Sábado, 30 de Maio de 2009

Crítica de Cinema Maquinanda: O Pátio das Cantigas.

O Pátio das Cantigas é um dos pontos mais marcantes do Cinema popular português de todos os tempos na minha infância e na minha demarcação em apelação crítica à arte.
A profundidade da sabedoria popular é representada nesta sequência onde se exprime alguns valores científicos antropológicos e etnográficos. O conceito do assobio que determina a denominação de rosa tirana e o monólogo poético da conversa com o candeeiro que representa algumas das vaidades, preconceitos e ambições desmedidas do homem pelo capitalismo e luxúria, no que corresponde ao decorrer da própria narrativa (a diegese): “ (…) Estás convencido que por dares luz a uma simples rua, és como o sol que dá luz ao mundo…no céu (…)!”
Planos de profundidade e sequências clássicas, simples e inesquecíveis de momentos que preencheram o entretenimento do povo português da época tirana e repressiva de Salazar.
Esta demarcação ainda impõe morfologias de constante actualizações co-adaptadas para a mensagem interventiva até agora mais do que urgente e necessária para a mentalidade da nossa Era contemporânea – na Música, claro está, devido às consequências inevitáveis da representação artística que determina o próprio assobio: a análise de transporte e vanguarda de um meio artístico para o outro.
A sequência histórica pode ser determinada pelo seguinte vídeo que vamos assistir, apresentando todo o elenco de personagens em destaque o nome dos actores e a introdutória narrativa que apela à descriminação racial no intuito dos valores monetários e representações sociais.
Uma consequência de manipulação de mentes desta época que destacava os filmes portugueses é, a actual utilização dos meios publicitários na sua técnica de persuasão da mensagem, uma apologia taxativa ao regime da sua época pelo aprazer dos todos os meios intervenientes vitais à sobrevivência consistente da personalidade e representação simbólica do homem, a honra (por exemplo), mais um facto de ênfase cientifica etnográfica: [“…a cena de pancadaria na primeira festa a abrir entrada (o S. António), em que Narciso protege as crianças numa gaiola do zoo, onde o seu entabulamento título inscrito continha a magnificência do nome do nosso Presidente do Conselho na época da ditadura…”] – o factor marcadamente irónico, na minha opinião, em que remata especifica, detalhada e centradamente a boa utilização do pastiche e os estilos únicos e inesquecíveis que demarcaram a arte no século XX, o qual através da sua maquinaria modernista em ligação às artes plásticas nos bem-aventurou e vincou a glorificada Sétima Arte.
O assobio é a agonia de Narciso explícito nos meios simbólicos do seu sofrimento que é uma mulher a qual se apaixonou chamada rosa, pelo que o seu enaltecimento glorificado representativo se dá o nome de «Tirana», a «Rosa Tirana», o nome do assobio. Para uma melhor interpretação semiológica, podemos referir de que se trata do conceito de Mito de Roland Barthes, mas muito a frio e pouco sensitivo, como poderíamos ver num Rimbaud, Mallarmé ou um Teixeira de Pascoais, no âmbito da Literatura.
Todo o meu objectivo maior nesta crítica de arte é a procura simbólica perfeita da representação do amor que se conjuga no cinema e na música e ainda contemporaneamente se lhe pode acrescentar poesia como transmissão de uma mensagem, para alguém, por alguém, no intuito do mesmo sentimento, e a busca, procura, encontro e reencontro, da felicidade (nos próximos conteúdos seguintes deste blogue e deste conceito).

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

"Putos a roubar Maças!" (O Símbolo) - [Improvisação].

Maquinanda:

O alento pelo desalento a esta crise
Dedicado à imagem sua anterior deste conceito
Pelas palavras que justificam os meios das suas imagens;
Os olhos e os ouvidos,
As sensações, os sentimentos.

E a visualização nítida das novas tecnologias da beleza da cor do olhar,
Em depressão.

[A fuga, os extremos,
A disparidade económica da condição de vida,
O desalento de um talento pela mentalidade.

