Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Maquinanda Sequencial

Depois de um magnífico Voyage Voyage de Desireless, gentilmente concedido pelo meu querido amigo e colega «Onde é que está a Luz?» no seu Blogue, qual o processo sequencial musical numa noite de luar de semana para relaxe e descanso de copos do fim de um dia de trabalho na rádio excelência, a erudita M80 (a “emissora católica portuguesa” de selecção do grandioso ícone Autobonga), a caminho de casa?
Bom, a resposta a esta questão impressionou-me deveras com tamanho espasmo que normalmente uma banda cliché como estas me redoma obviamente, pelo facto comprovado que não vou com o tempero do seu vocalista nem à lei da bala.
Outra banda que já me tinha impressionado assim dentro do mesmo grupo de renegados do meu preconceito foram os Scorpions com o seu tema pessoalmente incógnito Holiday, ouvido na mesma circunstância e na mesma rádio num tempo ainda mais antiquado, nunca o tendo conhecido como single nas minhas visitas aos arquivos e no seu período do Best of que foi a minha chegada à primeira paragem com certeza menos de vinte anos.
Se há evidências são as que não sou amante de nenhum de todos os clichés habituais: Beatles, Pearl Jam, Xutos e Pontapés...
Mas há especificações matemáticas e cientificas comprovadas no seu tecnicismo artístico que é a música que não posso deixar completamente de lado, devendo portanto analisar, realisticamente, de que se tratou de uma sequência em "malha" muito bem sacada.
A sequência que vamos ouvir a seguir trata-se de um relembrar das rolhas dos anos 80 em dedicatória à parolice de João Loureiro pelo facto deste não saber cantar e o seu estilo e o que compunha e etc.
Quanto à letra escapam aqui coisas sãs, obviamente translúcidas no seu iniciar que reforça a minha dedicatória aos Ban e à mentalidade portuguesa dos anos 80 no seu subterfúgio eterno ao elucido e à estupidez do derrotismo e de querer sempre andar para trás.
Admiro somente aos amantes grupos ouvintes e frequentadores de concertos que naquela época se mantinham sempre fiéis às bandas portuguesas como a dos «Filhos da Nação».
(Uma dedicatória de pesquisa etnográfica ao meu amigo Fred, pois estas fontes de informação foram inspiradas nele e nas suas histórias, relatos e factos experientes vividos em Espinho do que realmente se andava a passar; salve):



Vai, DJ!



«... depois da V2 DDT PBX
Ketchup K7 kleenex kitchenette duplex
Twist again colourful wonderful
Chegou o T2-T4 c/garagem pró P2 turbo sound disco sound discussão ?
Video-Club joy stick midi high-tech squash & sauna
Compact D (compre aqui?)...»
Ser mãe era a aspiração natural de todo o homem moderno
Ser o melhor é normal para os novos pobres deste colégio interno
Ter medo é a pulsão fundamental do criador & artista
Estar sóbrio é continuar permanecer positivista
«... E dantes as máquinas estavam sempre a avariar...»
Mas com uns pós modernos nada complicados
Sentimo-nos realizados
Ah! Os pós modernos agarram na angústia
E fazem dela uma outra indústria
Com os pós modernos nunca ganhamos
Mas também nada investimos»

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

São João for beginners

Já à alguns anos atrás tentei explicar a um amigo meu irlandês, qual o conceito das festas de S. João na cidade do Porto. Expliquei-lhe que a tradição era andar pela rua fora toda à noite, armados com plastic hammers e tal como na guerra, dar e levar marteladas, entre bailaricos de bairro, fogo de artifício, encontros imediatos com alho porro e muita disposiçao para andar a pé, até chegarmos a mais aquele tasco.
Ele de início riu-se, e parecia não acreditar no que lhe dizia, mas certo é que na véspera de S. João desse ano (2004), quando saímos do bar onde trabalhávamos na ribeira do Porto, ele parecia não estar a acreditar na loucura que via nas ruas! Eram 5:30 da manhã, e milhares de pessoas "curtiam" a festa por excelência da Invicta! Havia música, o ar ainda cheirava a sardinhas assadas, milhares de copos e garrafas espalhados pelo chão, provam que a folia tinha sido rija e estava para durar! As marteladas continuava a atacar-nos sem aviso prévio!

