influência e estilo, com este clip referente a uma mensagem única e que baseou todo o meu resto de noite. Há mensagens coincidentes da Nova Era que literáriamente não lhe são, de facto, concebidas qualquer tipo de explicação, racional ou explicativa, unicamente sensível e intuitiva, da atracção no destino do mundo contemporâneo em todas as suas filosofias que mistificam o profundo de nós, o seu verdadeiro encontro, o encontro do profundo de nós, o profundo de nós, nós mesmos. A cura.



«I spy something beginning with s...

on candystripe legs the spiderman comes
softly through the shadow of the evening sun
stealing past the windows of the blissfully dead
looking for the victim shivering in bed
searching out fear in the gathering gloom and
suddenly!
a movement in the corner of the room!
and there is nothing i can do
when i realize with fright
that the spiderman is having me for dinner tonight!

quietly he laughs and shaking his head
creeps closer now
closer to the foot of the bed
and softer than shadow and quicker than flies
his arms are all around me and his tongue in my eyes
"be still be calm be quiet now my precious boy
don't struggle like that or i will only love you more
for it's much too late to get away or turn on the light
the spiderman is having you for dinner tonight"

and i feel like i'm being eaten
by a thousand million shivering furry holes
and i know that in the morning i will wake up
in the shivering cold

and the spiderman is always hungry...

"Come into my parlour", said the spider to the fly... "I have something... "»

P.S.: É sempre bom estar de volta...! ;)