Os símbolos,
Todos comparações de ídolos
Em que se libertam índoles,
Para mim são todos eles metáforas que se ascendem em mitos,
“ (...) o Nada que é Tudo (...)!”]

É isto que se ensina nas faculdades,
Que somos apenas homens em meros deuses,
Que comportamos a dualidade respeitando-a,
Esperando o seu espaço,
E numa nova realidade o dúbio baço
Que entrelaça esfinges em corpo laço.

Constituições de revogações em rejeições aos entendimentos,
Instituições instauradas para o sentido da existência de movimentos,
Os literais e as metafóricas,
Sem razão de presença, sem razão de chegada,
Sem direcção de estatuto, símbolo, nome ou comportamentos.

Procuro-te agora aqui no esquema perfeito,
Na busca de um ideal,
Misticismo de corrente crente acedente banal,
Titulação de paz,
Na busca e no papel que mais me apraz.

Grafitti no Bairro da Graça em Lisboa

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Acabou-se a imunidade, já só falta acabar a impunidade

E eis que o ex-ministro do governo PSD, Dias Loureiro apresentou FINALMENTE o seu pedido de demissão do Conselho de Estado. Tudo porque continua a não ter nada haver com o caso BPN, tal como afirma e insiste Oliveira e Costa. Acrescenta ainda que pretende ser ouvido de imediato pela Procuradoria Geral da República.
Agora perguntamos nós Maquinanda, mas afinal quem é que este senhor pensa que é? Quer ser ouvido imediatamente, ora então que retire a senha e aguarde pacientemente pela sua vez! Isto com a quantidade de casos de elevada transparência, tipo Frípór ou BPP, concerteza que o balcão de atendimento ao desempregado da PGR está repleto de "coitadinhos" a querer limpar seu bom nome, agora que estão atirados nas ruas da amargura do desemprego! É necessário ter paciência, cada um a seu tempo. Aliás, se eu hoje estive duas horas numa fila para pagar uma conta da àgua de 10 €, concerteza que este ex-ministro, ex-director da Sociedade Lusa de Negócios, também pode aguardar... Isto de ser conselheiro do nosso Presidente da República (ex seu ministro, importa pois também referir), não quer dizer nada! Se fosse diabético ou estivesse em estado de graça, acho que deveria passar à frente, independentemente do número da sua senha, mas neste caso...

Bem é caso para dizer em tom Maquinanda, que se acabou a imunidade, já só falta acabar a impunidade!

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Crónica Maquinanda: Os Meios de Comunicação em Portugal.

O sistema de controlo ocorrente em Portugal na sua projecção e esclarecimento dos grandes membros nos meios de comunicação expõe a deficiência assente da justiça no seu país. A publicação de acusações sem regras explícita ao quebramento da ética e códigos deontológicos é escandalosa, limitando o espectador sem escolha de partes no seu espírito crítico e formulação de conhecimento e adesão social às comparticipações políticas e outras institucionais.
Analiso, como não podia deixar de ser, à discussão ocorrida da última entrevista mediática do «Jornal Nacional» da segunda estação de televisão portuguesa de carácter privado, «Televisão Independente», ocorrida no dia Vinte e Dois de Maio deste ano de Dois Mil e Nove ao 24º Bastonário da Ordem dos Advogados António Marinho Pinto.
A degradação da troca de acusações e superficialidade de teor jornalístico não justifica a grande atracção populacional e vitória de audiências para uma estação, mas sim a característica sistemática de um recurso à verdade massivamente acordado na sociedade vigente em questão.
O encontro da projecção e satisfação à publicação das necessidades e valores de afirmação do grande centro de sustentabilidade dos conceitos e conteúdos institucionais oligopólios formulados pelo homem, revelam não o fascínio, como acreditam alguns teóricos da comunicação, ao recurso pelas três categorias da televisão (sexo, violência e sensacionalismo), mas sim um recurso de inteligência e sabedoria de visão vigente na população portuguesa de leitura de linguagem às entidades vigentes deste país.
A crítica de Karl Popper remete-se fundamental (apesar de algumas referências de sensacionalismo, como também concordo algumas e outras me abstenho) para a teorização de fundamento de reflexão para a alteração de recursos às normas de vida e segmentação de acedência às necessidades de conhecimento que devem ser remetidas para Portugal e para os portugueses.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Maquinanda mais valia estares calado!