Para salvaguardar todos aqueles que não conhecem a verdadeira romaria portuense, aqui ficam alguns apontamentos sobre o que se irá passar hoje à noite. Junto igualmente dois vídeos, que mostram como serão atacados pelos martelos e como poderão acabar a noite a dançar! Mas que bela Maquinanda será esta noite!

São João é o Santo mais festejado em todo o país. Pelo menos é o que nos diz o Cancioneiro Popular:

"Até os mouros na Mourama
festejam o São João.
Quando os mouros o festejam
que fará quem é cristão."

As festas em louvor de São João, que conservam grande parte da sua tradição original no Norte do país, e principalmente no Porto e em Braga, são de inspiração bastante mais pagã que as festas em louvor de Santo António ou mesmo de São Pedro.

De facto, estas festas lembram as festas solisticiais romanas, sobretudo se compararmos as danças em redor das fogueiras, onde são queimadas ervas aromáticas, nas orvalhadas, luminárias, balões ou mesmo nos banhos matinais típicos.
E, na noite de 23 para 24 de Junho, não há portuense que fique em casa.Alho-porro, martelinhos de plástico
Nas ruas, os foliões passeiam o alho-porro, os martelos de plástico, compram manjerico e comem sardinha assada. E é este espírito folião do povo que enche Junho no Porto.








PS.: Não consigo deixar de ser mais concreto que o meu caro companheiro de blog! Já agora, onde vais passar o S. João cara Efervescência da Mente??

Maquinanda de S João

Onde há cães afinal há gatos
Comprovei com os meus próprios olhos
A mansidão alastrou a bondade da educação até nos animais
A cooperação deles é justa apesar de alienada

Nos rituais de passagem de uma aldeola qualquer
Pela primeira vez a sabedoria popular se enganou
Afinal ela não é tão sábia quanto isso
Tem a ignorância da sua prepotência e provincianismo

Tem a inveja curricular subsistente do obedecer
Tem a intriga curricular do viver
E quem tem o conhecimento é a essência do ser
Por aquilo que deseja e não oprime

Na vanguarda da descrença uma nova luz nasce
Por esplendor da decência que a convicção haste
De que vale de mim prometer
Se não contenho em mim a convicção?

Em plena véspera de S João
O povo comprometeu-se no ridículo da submissão
Em ter de viver os proscritos do seu ritual de omissão
A passagem para uma nova era em que Portugal continua pedinte

Descarrega em si as suas frustrações em entidades que o representam
Um tiro no pé pelo desejo abominável de sexo e a reputação que alucinam
Contendo vésperas de inconsciência que determinam
O teor da sua solução que abasteçam

Os rituais de passagem são a sua solução
Pela quebra e fim duradouro
Que faz prevalecer do Douro
E o desleixar e destruir memórias que alucinam

Um tema corresponde à sua verdade e não pela cobiça que fascinam
O poder é um termo de verdade pela vontade e não pela moral derrota
O apoio e a união são a ascensão
Que por todos quando conscientes se atingiram

No entanto, continua-se a viver em pratos sujos
Pela não refutação própria da sua contemplação
Se não acredita em nada me dirão
Em quantos S João se vão

Nesta plataforma da vida
Não se diz sabedoria nenhuma
Diz-se podre e afins
Da luz que é alguma

No termo do silêncio a cobardia pelas suas próprias convicções
O impedimento trágico das suas acções
O meu bem do mundo sem matéria é a escrita que é seu
E o teu?

