Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

A estranheza de Foucault

Estranho caso os jornais não dizerem nada.
Estranho caso a nossa era contemporânea
Falar de tudo e não falar de nada.
Estranho caso estar a escrever uma coisa
Que não serve para nada.
Estranho caso a sociedade ocidental
Andar a fazer de tudo,
Para não fazer nada.

Todo o Mundo conversa,
Na sociedade contemporânea ocidental,
Um certo caso de estranheza
Em toda a vanguarda modernista.
E em mim tudo começou em Foucault,
Numa preservação para se dizerem coisas
Que não dizem absolutamente nada.

Um pobre caminha na rua,
Entra num café social a medo,
E foge no sentimento renegado
A não pertencer a nada.

Todos nós pertencemos a tudo,
E nada vale de nada.

Certa crise estranha da existência,
Pensamento filosófico puro dramaturgo
Em que toda a imagem é estética e chamativa,
Consumista e atraente,
Mediática e ausente,
Por tudo aquilo que não vale de nada!

Falamos com convicção no pragmatismo em ilusão,
Crendo descrentes no palpável.
Na alma portuguesa a nostalgia,
Subtilmente definida em saudade,
Genuína vivência do passado
(“Esse é que era bom!”)
No facto do atingível já não existir.

Não falemos de morte para o coração.

Vivemos influenciados influenciando,
Muitas vezes felizes, outras vezes frustrados,
Conforme a alegoria subjectiva da escolha e da razão,
Na igualdade equitativa à comunidade,
Onde tudo se mistura.

Somos futuristas,
Somos deuses,
Em pele de mendigos
Contemplando o drama de vítima da nossa inocência,
Da nossa incapacidade,
Do nosso desleixo,
Da nossa não vontade.

Somos preguiçosos,
A natureza trabalha,
A música toca,
E dizemos que toda a arte que fazemos
Não tem valor nenhum,
Não serve para nada.

Estranha e complexa a reminiscência desta mente popular humana!

É mentira, Maquinanda, é mentira!
A condenação é o valor comum!
Todos nós nos transformamos com isso!
Influenciar influenciados,
Onde tudo é uma mentira.
Diria: subjectivo!

Mas o tempo não existe,
Nada existe,
E falamos sobre a existência.

Um beijo de amor para ti, Maquinanda,
Que é este que nos faz mover,
Na mecânica que evoluímos chamando existência.

(«(...) Sigo o fumo como uma rota própria
E gozo, (...)»)

Olho pessoas através do reflexo dos espelhos,
Pelo seu medo da interactividade directa,
E gozo a subjectividade de uma mentira
Que poderia não ser mais do que a simples verdade.

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

The Love Boat!


Como é possível não me ter ocorrido antes? O Barco do Amor é... é... é Maquinada! E da pura! melhor que isto, só mesmo o mítico Agora Escolha da rtp!

(2 maquinadas depois...)

Genial! Louvado seja o You Tube!! Acabei de encontrar aqui a Maquinada prima, da maquinada do barco do amor inicial! Agora Escolha!!!!! Aviso já que são cerca de 7 minutos de sofrimento, e que podem desde já começar a ligar para o 797 82 14, se estiverem em Lisboa ou então o 711 85 17 se estiverem na Invicta (que neo saboroso, ainda nem 9 dígitos tinham!), para escolherem que série querem ver: Acção em Miami ou Kung Fu e as Artes Marciais! Mas o importante é não se esquecerem de enviar para a 5 de outubro um desenho do tampinhas, para esta senhora o mostrar ao caros telespectadores o desenho ! Jà me está a doer! Não dá.... fiquei sem palavras!