Silêncio que ele vai tentar comunicar com o planeta... em inglês técnico!! Isto aconteceu em Dezembro de 2007, perante a mais fina nata política europeia.
Lá está, na altura o nosso primeiro ainda não tinha o seu Magalhães, para o ajudar nas traduções. São coisas que acontecem...

Sócrates... És melhor que os gato fedorento, os contemporâneos e a luciana abreu juntos pá!
Já me esquecia, também me constou que ele andou recentemente a falar "portunhol", igualmente de carácter técnico, num congresso em Valência com o PSOE espanhol. Coitados dos espanhóis, já não lhes chegava a música foleira, a crise e o desemprego, ainda têm de levar com o nosso primeiro!

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Silêncio, Maquinanda...(o Valor)! - parte 2

Silêncio, Maquinanda, que se vai cantar u(m) fado,
Dedicado a todas as ovelhas peçonhentas do prado.
Ora, se se diz que rimo mal
E que ando assim, um bocado de lado,
Por tudo o que é enfim e tal:

Figura portuguesa repetitiva,
Ridícula por vezes de erros que comete,

Escolha estúpida e por vezes sensitiva
De conviver com seres mais pequenos do que o eu
Formula da vida aquilo que compete
Pela maldade, às vezes, primitiva
Com tudo deprimido a pensar no que vai ser ou o que já lá deu.

Mas a figura portuguesa não,
Essa é eterna na sua presença de antemão,
Feitio nulo de antiguidade reprimida,
Mulheres na idade da dormida
Sarcástico e irónico prazer recôndito de significado segundo
Em alcançar o dito dar a volta e as travessas do fim do mundo.

(Isto é o gostar de Almada,
Só desta forma o poderia ser.
Pena ter de o projectar deste nada
Em que esta maneira curta é pouco para acentuar o seu ter.

Ler, será o seu viver!)

Pode-se primar a força,

Mas dentro do silêncio
Prima-se a inteligência
Que é a sua validade dupla
Na global demência.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Maquinanda "delete"

Tomando como ponto de partida o que se lê na imprensa de hoje, o nosso (des)governo fez um autêntico "break through" com a descoberta da tecla delete, nos teclados dos Magalhães dos centros de emprego. Assim como quem não quer a coisa e inspirado certamente pela recente celebração dos 50 anos do Cristo Rei, são operados milhares de milagres junto da base de dados de desempregados! De um momento para o outro, passam a ter emprego e desaparecem das listas do Instituto de Emprego e Formação Profissional!

in Público_18.maio.2009
Segundo o Sindicato Nacional dos Técnicos do Emprego, esta situação de “manipulação da contabilização de inscrição de desempregados” tem vindo a ocorrer “reiterada e sistematicamente”.

Deixo apenas duas perguntas para esta maquinanda...
Será esta mais uma manobra de marketing visionária do nosso primeiro, para garantir resultados fidedignos no combate ao desemprego, e assim agarrar de vez a maioria?
Terá o nosso primeiro sofrido pressões de Nossa Senhora, de forma a ser coagido potenciar tantos milagres em tão curto espaço de tempo, para assim dar um mês de Maio mais feliz aos portugueses? (é que isto de alegar pressões, diz que está na moda lá para os lados da Assembleia da República como desculpa para a merda que vem à tona todas as semanas...)