Neste equilíbrio de força finda
Na maravilha do nascimento de maravilhosa Carminda
O elemento essencial que é recolha
Onde está a tua escolha

Homem sábio sem limites de rodeios e discursos?
A luta não existe
É criada na tua cabeça que persistes
Quando é que te deixas de merdas e assistes?

A solidão é um prato de papa fria
A vingança é a sua serventia
O resultado é a murmura tia
Que por frustração serviu a casa pia

Sem pontuações nem acentos
Simplifico a tua cabeça mirra
Que por muitos desalentos
Nunca quebrou os teus talentos

Vê lá se serves a massa birra
Para a arte de Deus contemplar a tua luz interior
Se não percebes isto vai-te foder
Que o teu destino é seres um sofredor!

Neste ego de angústias
Elas estão em ti
Por tudo aquilo que é de si
Por eu existir neste mar de pelúcias

Quando é que tu determinas a tua verdade sem manipulações
Quando enfrentas este mar sem opiniões
E concebes o teu próprio caminho
Sem razão estúpida de pergaminho?

Quando te afirmas pelos outros
Quando verás na praia magníficos potros?
Quando ascenderás na tua essência
Que se não sabes qual é, permanência

Quando viverás sem mim
Aceitando a minha insignificância que servirá para ti
Cheirando as flores de jasmim
Que não obtiveram história em tua autoria e são em si?

Enojas a tua própria convicção
Por isso ela não te aceita
Entra pelos mares da imensidão
Que são a tua criação em colheita

Este é o fim da tua insignificância
Pois não escreverei mais sobre a tua ignorância
Enganaste-te, eis a tua implicância
Até a própria natureza é maior do que tu na errância

Queres mitos de ateu
E promessas de Prometeu
Sem conversares com os animais
Sem prazos de dinâmicas viscerais

Cria-os para o teu bem
E vive-os com ninguém
No amor da confiança
E a esperança da perseverança

A força da estipulação
E a união da tripulação
Sem convicções políticas
Sem obsoletas e obscuras líticas

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Maquinanda Inopinada (Ver)

"(...) O que vejo não é o que sinto,
O que sei não é o que vejo,
O que sinto é o que sei que minto,
E só me falta ver, é o verdadeiro amor, num beijo. (...)"

(Excerto do poema Babilónia encontrada
nos cadernos perdidos, já antigo - uma composição para
com certeza ainda desenvolver.)

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

A Rosa que murcha

Começa a parecer que a rosa maioritária da nossa pequena e gasta democracia, começou ontem a ficar sem água. Facto estranho uma vez que à quantidade de àgua que tem entrado no barco do governo, como pode este bonito e sempre bem vestido roseiral, estar a definhar sem esse bem precioso que é o voto? De facto, se voltarmos um pouco atrás, percebemos que algumas das vagas que atingem o barco da rosa, mais se assemelham a verdadeiros tsunamis, que inundaram de água os últimos meses de governação socialista. Ora se virmos bem, talvez o maior tsunami tenha sido o da educação, com duas manifestações de escala apoteótica (dificilmente haverá um professor neste país que vote novamente neste governo) que certamente custaram uns bons milhares de baldes de água ao roseiral. Mas o tsunami teve réplicas e das boas, como foi o caso do Frí Pór, já para não falar do eterno Magalhães ou da impunidade dos BPNGate ou BCPGate...
A juntar aos tsunamis, o casco do barco ontem mostrou definitivamente vários rombos, uns vindos de direita e uns bem maiores do lado da esquerda! O que valeu para o rombo não ser ainda maior, foi o capitão Alegre não ter participado (o jogo dele são mais as presidenciais), senão à custa dos tão em voga independentes e movimentos independentes de cidadãos, o roseiral teria já sido transformado num útil e cheiroso fertilizante.
Curiosos são ainda os títulos que fazem as manchetes dos media de hoje, que dão os louros à laranja e lembram à rosa que a seca parece estar para ficar, ao mesmo tempo que se dão menções honrosas aos respectivos partidos dos manos Portas. Cá para nós, achamos que a rosa começou a murchar, mais por causa do excesso de àgua de ontem... a chuva deve ter motivado os eleitores a ficarem em casa, confortavelmente a ver o Chiado Terrace, é que sair de casa para votar com aquele tempo... se ainda fosse para ir para o shopping, passear para a Bershka ou ver as novidades da Zara, agora ir votar?
Não nos parece necessário alongarmo-nos muito mais sobre os motivos para o murchar da rosa, uma vez que as razões estão à frente dos nossos olhos. Se Maquinanda fosse um órgão de comunicação social, apenas poderíamos dizer que estas seriam as manchetes escolhidas para passar em rodapé, durante a nossa maratona eleitoral:

Partido da Abstenção esmaga roseiral, laranjeira e companhia
Bloco de Esquerda: a multiplicação continua
Paulo Portas afinal ainda mexe – solário não acabou com o bicho
Vital acusa Avô Cantigas de lhe roubar eleitores mais novos
Manuela Ferreira Leite declara: “Sinto-me desejada!”
MMS: Partido fica sem saldo e apresenta queixa à TMN
CDU: “O Alentejo continua a ser nosso!”

Manifesto do Autobonga

«Finalmente, o teor filosófico da definição do realismo»:

O Autobonga é um movimento artístico de honra e despeito ao deleito com proveniência ao prazer. Originado através da mesma fórmula conhecida, científica e justificada de como surgiu o mundo e apareceu a matéria, a origem pode simbolizar-se através da leitura zodiacal da natureza dos seus elementos para a melhor compreensão possível. O fruto do acaso é norma da vida para a ascensão e a sua evolução em arte que contempla a norma kantiana do prazer nos termos do seu sentido.

Se Hegel estava correcto, são as nossas categorias estéticas de conhecimento e acção, os valores éticos são a nossa reputação.

Os símbolos que são o nosso consentimento para nos tornarmos familiarizados com o público, são o nosso conhecimento pela publicidade e normas políticas contemporâneas institucionalizadas. A forma acrítica é a originalidade e a intervenção cultural inerente e disforme para a capacidade de fruição dos seus intervenientes, é uma vanguarda artística original portuguesa.

As normas religiosas, o mais controverso porém o maior consolo de partes pela clarificação do nosso avangarde tradicional, o putrificado do estado nação das nossas incertezas e a instalação de uma nova compreensão da realidade através do humor e dos movimentos clássicos já históricos da nossa sociedade popular, são os factores a que nos devemos resolver dirigir.

Portanto, poderemos resumir que o Autobonga se baseia em quatro partes constitutivas e movimentadas: publicidade, normas políticas, normas religiosas, e experiência profissional de tudo o que há de bom neste mundo que é a técnica e o acesso da oportunidade ao conhecimento tanto científico como lúdico.

A fotografia, a película, o momento, são constituições reais de acontecimento que formulam história de vertentes comunicativas para reminiscência de estilos, transmissão de sentimentos através de mensagens pela própria disponibilidade à experiência do seu fruidor. Normas e vanguardas estéticas e semióticas neo-popular de vários suportes e outros meios.

Os elementos constitutivos temáticos de colegas de equipa como o humor televisivo, sendo os actores humoristas, apelam ao nosso reconhecimento como artistas dos novos suportes digitais e equipamento online de conceito real e virtual.

O conteúdo e temporização central (temáticas) das nossas características apelam e formulam à vertente das normas populares que despeitam o clássico por outro clássico em todas as formulações de limpeza e creditação cultural que todo o país Portugal necessita.

A descoberta do colosso da profundidade melancólica na ascensão aos seus de um eterno e autêntico prazer de sedução pelo conteúdo.