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

A Maquinanda da Terra

Um pronuncio de morte trespassa novamente os corredores da minha essência. Sinto o viver como a repetição de um casulo de acontecimentos, realidades ilusórias que vibram as minhas emoções fazendo-me sentir sempre o mesmo. Sou um tal como todos os outros mais pequenos do que eu. Sinto culpa, medo, melancolia de experiências, derrotado por mais uma história de luta entre seres humanos no qual saiu este resultado. A diferença renova em mim a minha identificação. A crise deprime as pessoas influenciando-lhes mais a negatividade, buscando na maior essência a esperança onde o colectivo parece uma marioneta de doenças que marcam um dos maiores acontecimentos da humanidade que revelam a minha importância como escritor. O egocentrismo é posto em causa para o entendimento, e não sei quem sou neste novo renascimento. Os valores morreram para o sexo e a hierarquia social está no caos absoluto, a Terra está farta de sofrer e a ripostar contra com todas as leis da natureza necessárias de cumprir.
Escrevo por necessidade, a necessidade que foi sempre concebida para toda a arte para esta se considerar legítima como os processos de toda a sua história, os mecanismos são sempre copiados, nem todos os seres humanos são dotados de originalidade pois isso exige sacrifício e trabalho, e nem todos os processos rotineiros da vida do homem que compõem o mundo o disponibilizam para isso.
Sinto-me derrotado, sem piada, sem perspectivas futuras, sem vida material, sem entretenimento, sem ego, sem comunicação.
E tudo isto é bom, tudo isto é a configuração das composições do novo mundo, mas a verdade e o convencimento discursivo já não são os constituintes do meu tempo, a humanidade terá que entender (ou/e quer) por si própria, através da sua experiência.
Porém, estas composições constituem a minha numerologia cármica oito, pelo que até das simbologias conhecedoras as pessoas se fartaram. A própria Bíblia, continuamente posta em causa, é agora resultada em tédio. Entramos numa nova era retornada religiosa. Todos os processos são formulados por ciclos na História que conhecemos e factualizamos com os nossos olhos, os dos outros que a viveram, tentando imortalizá-la, descobrindo agora que estávamos enganados ou entrarmos no processo da metafísica no seu todo e a materializamos.
Porventura, há sempre opiniões diferentes que se tornam facto, e interpretamos sempre guerra na sua comunidade, quando as juntamos.
Mas a diferença foi sempre o amor de Deus, a variedade de Alá, a contradição de Jeová: a Ciência complementa a Estética porque as duas juntas formulam o todo, a Humanidade, o Universo. No entanto, o meu ego define sempre derrota. Era capitalista de disciplicência que cria a filosofia da solidão em fenómeno contínuo, equação enigmática da matemática do amor que torna a mecânica utópica e o nosso conhecimento inútil. Continuamos reduzidos à essência dos nossos olhos e impulsos de sentidos.
O ódio fanático oriental e a hipocrisia ocidental faz-me lembrar a dualidade divina que nos preconiza os nossos valores e mistifica as nossas razões levando-nos à duvida do caminho. Ambas as forças são poderosas, mas neste momento, como disse, a Terra responde, e toda ela dirige a mais pura verdade por muita ilusão que seja à intelectualidade. Verdade finda, finalmente, às nossas correlações, para existir algo efectivo à nossa mediocridade.
O Paulismo pessoano nasceu das suas interligações ao seu ascendente em Escorpião. O seu estudo maçónico não foi agnóstico nem céptico, a sua definição de mito recorreu à genialidade que lhe constituiu o desconhecido da nossa criação, a sua literatura foi definida obra poética pelo nosso livre arbítrio, as consequências são valores irracionais do nosso pensamento, Shakespeare assim definia o bem e o mal; o que será efectivamente divino? - É a Metafísica. O erro é comum aos homens, o perdão também, assim como a inteligência, a abertura, a sensibilidade e a acessibilidade: aqui encontramos o desconhecimento que tanto procuramos na nossa história milenar nestes últimos séculos de pragmatismo. Retroceder, é o nosso aceitar, voltarmos à essência antiga sem drogas e misticismo, sem secretismos que apelam e nos dirigem manipulados pelo engano maléfico, a sua eliminação, nada de cavernas, a luz! A admiração e a curiosidade iluminadas, sem inveja e ambição desmedida, a entrega, os nossos recursos, a supressão do medo.
Se o mal é o levantamento teleológico da morte (de forma avassaladora, masoquista e violenta), não se preocupem seres desta constituição, a vitória já vos foi concebida desde o principio dos tempos! Mas, afinal, o que é o tempo? Não adianta a enfase das vossas crenças, pois de acordo com as limitações da verdade deste signo, só se irá descobrir lá em cima, assim como o futuro desta vibração terrena, onde valerá a pena manter se quereis o mesmo do vosso poder.