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Pastiche Final

O Pastiche na minha literatura significa a sua ironia e clamor itinerário. Se for plágio é de mim próprio, do meu eu superior ou de um meu heterónimo. Como pudeste ler: pode ser “recorrência a um género” – neste caso é o pós modernismo, por isso estás a ver que não podia ser outra coisa que não o meu eu maior, pois contam-se pelos dedos os escritores pós-modernistas em Portugal, em condições, ou que pelo menos saibam o que estão a fazer.
Pode conter este estilo de referência do discurso directo na primeira para a segundo pessoa (passo o pleonasmo), para um conteúdo e compreensão mais explicito e objectiva, o que reforça por todo a ironia. Todo este teor é descritivo para ser explicativo.
Obviamente que somente numa análise literária científica (a chamada semiótica, não sei se aprendeste ou te ensinaram em algumas das tuas aulas ou disciplinas) poderíamos formular uma abordagem altamente complexa de sua descrição para atingirmos este teor que era o que pretendia aqui. Poderiam surgir deturpações ou «gafes» no meu conteúdo, estímulo, impulso e objectivo artístico. Cometi o erro de me esquecer disso! Se ouvisses a minha professora doutora (Maria do Carmo Sequeira) a falar, ficavas boquiaberto com a contextualização histórica do pastiche e das maravilhas estéticas do Eça ou de Pessoa por eles subversivamente, subtilmente e mitologicamente (ou seja, em segundo grau de significado, metodologicamente nesta ciência falando – pastiche!) por eles utilizados. É uma recorrência conotativa, simplesmente.
Pretendo então clarificar o que escrevi, e como não me vou colocar aqui com teorias pois tu acharias uma seca e eu não tenho tempo para isso, explicar-te-ei de acordo com signos (os teus tais ditos iconográficos da tua destreza de linguística para o estudo apreendido academicamente e escolhido por livre e força de vontade da mesma pessoa) que vais perfeitamente entender e projectar, pois na arte de seja qual for a vanguarda ou suporte, nada mais se interpreta como um acto daquilo que os nossos próprios olhos vêem, e até técnicas de ultrapassar isto (absolutamente também pós modernistas, ou diria melhor, sem absolutismos, contemporâneas) e outro atingir de raciocínio, na área de identificação do próprio psíquico, podem ser espirituais. E a pintura até pode, ocidentalmente falando, tratar-se nada mais nada menos do que isso (ou melhor, é, ou até é) num ponto de vista deontológico ou metafísico. Mas do ponto de vista deontológico até posso referenciar que é de tardar, uma vez que, como ouvi hoje o Álvaro Campelo a dizer, num atributo em minha defesa de acordo com a circunstância para a minha própria pessoa, comunicador e comunicante no sentido literal sem filosofias: “a deontologia ensina-se, não se pratica”. – (Vês: três atributos do pastiche, aquele que te estou a tentar explicar, aquele que já conheces e aquele que te vou transmitir em signo, ou melhor, noutro signo, mais especificamente, para compreenderes melhor, para ti, “para os literados”, porque eu acredito em ti, acredito nos portugueses; apesar de não confiar (mesmo!!!) em alguns!)
Confesso-te, por seres meu amigo, que estava para ignorar e seguir em frente de forma crente naquela crença consideravelmente ininteligível que se definiu em esperança de acreditar que alguém iria compreender com o contraponto ao meu segundo pastiche que formulaste, o que faz de mim um homem devoto (logo por acreditar na tua inteligência sem intriga e na dos outros (incluindo-a já, de quem nos lê, visita e não comenta, fora os “nossos”)), mas o acto que foi meu em te ver repetir ao modo Dilthey, petrificou-me o espanto da inevitabilidade de ter que te “mandar” o que vem a seguir, e obviamente, acima de tudo, por seres meu amigo, (e eu te amar, e gostar muito de ti...!! Percebeste?).
Quanto às vertentes da recorrência ao género e à ironia, está claro no ponto de vista literal do que quero dizer ali com a ironia das suas indirectas que são simbólicas pela minha distancia como escritor no modernismo “para os literatos” (arre, agora sou eu que me repito, e já mais vezes que tu: três). Quanto à minha resposta à tua provocação jovial (eu sei, és um querido, obrigado!), ela é romântica de tão poetiza e poética de tão lírica, dramática pela excisão do autor em querer equilibrá-lo (o romantismo) implícita e autonomamente (em Outro Poema, um qual eu já referi aqui) em um dos seus heterónimos. Penso que o título que planeava na época dirá tudo: Maquinanda da Luz (o estímulo para o recordar do inconsciente em tempo de crise) – Identidade: está aqui! - Estado de Espírito.
A um demitido e reprovado Dante e Maquiavel, um refresco incontornável mais sábio, mais velho e mais experiente - esotericamente - do drama saudosista comodista modernista português.