A aculturação popular portuguesa é abrangente, heterogénea, articulada e multi-racial. De uma superficialidade abusiva que compreende profundidades extraordinariamente históricas. Apologista etnográfico comportamental de costumes pela normalização do ritual e propriedade imaterial.

Uma reunião interactiva e interventora de acção pela norma do bom costume, adjectivados éticos no receio da perda dos melhores constituintes da progressão histórica. A fala e a partilha do povo que são os nossos verdadeiros artistas e as nossas verdadeiras inspirações para toda hipocrisia social existente nos termos do nosso meio como a feia mentira e a injustiça de causalidades e equilíbrio sentimental do bem estar à felicidade e amor eterno de entreajuda à conjugação latente.

Um equilíbrio reunido à evangelização e ligação espiritual definidas mediaticamente pelas correntes da Nova Era na panteísta oposição de projecção por apologia antes à crença e à fé, os primados puros das religiões impuras (ou políticas).

A busca eterna como define a Estética por uma verdade absoluta pela inevitabilidade do fim dos nossos dias aceites pela nossa carga exponencial de excelência e conhecimento do mundo pelo nosso trabalho e sofrimento de intrigas. O atingir da estabilidade última para o eliminar do desprazer dos nossos mestres antigos que nos concebem o conforto e o luxo máximo e a própria existência deste Manifesto que apela à loucura como a liberdade, circulação da expressão e a justiça no seu sentido de quebra do mórbido, do costume, da banalidade e do fútil que é a existência das velhas carcaças abutres deste país.

Portugal necessita crescer através do seu potencial intelectual que é a sabedoria do povo com a quebra total da dependência de factores, mantimentos luxuosos materiais e insaciáveis inclusive a dúvida do reconhecimento lúdico correcto do próprio ser.

A fama é o termo mais subjectivo e acrítico das nossas interrogações e aderências pela sua dualidade incerta e desequilibrada pelo crescimento ainda necessário de conforto e comodidade deste país para a progressão ao exterior do planeta Terra na excepção da meditação aos campos de busca da convicção de cada um.

«És livre, logo, responsável» – silogismo consciente pela configuração democrática filosofia clássica greco-romana necessária aos valores constituintes da individualidade pós-modernista essencial.

[De fontes de informações correspondentes dos mesmos genuínos provenientes intervenientes - muito obrigado pela entrega, abraço, "Autobonga para Todos!"].

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Maquinanda Set it Off

Nesta semana tudo continua na mesma. Neste pequeno pedaço de Espanha, de nome Portugal as notícias continuam a ser as mesmas, sobre os mesmos esquemas e fraudes. Clientes do BPP que barram a saída do ministro, os ataques do PS a toda e qualquer oposição por causa da eleições europeias, como se tivessem grande legitimidade para contestar seja quem for, uma vez que o seu candidato vital, mais parece o avô cantigas! Para além disso, a nossa selecção está aqui está arrumada do Mundial, o Berlusconi pelos vistos recebe os seus convidados em casa e não exige que estes vistam qualquer roupa, o Obama anda a tentar limpar a merda que o Bush deixou ficar com o povo muçulmano, e até os aviões começam a desaparecer, numa novela que mais parece a série Lost. Na Guiné Bissau matam-se os candidatos às eleições, como de costume aliás. Susan boyle perdeu o Britain got Talent e deu entrada no hospital e os filhos da Britney já se comportam com rock stars, ao destruírem quartos de hóteis. Ainda no capítulo das celebridades, o actor que faz de Bill (David Carradine) em Kill Bill, morreu num acidente de masturbação... e coitada da Alexandra continua a apanhar no corpo da louca da mãe!
Esta semana foi fértil em Maquinandas...Por isso, nada como resumir toda esta semana com uma música, Set it Off da Peaches, para ver se esquecemos esta semana de merda pois o mundo anda louco...

Toda e qualquer manifestação é o seu oposto do que sente a alma.