Carta a Aristides de Sousa Mendes, o Anjo do Mal!

Maquinanda da Luz (o estímulo para o recordar do inconsciente em tempo de crise) – Identidade: está aqui! - Estado de Espírito:





O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

- Fernando Pessoa: Mensagem

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Maquinanda "Fripór"



O nosso Eng.º (dominical, tal como a última Maquinanda) Sócrates, garantiu hoje que o seu (des)governo não fez qualquer tipo de pressão no caso "Fripór", quando questinonado por Francisco Louçã, hoje na Assembleia da República.
Claro que o nosso primeiro ministro não fez pressão alguma, afinal que culpa tem ele que um inglês (que só pode estar a trabalhar para a oposição ou para o casal McCan), ter declarado no mal amado DVD, que lhe pagara alguns pares de luvas. Concerteza que se tratou de um "bug" deste suporte digital e se o Magalhães tivesse capacidade para ler dvd's, certamente o máximo que conseguiríamos ver seria o nosso primeiro às compras nesse tal de "Fripór".

Ainda a propósito do Magalhães, não é que o Ministério da Saúde prepara o lançamento do cheque consulta de oftalmologia (depois do cheque dentista), para os petizes que começam a ficar com a vista afectada, por olhar para o pequeno ecrâ de baixa resolução do dito aparelho! Se a malta da Venezuela descobre isto, ainda são capazes de fechar a torneira do petróleo! Isso não seria porreiro pá!

Eh Eh! Nunca desejei tanto ver o Jornal Nacional da TVI, da nossa verdadeira oposição Manelinha Guedes, cada vez mais uma espécie de padeira de Aljubarrota, que trocou a pá pelo botox! Esta sexta-feira parece que não irá faltar lenha para queimar, lá para os lados de Queluz!
É assim a Maquinanda, cada um tem o que merece meus caros...

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Pastiche: A negação é o contrário, logo, ao contrário

Era dia de Marte. O Sol desaparecera. O putrificar do corpo para a ascenção do ser.
O poeta não é um fingidor. Um poeta não finge dor. Um poeta é a dor. O poeta é a verdadeira dor. O poeta sente o amor.
Reminiscências da morte para o Pernambuco da noite. Satisfaz em mim um prazer que se mistifica em amor.
Eu sou a ascenção aos céus. Não é porque me permita a dizer isto que me gesticula em fervor. Sou um Pernambuco do prazer e do amor. A minha linguagem no seu medo faz parecer que é dor, faz-me lembrar Maquiavel. Já Agostinho dizia. Já Camilo o dizia. Toda a referência do poeta faz lembrar que é dor. É porque ele é sincero no amor! O que mais custa é a constante dúvida por causa de uma certeza. O poeta é amor e não finge dor, sente a dor, e vive como um terraço, para a eternidade.
Não escrevia tão pouco ou nada do que escrevia aqui, mas do pouco que escrevi veio do fundo. [O Apocalipse..., sei lá o que é o Apocalipse...!] Tão literais e profundas são as palavras, e tomam por elas como subjectivo. "Eu faço o meu trabalho, o meu trabalho é este. Porque confundem as metáforas? São tão óbvias e singulares, tão profundas. Penso num cálice sagrado (de ouro!!!!) como a profundeza da morte. Para quê «provinciarmos»-nos (isto para mim já se tornou um verbo!) nas evidências? Porque não ascender à dor? Sentir o que há mais para sentir?! Porquê renascer à dor?! É a transfusão de se sentir! É amor sem contemplação à dor! É sentir o que há mais para sentir! É fazer dor o que está no amor! É sem controvérsias ardor! É sentir amor. - Vá, não comeces a sentir o que Eu estava a sentir, meu próprio eu. - O amor é mais do que sinceridade obsoleta. É absoluta. E tudo o mais não é luta, é ego, é prazer momentâneo do alter-ego. É ascenção absoluta da nossa máscara. Do prazer momentâneo da dor, que nos traz mais algum furor. A Maquinanda do fulgor é uma corrente eléctrica constante de crepúsculos findos de qualquer rumor. A temática britânica de qualquer fulgor. A quebra temática de qualquer pudor. A raiva imensa de qualquer valor. A sapiência exacta do que é o amor. E não saber nada pelo que o meu ego diz de que é e rebenta de qualquer fonte pulante de humor."
Diz-se da escrita que na prosa é com alguém. Diz-se que o poeta é com ninguém. No entanto o poeta é mais alguém, e a prosa não tem ninguém.
Diz-se que a prosa é absoluta. No entanto ela não tem luta. É o medo de amor do encontro por alguém. Onde não se tem ninguém.
Dar a minha vida e lutar por ti, e não estares aqui.
Hoje foi o dia final. Hoje foi o dia da dor. Só resta a amizade que tenho. Vísceras de angústias e gemidos por entre uma melodia suave e subtil. Sabia-se que no fim era perder a luta. E a sua duração foi tão breve, o fim foi o lamento final de uma tecla a mais que se partiu, uma entoação a mais que se lhe deu. O sofrimento é tão grande que dá vontade de o partir. O cessar de uma escuridão na luz que nunca mais se acaba de lamentar o fim, correndo o risco e fatalidade de ser eterno. Um choro infinito eterno do estilo. Da vanguarda que representa o nosso manifestar. E o fim, o fim desesperante da eternidade do ser onde chegamos à sua evidência.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Esperto Maquinanda

Na eminência de uma catástrofe ecológica do nosso planeta e de uma eminente persistência da crise (sobretudo neste principado socratiniano), eis vos trago aqui, singelamente teclando, uma recente campanha publicitária. Esta esperto campanha, que marcou o início da comercialização do smart por terras do tio Sam (criada por um artista plástico), consegue juntar o melhor do lado da crise, com a crescente mudança de hábitos do nosso povo irmão (sim os americanos!). Os americanos sempre foram conhecidos por gostarem de carros grandes e com voraz apetite no que toca aos consumos, o que nem é de estranhar numa nação onde o "galão" de gasolina, sempre foi mais barato que um galão no Starbucks mais próximo. Com a queda do império de Bush, que deixa à humanidade uma bela depressão / deflação económica, o preço dos derivados de gasolina nos EUA tem vindo a aumentar (certo é que ainda não chegou aos valores disparatados do cartel das petrolíferas portuguesas), o que começa a levar os seguidores da Oprah e do Conan O'Brien a optarem por soluções mais "inteligentes". Morte aos SUV's, SAV's, Truck's, viva os Prius e os pequenos espertos!
Sou devoto do conceito, quase radical e confirmo que quando comparado com o restante parque automóvel cinzento, chato e sem sabor, estes kinder surpresa gastam pouco, estacionam-se em qualquer canto (de lado, de frente, de trás, de esguelha), até deixei de usar guarda-chuva e claro... Não têm banco de trás!!

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Maquinanda Antropossociologica Artística

Imaginem um esquizofrénico mendigo de rua sujo e deslavado de pele que é já a sua cor natural, um dos mais famosíssimos da cidade onde habita e frequenta, entrar mascarado com umas meias de liga de cor laranja de um saco de batatas dos pequenos e entrar num supermercado pronto para o assaltar em plenas seis horas da tarde.
Desculpem que vos diga, mas interpelar a ideia num sítio onde ideio-simbolicamente se sabe que é um dos locais mais frequentados por clientes, funcionários, câmaras e seguranças em celebríssima hora de ponta de uma cidade nacionalmente reputada e conhecida, é digno de pastiche para todo o português de fato-de-treino, sem dúvida considerado uma das categorias de primeira arte na existência do mundo definido pela essência da História do Homem, sem vanguarda, sem literatura, sem retórica ou práxis, e sem memória.
Porventura de sua áltica, mas de caracterização em alma bem profunda e infinita metamorficamente medida.