Viver é uma obrigação.
As pessoas falam sem certezas,
O destino dos outros nas suas mãos.
Quantas malhas se perturbam em grandezas?
O horizonte em promessas vãs.

Viver em Portugal é uma mentira,
Uma vaidade burguesa provinciana.
Quantos não prometem que dão e tiram
Desde o mais alto cargo de elite saloio
Até ao mais miserável pedinte abutre mundano?

Sou aquele maior de pensamento que não contribui
Pois a sua atitude é como a do Super-homem:
Com cuidado para controlar a sua força
Em equilíbrio de intelecto pois quebra e faz pior moça.
Mas o dia de amanhã será melhor do que ontem.

Inevitável a evolução do homem em futurismo
Pela recordação e ascensão das almas
Independentemente da percepção do anarquismo
O Universo é a força maior de ordem e mecânica: palmas!
– Deus existe na ascensão e evolução do mundo!

Quantos grandes não são pequenos
E pequenos são grandes?
Em nome da injustiça
Para a justiça ser maior e valer a pena:
O Heroísmo de mártir!

Mas que grande confusão,
Não será isso que me irá "pôr o bife na mesa"!
No entanto eu só quero pão,
Em nome do equilíbrio,
Para as crianças pobres de África.

Pelo bom-nome do fanatismo,
A sua eliminação!
Pelo bom-nome do simbolismo,
A sua iluminação!
Por tão pouco quase ascendia aos confins dos patamares do Nirvana.

Mas porque escolho eu o contrário?
Porque não reneguei eu o meu material destino?
Porque escrevo eu estas coisas se decidi então o oposto?
Qual o sentido do equilíbrio?
Porque a dualidade cega as pessoas?

Porquê esta limitação mecânica da realidade?
De onde provém o controlo energético?
Porque é o destino fatal,
Se o homem decidiu apenas ser escritor,
Ou, das palavras em símbolo, um doutor?

Porquê a rejeição e o desprezo pela bondade, Portugal?
Porque vives na insignificância e na ignorância?
O que fizeste porque vives no tédio e na frustração da abundância?
Qual foi o karma do teu destino
Para limitares a mente existencial
Dos grandes e dos pequenos,
Até do mais menino?

Porque te recheias de dúvidas
Se a tua natureza e índole sempre foram soluções?
Se o teu destino sempre foi a tua vontade!

E enganado ando eu nos confins da ilusões deste mundo,
Na insignificância deste nada que é a escrita
– [E] sempre representou tudo [No que] –
O saber tudo de consequência não saber nada,
Ser e então por maldição nunca o poder parecer!

Dedicado à Maquinanda do Futurismo.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Madrugada de sexta-feira - o dia anterior ao concerto dos «Lusitânia Playboys».

Dedicado à nossa Maquinanda, loirinha:



Nas tuas pernas o deleite.
Na vibração de te ter,
Um amor de perdição.
Perdição do cansaço
Em deixar tudo
Para a última da hora.

Não te sinto,
Não te consigo sentir;
Não te tenho.

No coração,
Se estiver o amor…
Brejeirices deitam-se fora da minha boca.
O sofrimento tem de fazer parte.
Na sensação de te sentir,
A vibração do ter.
Dualidade de poder
E quebra do fim
Onde tudo acaba e se esmurre
E tudo se desmorona.

Esqueço o amor que sinto,
E esqueço o amor que te tenho.
Conflitos de opinião
E sofrimento na vibração do ser.
Vives isso no temor do teu destino.
Casas e morres,
Fazes tudo o quanto podes,
Amor eterno na vibração do ser,
Amor no ter na vibração de te ter;
– Acaba tudo, por favor!

Lembro-me de um tempo em que era miúdo,
Prezo toda a vibração da música por ser simples,
Tento apegar-me ao tempo,
A vida é dura na perseverança do ser;
– Teres uma ideia,
E saberes compor…!

Foge, corre, mata,
Apenas se souberes compor.